• Thursday, March 26, 2020


    Não passava das oito da manhã quando Hilda sentiu que era a hora de acordar. Sentiu os raios de sol passar pelos galhos da árvore da qual dormia embaixo atingirem seu rosto sonolento e Sombra se espreguiçar docemente entre seus braços. O cheiro da manhã contaminou as narinas da jovem, dava para sentir a fragrância das flores próximas e dos orvalhos que se formaram durante a noite. Os sons matinais pareciam melodia para os ouvidos, passos de pequenos Pokémon caminhando sob as folhas da Route 1 e dos Pidoves piando em seus ninhos, alimentando seus filhotes.
    Tudo parecia tão poético se não fosse pela situação que se encontrava. Por dormir sob as folhas, estava coberta pelas mesmas e ao se levantar, algumas insistiam em ficar presas como se não quisessem se despedir tão cedo. Outro fator era a terrível dor nas costas que sentia por passar uma noite sobre o chão.
    Sua Zorua não parecia se incomodar com as folhas presas em seus pelos, mas não podia deixar de notar que também se irritara por dormir tão desconfortavelmente, já que, considerando a espécie rara que era, costumava a dormir em caminhas super macias.
    — Que droga, perdemos tanto tempo ontem que tivemos que dormir sob ao ar livre – resmungou Hilda, procurando algo na bolsa. – Mas por sorte, eu trouxe uma escova para esse tipo de coisa. Vamos procurar um lago para nos limparmos, Sombra?
    A raposinha grunhiu, concordando com a treinadora. As duas tentaram manter uma distância segura de onde Hilbert ainda estava. Encontraram um pequeno lago cristalino onde pequenos Duckletts relaxavam.
    A menina começou a lavar o rosto com a água levemente gelada e aproveitou também para beber um pouco, o ato foi imitado por seu Pokémon.
    — É até bom respirar um pouco de ar limpo e sentir toda essa natureza em volta da gente, né? – comentou.
    Não sabia exatamente por onde começar a buscar pelo seu sonho, em sua mente apenas vagava que tipo de sonho ela poderia ter. Um que combinasse com seu estilo de vida ou um que fosse completamente o oposto e desafiasse sua zona de conforto? O sonho do garoto que a acompanhava era baseado numa espécie de desafio pessoal, deveria seguir o mesmo caminho? Mas o que seria um desafio para ela?
    Perdidas em seus pensamentos, não escutou que alguém que se aproximava, só despertou quando o ouviu o grito de Hilbert.
    — HORA DO BANHOOOOO! – o berro do garoto se misturou com o barulho de seu corpo caindo na água como um mergulho, os pobres Duckletts rapidamente levantaram voo, assustados.
    Sem qualquer pudor, o garoto colocou a cabeça para fora e Hilda notou que ele só trajava a cueca boxe e uma touca de natação que surgira do nada. A menina sentiu o rosto ruborescer e queimar de vergonha.
    — QUE MERDA É ESSA, HILBERT?! QUER ME MATAR DE SUSTO?! – exclamou, irritada.
    — Entra também, Hilda! Nada como um banho logo de manhã – o garoto parecia incrivelmente feliz.
    — Você tá tomando banho em público! Cadê as suas roupas?
    — Atrás de você – respondeu, aproveitando o frescor da água para nadar um pouco.
    A garota olhou para trás e percebeu que todos os pertences de Hilbert jaziam sob uma pedra grande próxima. Victini estava sentado na grama, como se vigiasse as coisas, aproveitando para ficar fora da bolsa considerando que o local era afastado.
    — Não vai entrar, Hilda? – Hilbert tornou a perguntar, mergulhando algumas vezes.
    — Claro que não! Eu não vou tirar minha roupa na sua frente. Eu nem sei por que tô olhando pra você ainda – ela se virou de costas, tirando o boné e penteando os longos cabelos castanhos. – Quando chegarmos em Accumula Town eu vou comprar alguns suprimentos de viagem. Sacos de dormir ou uma barraca.
    — Ué, por quê?
    — Porque eu fiquei toda suja e desconfortável por dormir no chão! E dessa vez a culpa nem foi sua porque eu nem notei o tempo passar também – ela tirou as últimas folhas do cabelo e algumas do pelo de Sombra.
    — Faz sentido.
    — Agora termine seu “banho” e vamos logo antes que fique tarde. Estou com fome – disse a garota.


    Por volta das onze da manhã alcançaram Accumula Town. Ela era aparentemente maior que Nuvema e provavelmente contava com mais moradores a julgar pelos poucos prédios de tijolos laranjas presentes. Uma das primeiras visões da cidade era uma pequena praça e um enorme Centro Pokémon.


    O prédio era diferente da maioria, tinha dois andares com enormes vidraças que iluminavam o interior do local, mas não permitia que quem fosse de fora visse o que acontecia lá dentro, apenas o contrário. O telhado era vermelho. Na frente, um enorme símbolo de Pokéball branco servia de orientação para alertar quem estivesse procurando o local, o mesmo símbolo em escala menor se repetia na porta dupla que se abriam automaticamente toda vez que alguém se aproximava.
    — Ah, o Centro Pokémon – apontou Hilda. – Vamos lá? Podemos comprar algumas coisas para a viagem e perguntar se eles conhecem um lugar bom para comer.
    Hilbert assentiu e os dois jovens caminharam até seu destino, mas pararam quando notaram algo estranho que acontecia na praça ao lado. Um grupo de pessoas uniformizadas trabalhava arduamente para montar uma espécie de um pequeno palco naquele local. Os moradores que passavam ficavam curiosos e não paravam de comentar sobre, mas os trabalhadores pareciam não se incomodar com isso e seguiam firmes em sua tarefa.
    — O que será que estão fazendo? – perguntou o garoto para a companheira, todo curioso.
    — Devem estar montando algum palco para algum teatro ou apresentação musical – observou a garota, ainda meio em dúvidas. – Mas aparentemente nem os moradores sabem ao certo o que é. Talvez alguém do Centro Pokémon possa informar.
    Quando as portas se abriram, o frescor do ar condicionado e o cheiro da limpeza dominaram as narinas e os pulmões dos dois. O local era super espaçoso, a direita, bancos e sofás fofinhos e organizados serviam como uma espécie de sala de espera, revistas estavam a disposições para os interessados. Na esquerda, um pequeno balcão servia para o comércio de suplementos de viagem, dois funcionários usando aventais arrumavam o pequeno estoque e colocavam produtos populares em exposição.
    No fundo do local, um balcão com tons de branco e vermelho estava no meio de duas escadas que davam para um mezanino que serviam como um segundo andar. Atrás do balcão que funcionava como um pequeno centro médico, estava disposto uma máquina e pequenos suprimentos de pequenos socorros. O local era comandado por uma gentil enfermeira que tinha lisos cabelos roseados enfeitados com um quepe de sua profissão. Usava um delicado vestido rosa com um avental na cintura para facilidades, os pés preenchiam um par de sapatilhas confortáveis tipo boneca cor rosa bebê.


    — Com licença, senhora Enfermeira? – Hilda se aproximou e apoiou as mãos no balcão. – Bom dia.
    — Bom dia, minha jovem – sorriu a mulher. – Precisa de alguma ajuda? Posso cuidar dos seus Pokémon, se precisar.
    — Ah, nossos Pokémon estão bem. Estamos precisando de algumas informações – explicou a jovem. – Estamos procurando um lugar para comer. Ainda não tomamos o café da manhã – riu.
    — Se seguirem ao norte vão encontrar uma pequena cafeteria, é bem popular e tem doces deliciosos – sorriu a funcionária.
    — Que ótimo! – a garota pareceu pensativa. – Ah é. Sabe o motivo de toda aquela arrumação na praça? Parece que estão montando um palco.
    — Hm? – a enfermeira debruçou levemente sobre o balcão e espiou a praça pelas enormes vidraças do Centro Pokémon. – Eu não sei, não fiquei sabendo de nada, talvez seja algum evento independente de última hora. Só espero que não incomode os moradores.
    Hilda franziu a testa e se despediu da mulher, se aproximando de Hilbert que estava concentrado nos itens em exposição da loja.
    — Boa notícia. Tem uma cafeteria ao norte da cidade – começou a garota. – Mas a enfermeira disse que não sabe o que é aquilo na praça. Encontrou alguma coisa?
    — Só algumas Potions, Pokéball e Antidotes. Ah! E eu achei os sacos de dormir e uma barraca – sorriu o garoto. – Só falta você pagar.
    — Tudo bem – suspirou, tirando uma delicada carteira da bolsa. – Quanto ficou? – perguntou ao vendedor que colocou uma enorme sacola com os produtos sobre o balcão.
     3000 Pokédólares – respondeu o homem.
    — O QUÊ?! – o grito da jovem provavelmente fora ouvido por toda a região de Unova.



    — COMO VOCÊ ME GASTA 3.000 Pokédólares EM POTIONS E POKEBALLS?! – exclamava Hilda andando pela cidade em rumo da cafeteira.
    — Não foi só em Pokéball e Potions. Eu comprei nossos sacos de dormir também – argumentou Hilbert, não parecendo nem um pouco arrependido.
    — Os sacos de dormir não custaram nem um terço do que você gastou, Hilbert! – bronqueou, com a orelhas vermelhas por conta da irritação.
    — Você sabe que é para uma causa importante – explicou. – Eu ajudo você a encontrar seu sonho e você me ajuda com o meu.
    — Eu não estou te patrocinando!
    — Esquece isso agora. Veja, chegamos! – o garoto apontou para a cafeteria a sua frente.
    O pequeno estabelecimento ficava no primeiro andar de um dos prédios. Era uma construção estreita, mas bem rústica com pequenos tijolinhos na parede remetendo ao estilo de Kalos, uma região afastada. Mesas decoravam o lado de fora e uma pequena porta verde era a única forma de entrada. Os dois jovens então, entraram.
    O interior era um pouco maior do que aparentava, outras quatro mesas tomavam conta do lugar e no fundo, uma senhorinha tomava conta dos pães, bolos e doces que estavam expostos. O aroma do café dominava o ambiente.


    Admirados e um pouco perdidos nas opções, decidiram por café com leite de Miltank e pequenos cookies de chocolate, sentaram-se em uma das mesas externas para observarem o movimento – mesmo que pouco – da rua.
    — Miltank é um Pokémon de Johto, né? – perguntou o menino.
    — Até onde eu sei, as maiores fazendas de criação da espécie são de lá – respondeu a menina, tomando um gole do café.
    — Deve ser legal treinar uma para batalhas.
    — Ouvi falar sobre uma líder de ginásio em Johto que dá muita dor de cabeça aos treinadores usando Miltank.
    Os dois passaram alguns minutos em silêncio apreciando o gosto do café quentinho misturado com o doce chocolate dos cookies, até o garoto quebrar fazendo uma pergunta:
    — Ontem você fez várias perguntas para mim – começou. – Agora é minha vez. Por que mora com seus tios?
    — Pela conveniência. Minha mãe é uma dançarina ocupada que vive em Nimbasa, então ela achou melhor que eu vivesse com meus tios em Castelia para que eu não ficasse sozinha o tempo todo – explicou, limpando o canto da boca que tinha se manchado com o chocolate dos pequenos biscoitos.
    — E seu pai? – Hilbert foi direto como uma flecha. Hilda abaixou a cabeça e ficou pensativa, até que respondeu, dando de ombros:
    — Eu nunca conheci ele. Minha mãe nunca me contou quem ele é ou onde está – ela pareceu tensa ao contar.
    — Que bizarro! – exclamou o menino, se ajeitando em sua cadeira, quebrando um pouco o clima sério. – Eu nunca conheci o meu pai pessoalmente.
    — V-verdade?
    — Sim! Será que é coisa de pai? Sumir do nada e nunca aparecer para nos visitar? Eles pegam uma bomba de fumaça e simplesmente somem?
    A garota começou a rir, o que acabou contagiando seu companheiro que gargalhou. Era o primeiro ponto em comum que encontraram entre si, mesmo sendo algo que doía, resolveram rir. Sentiram talvez que os laços tinham se estreitado um pouco.


    Após um prazeroso momento, decidiram que era hora de partir para Striaton City e conquistar a primeira insígnia de Hilbert. Os jovens não sabiam o que tinha adocicado tanto o momento, se eram as risadas divertidas ou os cookies de chocolates.
    Arrumaram as bolsas e os novos itens e começaram a se dirigir para os limites da cidade quando um ruído grave vindo de uma caixa de som ecoou pela cidade, aparentemente, vinha da praça. A mesma onde as pessoas uniformizadas trabalhavam para montar algo.
    — Boa tarde. Peço encarecidamente a atenção de vocês, habitantes de Accumula Town – uma voz grave masculina saiu pelas caixas.
    Atraídos pela curiosidade, Hilbert e Hilda se dirigiram até a praça para presenciar o suposto evento. Incrivelmente, uma estrutura planejada fora montada com um pequeno palco coberto por uma tenda, nos lados, aparelhos que ampliavam o som mostrando que seja lá o que fossem fazer, queria chamar atenção. E estavam conseguindo, umas cinquenta pessoas se acumulavam no local e das janelas dos prédios próximos, pessoas espiavam curiosas. Ao lado da estrutura, os mesmos trabalhadores estavam em fila, esperando novas ordens. Bandeiras com um símbolo ilustrado com P azul tremulavam com o vento.
    Em cima do palco, uma figura bizarra de um homem intimidava quem olhasse diretamente para ele. Possuía certa classe, mas não parecia se importar com a saúde dos seus cabelos verdes compridos que pareciam desidratados. Sua pele pálida contrastava com seus olhos vermelhos, sendo o direito, coberto por um tapa olho. Algum acidente causara isso? A roupa era estranha, uma espécie de batina indicava que ele tinha certa superioridade sobre os outros uniformizados, um detalhe dourado remetia uma coroa, havia também detalhes que lembravam olhos em dourado e roxo, nos pés, um simples sapato marrom. Ele continuou a falar:



    — Meu nome é Ghetsis. Hoje aqui estou representando a Team Plasma. Viemos aqui para expor um dos nossos ideais: A Libertação Pokémon – ele olhou em volta para observar as reações dos presentes. – Tenho certeza de que a maioria de vocês acredita que Pokémon e humanos são parceiros. Fazemos tudo juntos e precisamos um dos outros. Mas já pararam para pensar que talvez... – Ghetsis fez um pequeno suspense. – Isso só seja verdade para nós humanos? Já tentaram enxergar por outro ângulo?
    Hilda e Hilbert se entreolharam. Onde ele queria chegar?
    — Vivemos com Pokémon. Eles estão sujeitos a comandos egoístas de treinadores, mandamos eles batalharem uns contra os outros pelo nosso próprio prazer, ordenamos que eles participem de tarefas do dia a dia. Mas, isso é realmente certo?
    Os murmúrios começavam a acontecer entre os presentes.
    — Pois eu digo, senhoras e senhores, Pokémon são diferentes de humanos. São seres vivos com um enorme potencial que ainda é parcialmente desconhecido. São criaturas nas quais nós temos muito a aprender. E é por isso que não temos moral suficiente para comandar eles. Em nome da Team Plasma, eu digo – ele levantou o braço esquerdo dele para o alto como um gesto de ordem. – LIBERTEM VOSSOS POKÉMON!
    Algumas pessoas se assustaram. Hilda sentiu os pelos do seu braço se arrepiarem com a voz estrondosa de Ghetsis.
    — Só assim seremos realmente iguais. Poderemos enxergar um lado que nunca vimos antes! Encerro aqui meu breve discurso e peço que considerem minhas palavras e reflitam na relação que vocês possuem com seus Pokémon. Agradecemos a vossa atenção.
    Sem muitas enrolações, o homem desceu do palco e acompanhado por mais alguns homens e mulheres que usavam uniformes, rumou para algum canto da cidade enquanto outros membros ficavam para desmontar o palco.
    Após vários cochichos e troca de palavras, as pessoas começaram a retomar seus caminhos, um tanto reflexivos do que tinham acabado de ouvir. Hilbert se virou para Hilda:
    — Quanta besteira.
    — Acredito que seja um treinador Pokémon para tirar essa conclusão – uma voz calma sussurrou por trás dos dois que se viraram rapidamente para procurar o dono.
    Um rapaz jovem aparentando ter uns dezoito anos encarava os dois. Ele era magro e fino. Longos cabelos verdes volumosos presos por comodidade eram enfeitados por um boné preto e branco que provavelmente protegiam a pele era branca, seus olhos variavam entre verde e azul. Usava uma blusa preta comprida com uma camisa branca larga em gola V por cima, demonstrando informalidade. A calça era simples e de um marrom claro com um pequeno cubo mágico dourado pendurados, provavelmente um chaveiro da sorte, na cintura e os sapatos, verdes. Ele estava sério.


    — Não vai me dizer que acreditou no discurso daquele cara? – questionou o treinador de boné vermelho.
    — Eu não preciso do discurso de ninguém. Eu sei o que os Pokémon sentem pois eu ouço suas vozes – o jovem voltou seus olhos para a Sombra, a Zorua de Hilda que jazia ao lado da dona, um tanto receosa. – Você foi tirada de seus pais para ser um presente para uma treinadora mimada e está assustada? Eu vou te ajudar a se libertar, Zorua.
    — O-o quê? – a menina questionou e rapidamente colocou sua Pokémon em seu colo.
    — Do que tá falando, maluco?! – exclamou o menino, um tanto irritado.
    — Vocês não ouvem, né? Mas eu os ouço porque eu sou amigo dos Pokémon. Meu nome é N e eu vou salvar eles! – o jovem de cabelos verdes começou a avançar para cima de garota com a Zorua.
    Hilbert tomou a frente e se pôs no caminho entre N e a menina, protegendo-a. Sacou uma Pokéball do bolso e a apontou para o rapaz que parou.
    — Não mexa com elas. Seu oponente sou eu – arremessou a esfera. – Vai, Brianna!
    Snivy saiu da Pokéball e olhou para seu treinador, ao notar o clima, se posicionou no imaginário campo de batalha, esperando o oponente. O adversário riu:
    — Você resolve as coisas assim? Só tira os Pokémon desses objetos nojentos quando bem entende? Vou te mostrar como se convive com Pokémon – ele apontou para frente. – Purrloin, me ajude, por favor.
    Em movimentos rápidos, o Pokémon de N surgiu de algum lugar. Era uma felina com pelos roxos e amarelos, suas orelhas eram compridas e seus olhos sarcásticos, possuía uma cauda comprida roxa, andava tanto sob as duas patas quanto as quatro. Hilbert sacou sua Pokedex.


    “Purrloin, o Pokémon desonesto. Usa-se da sua fofura para roubar por diversão as pessoas desprevenidas. Costumam atacar com suas garras afiadas”
    — Você me acusa, mas vai usar um Pokémon para obedecer a seus comandos – ironizou o treinador de Snivy.
    — Você se engana... – N olhou para a Purrloin a sua frente e parecia se comunicar misteriosamente com ela.
    Após entender o comunicado, a gata avançou em movimentos rápidos para cima da serpente verde, que por pouco, conseguiu se desviar graças ao comando de seu treinador. A felina roxa estava com os pelos eriçados e a garras arreganhadas para fora. Incrivelmente, o jovem de cabelos verdes nada ordenava, é como se a gata quisesse fazer isso para defender seu “mestre”.
    Hilbert olhava para sua Pokédex, analisando os possíveis movimentos que a adversária tinha enquanto Snivy desviava agilmente a maioria dos golpes. Era uma batalha de velocidade.
    — Brianna, Tackle!
    — Agora, Purrloin...
    Brianna se preparou e começou a correr em direção de Purrloin que encarava a criatura se aproximar com calma, em um bote rápido, a unhas da felina encontraram o olho esquerdo da adversária que grunhiu alto de dor e cambaleou para trás, caindo no chão, sentindo o sangue escorrer.
    — BRIANNA!
    Com o olho atingido fechado e a marcas das garras atravessando sua palpébra e parte do seu rosto, Snivy se levantou, disposta a lutar mais. Seu treinador a observou com preocupação, mas percebeu que a batalha não havia terminado ainda.
    — Já chega! – exclamou N. Seu Pokémon se aproximou de suas pernas. – Você me entende agora?
    — Do que está falando? A batalha não terminou ainda! – retrucou o adversário, indignado.
    — Para mim acabou. Você deixou seu Pokémon se ferir e ainda quer continuar lutando. Agora você me entende? Quando eu falo que os humanos não merecem os Pokémon? – o jovem encarou os dois jovens. Hilda estava assustada. – Os humanos não respeitam o que é diferente. Para eles, os Pokémon só são bons quando lhe convém. Quando algo sai diferente do esperado, eles os acusam de serem “monstros” e os machucam. Eles não respeitam as diferenças e muito menos os Pokémon!
    Hilbert sentiu seu estômago embrulhar. Aquelas palavras haviam despertado algo que ele tentava a muito tempo não lembrar. Uma nostalgia ruim tomou-lhe o corpo e seus olhos se encheram de lágrimas. Estava preocupado com seu Pokémon, mas as palavras desse tal N trouxeram a amargura que há anos carregava consigo. Quis gritar, mas engoliu sua voz assim como suas lágrimas.
    O jovem e sua Purrloin abandonaram o local sem prolongar a conversa. Hilda olhava para o garoto, abraçada com a Zorua em seu colo. Teve medo de falar algo pois percebera a tensão de seu companheiro. Estaria ele humilhado? Ou N havia atingido algo pessoal nele com aquelas palavras?
    O silêncio prevaleceu e ninguém quis comentar sobre o assunto.


     

    { 14 comentários... read them below or Comment }

    1. Hey hey, Star! :3 A WILD HILBERT DE TOUCA APPEARS! Se não for para ter cena de banho e fanservice, nem quero kkkkk Brincadeiras à parte, está sendo fofo ver a relação de dois completos estranhos ainda aprendendo a conviver, vai ser louco imaginar como eles estarão daqui uns 20 ou 30 capítulos, como essa amizade irá se fortalecer. Hilbert tem claros problemas com o capitalismo, porque ele primeiro falsifica insígnias que são como documentos oficiais, depois rouba sorvetes, e agora gasta dinheiro alheio pra comprar tudo que der na telha HAEUHUHAE CUIDADO QUE ELE VAI ROUBAR UM PIKACHU DE PELÚCIA NA PRÓXIMA!

      Plasmas e seus discursos em prol dos Pokémon kkkk Eu acho engraçado que muita gente diz que eles possuem os melhores ideais dentre todas as equipes, e pior que partindo do ponto do N, ele tem razão kkkkkk Gostei de você ter criado uma rivalidade logo de cara com o Hilbert, e pensando em todo o passado dele, os dois terão muito mais em comum do que se imagina, isso com toda certeza será um dos pontos mais altos de toda a fic! Ah, e agora vimos a origem da cicatriz na Brianna, que já sofreu sua primeira derrota. Ela com certeza não vai guardar mágoas, nãoooo, de maneira nenhuma kkkkkkk Vamos ver se essa Choroneko evolui pra acompanhar o ritmo dela, mas curto essa ideia de tanto treinador quanto Pokémon terem suas tretas!

      O capítulo ficou muito bom, Star :3 Ansioso para ver as revelações no próximo, está na hora de tudo virar de ponta cabeça!

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      1. Yooo Canas

        Bertinho de touca é minha motivação diária. O fanservice agradece haushasuhahushu Acho que isso mostra um pouco da diferença de criação deles, o Hilbert tem zero pudor, enquanto a Hilda é toda madame criada por uma família de classe alta.
        Boatos que na vida passada, o Hilbert era o Karl Marx que lutava contra o capitalismo ahsuahushausuhas POBRE PIKACHU DE PELÚCIA HAUSHUASHUAHUS

        Um dos motivos de ser gostoso trabalhar com Unova é justamente a Team Plasma, eles bancam os bonzinhos logo de cara expondo suas opiniões e crenças, tentando convencer através de discursos, mas aí no jogo, tu chega em Striaton e eles estão lá, caçando Munnas e Musharnas hasuahusuahshuasuh
        O N é um personagem complexo que eu espero conseguir trabalhar muito bem com ele, ele tem um grande plot no jogo, tem um design foda e uma personalidade muito marcante, isso talvez me limite em alguns aspectos, mas de modo geral, eu não fico com um personagem vazio
        Pobre Brianna, essa cicatriz vai ficar :( Espero ver uma revanche entre essas duas

        Obrigada pelo comentário, Canas :3 Agradeço por sempre estar aqui <3

        See ya

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    2. E AÍ STAR!!!

      Devo dizer uma coisa: C A R A L H O

      O capítulo começou simples, fofinho, com um pouco de fanservice (não podemos viver sem, não é msm kkkkkkkkkk)e termina assim?
      C A R A L H O

      Eu curti muito esse final, sério. Talvez seja pelas reais implicações de uma batalha num pokémon, coisa que não se vê sempre (Agora entendi a cicatriz)ou pelo N em si, que é um dos melhores personagens de Unova na minha opinião (e acho que na de todo mundo tbm).

      Outra coisa que eu curti mto, foi a razão que eu senti no Ghetsis durante o curto discurso dele. Você conseguiu dar a ele algo que eu não vejo em outros Ghetsis em outras fics (nem o N imperador da antiga neo unova tinha isso), que é... ser convincente. VOcê fez ele ser convincente, em poucas palavras, eu curti muito isso

      Outra coisa:
      3000 POKÉDOLLARS? EM POKÉBALLS, POTIONS E SACOS DE DORMIR?
      Esse moleque comprou quantos de cada, uns 100? Pokédollar tá valendo mais nada hoje bicho, tá loco.

      Voltando ao final:

      A batalha, mesmo que curtinha (esperado do N, que não quer machucar ninguem), conseguiu passar uma emoção que eu muito quero ver em batalhas futuras, e um pouco desse realismo dos ferimentos tbm (Pobre Brianna)

      Então, estou no aguardo do próximo capitulo, estrelinha

      TE VEJO LÁ <3

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      1. ALOOOO WALL

        Bom te ver por aqui.
        To impressionada em causar essa reação em você, e fico feliz também. Estava super ansiosa pra trazer a Team Plasma, mesmo com esse discurso clássico, eu gosto do impacto que ele trás.

        Poxa, obrigada, de verdade, é muito bom saber que estou conseguindo conquistar o público <3

        3000 POKÉDOLARES, BEBÊ. Achl que esse é o dinheiro que temos no começo do jogo. Eu chutei bem alto pra trazer esse toque de humor mesmo hahshahsa E fico feliz que tenha se destacado.

        Eu não sou muito fã de batalhas longas ou que ocupam o capítulo. Pra falar a verdade, não tem muita emoção em Tackles e Scratchs, mas é só pra mostrar que o N é um cara que vai dar muito trabalho pros protagonistas.

        Obrigada pelo comentário, Wall :3

        See ya

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    3. E aí, Anan
      Já começou com fanservice esse capítulo, se amo? Demais, bicho. Hilbert pulando na água pra tomar banho e assustando Hilda e um bando de Ducklett e puta que pariu como ele gata 3k assim logo de início? Menino gastão esse Hilbert, sabe ter dinheiro não?
      E esse discurso do Ghetsis, PQP, mano, LIBERTEM SEUS POKÉMON, caralho Ghetsis, o impacto meu pai, só vem Team Plasma, só vem.
      E o N? Amo! Meu namorido aí, já declarei ele meu. Amo esse menino, ele trucidou o Hilbert, PQP, Í-CO-NE e a batalha apesar de curta foi tudo para mim, esse Purrloin bicho, nem é Pokémon permanente do N e eu já amei ele.
      É isso Star, não vou prolongar o comentário, até mais.

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      1. Yoooo Alefu (essa vingança vai até quando? hahshahsha)

        Fanservice nunca é demais, vamo ver Hilbert de cueca pq isso nos motiva diariamente.
        Pq uma Pokébolas e Potions para um treinador Pokémon é mais de 3000 Pokédolars. NÃO TEM CONDIÇÃO. Mas eu faria o mesmo hahshahshahs

        TEAM PLASMA CHEGOU DESFILANDO E PISANDO EM TODO MUNDO, É HORA DE MOSTRAR COMO SOMOS MÁ HAHSHAHSHAHA
        N é um personagem espetacular que eu to muito animada pra trabalhar com ele <3
        Obrigada pelo comentário, Leucro :3

        See ya

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    4. Por algum motivo eu achei hilária a cena do Hilbert banhando de touquinha kkkk Achei legal esse traço que você criou para ele de ser um garoto inocente e livre (na vdd, não tão inocente pq tá fazendo a Hilda de suggar mommy). Esse comecinho de amizade é sempre muito fofo, imagino o quanto ela irá se desenvolver no futuro e como a relação deles mudará quando conhecerem praticamente tudo um do outro. O HILBERT É MTO CAPITALISTA, PORRA GILBERTO 3K, NÃO ABUSA FDP kkkkkkk
      Eu amei o discurso do Ghetsis por que o q o fdp falou tem sentido pra kct. Será q com isso ele ainda conseguirá mudar a cabeça dos jovis? Imagina a Hilda indo pro lado da team Plasma, mds.
      O N deu uma surra no Hilbert e ainda fez ele ficar mal, tadinho do Gilberto, CHIFRA ELE GILBERTO. POBRE SNIVY MAL VEIO AO MUNDO E FICOU CAOLHA. Do fundo da minha alma quero que a Brianna se vingue disso na força do ódio daqui uns caps.
      O capítulo ficou ótimo, Star. Fluiu com mta facilidade e me deixou mto presa ao conteúdo. Ansiosa para saber o resultado desse confronto.
      Abraços e até o próximo!

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      1. Yooo Carol

        O Fanservice ta checked hahshahshahs Eu admito que ri pra caramba imaginando essa touquinha hahshahshahsha Ele é só uma criançona no final das contas.
        Estou ansiosa pra desenvolver muito mais dos dois, são personagens muito queridos <3
        E PQP BERTINHO, DÁ PRA COMPRAR UMA CASA! PORRA!

        Ghetsis no final é o verdadeira mocinho, só que ele faz tudo errado, meus parabéns hahshahsha
        Queremos Hilda com um uniforme da Team Plasma NOW!
        SNIVY PIRATA DO OLHO TAPADO, VAMOS NAVEGAR ATÉ HOENN HAHSHAHDHAHSHA
        Obrigada pelo comentário Carol ❤ Eu fico muito contente em conseguir cativar vcs com essa humilde história:3

        See ya

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    5. CAROOOOOOOOL


      Tô brincando hashashashahs Bem, vamos ao cap. Hilda achava que quem ia arcar com o dinheiro? Libera o dinheiro pra faculdade que rinha de monstro não é barato.
      Ghetsis e N falaram pouco, mas falaram merda, quer dizer, mais ou menos, é uma questão bem delicada. Os discursos de ambos conseguiram ser bem convincentes, inclusive eu ficava pensando em argumentos para tentar rebater, mas no final o Hilbert mandou o Hilbert fez o que qualquer pessoa racional faria, resolver a situação na porrada.

      N é esperto, antes que o poder do protagonismo acionasse, ele deu no pé hehehe Bem, vamos ver o que o próximo capítulo reserva. Até mais, Star!

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      1. LEUCROOOOOOOOOOO , NÃO PERA

        HILDA TRANCOU A FACULDADE PRA INVESTIR EM MOLEQUE QUE PARTICIPA DE RINHA DE POKÉMON, VÊ SE PODE? AÍ DEPOIS FALAM QUE É TUDO VAGABUNDO E RECLAMA HAUSHUASUHAUSHAUSHUA
        O problema da Team Plasma é que eles são sensatos as vezes ahsuahusauhsuh Chega em Kanto e Johto : ER quer dinheiro, em Hoenn : Um quer inundar tudo, o outro que secar tudo. Em Sinnoh : O cara quer invocar o cramunhão pra fazer um mundo novo. Chega em Unova os cara querem ser family friendly dos Pokémon, como eu trato esses caras como vilões? hausuhashua Mas é aquela coisa né? Uma parcela grande de bons treinadores tem que pagar pela parcela pequena de péssimos treinadores? Fica a reflexão
        E a reflexão do Hilbert é descer tudo na porrada, pois eu não tenho paciência para nada hasuuashuashu
        PODER DO PROTAGONISMO HASUAUHSHUASHUAHU EU PERDI NESSA!
        N meteu o pé antes que o poder da amizade dominasse tudo

        See ya, obrigada pelo comentário <3

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    6. AOOOOOOOOOOOOOOOOOO CARAI!

      Faz um tempo que não apareço por aqui, né? kkkkkkkkkkk Foi mal, o corre diário tem me consumido por completo (a não, pera, você já sabe que fui abduzido pelos magnatas japoneses que produzem videojogos).

      Tivemos a chegada em Accumula. Hilbert e Hilda pela primeira vez chegam a uma cidade estando por conta própria após partirem em jornada. E já temos uma boa noção de como vai ser caótica a vida deles daqui em diante, já que com uma simples compra o Bertim já abriu um rombo no orçamento da dupla. Jênio das finanças (com J mesmo).

      Quer dizer que os dois são semelhantes no quesito paternidade, né? Os pais deles saíram pra comprar cigarro e o resto da história você já sabe. Se bem que da forma como a Hilda comentou que a mãe dela nunca quis tocar no assunto... Tem coisa errada aí.

      Primeira aparição da Team Plasma vem com aquele discurso já conhecido do Ghetsis, até aí tudo normal. Mas aí vem o N e dá aquela jantada de lei no Hilbert. CALMA, BERTIM! CHORA NÃO! Só faltou um pouco mais de ódio pro nosso protagonista, aí ele não teria dado esse mole.

      Ótimo capítulo, Star! Até a próxima! õ/

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      1. YOOOOOO SHADZ

        Ó O HOMEM AÍ! AQUELE QUE SE ENFIOU NA VIDA DAS CRUZADAS ANIMAIS E TÁ CAÇANDO FURROS PARA SUA VILA AHSUASUAHUSHU

        Accumula, Accumula, a cidade com uma das melhores músicas de Unova hausuashu É impossível ouvir sem imaginar um Furret andando, maldita internet e seus memes. Hilda esperava um companheiro responsável mas vai receber um moleque vai botar ela pra dever pro agiota ahsuashuahush stonks

        O pai da Hilda e o pai do Hilbert devem ter ido pro mesmo bar comprar cigarro e ficaram lá, conversando haushaushaus Aguardemos os próximos capítulos

        Team Plasma com o discurso da Luisa Mell de defesa dos Pokémon é um saco hauahsuhs Pq faz sentido dependendo do posto de vista. BERTIM CHORÃO PA CARAIO. CHAMA A MAMÃE HAUSHUASHU Vo chamar o Shadz pra te dar coach de ódio o7

        Obrigada por comparecer, manin <3 Te vejo na próxima

        See ya

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    7. É tão bonito continuar a testemunhar a forma como a relação entre Hilbert e Hilda cresce, de capítulo para capítulo. É importante dar a entender aos leitores que, na realidade, eles são estranhos um para o outro. Mas de dia para dia, a relação de amizade entre os dois continua a aumentar e a ficar cada vez mais bonita. Amo ver!

      Essa cena do lago foi simplesmente magnífica, marcando, mais uma vez, a diferença entre os dois. O espírito livre de Hilbert é bastante engraçado e até mesmo sexy (nossa, estou a apaixonar-me por uma personagem fictícia?), enquanto o pouco à vontade e a timidez de Hilda a tornam numa garota bem fofa. Acredito que, num futuro próximo, os dois se divirtam muito com essas recordações de início de jornada, não é mesmo?

      Chegamos a Accumula Town, aquele local nos jogos onde aprendemos sobre o funcionamento do Pokémon Center e somos apresentados à Team Plasma. Gostei da "reciclagem" da Star, ao fazer a dupla de protagonistas entrar no local para investigar. A meu ver, as descrições estavam bastante consistentes. E é claro, um momento de alívio cómico não poderia faltar com Hilbert. Eu confesso que estava à espera que ele saísse do local a correr enquanto levava consigo itens roubados. Mas não. Ele foi mais humilde desta vez... ai espera, coitada da carteira da Hilda.

      Depois de outro momento mais relaxante, onde os dois conversam sobre a família de Hilda e falam sobre daddy issues, somos apresentados à Team Plasma, tal como a Star prometeu! Gostei desse anúncio inspirado nos jogos, que deixa toda a gente um tanto desconfortável, mas curiosa ao mesmo tempo. Afinal, nunca considerei que o mote da Team Plasma estivesse completamente errado. Aliás, acho que é um ótimo tema para ser abordado numa história como esta, e que pode dividir personagens. Tem um ótimo conteúdo para trabalhar aí.

      Logo a seguir, N aparece. Provavelmente, o meu personagem preferido de todo o universo Pokémon, que é julgado por todos por ser diferente, não é mesmo? Enfim, eu amo-o e espero que Hilda se apaixone por ele. SIM, QUERO MUITO ISSO. Se eu escrevesse uma fic em Unova iria para esse plot, confesso.

      A batalha entre Hilbert e N acontece, depois do rapaz tentar libertar Zorua do seu sofrimento - segundo o relato de N, ela foi retirada à sua família para ser a Pokémon de Hilda. E é quando Snivy se fere gravemente e Hilbert continua com a batalha, que N toma a sua posição. E é uma bela posição, devo admitir. Está errado naquilo que diz? Óbvio que não. N já tem o meu coração.

      Parece que, no entanto, as palavras de N surtiram um efeito em Hilbert. Algo que remete para o seu passado, talvez? É esperar para ver! Continua com o ótimo trabalho, querida Star!

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      1. Yoo Angie

        A vantagem (ou a desvantagem) de trabalhar com protagonistas que mal se conhecem, é que você deve fazer cenas que não tem uma enorme finalidade, mas que servem para simplesmente fazerem os dois se conhecerem.
        Ver o Hilbert usando o rio para um banho só mostra como o contato dele com a natureza é maior, e isso acaba ensinando um pouco a Hilda a se soltar também. Acho que tem muito o que aprender com o outro.

        Eu gosto da cena do Hilbert praticamente abusando das economias da Hilda, tudo culmina pra ser um compilado de cenas calmas onde o capítulo termina com um tapa na cara.

        ESSA CENA DOS PAIS É MARAVILHOSA. Sou apaixonadona por ela <3

        E SIM, eu quis preservar o discurso maravilhoso do Ghetsis, a única coisa que fiz foi traduzir e adaptar, então perdão se houve algo que não foi muito compreensível kk

        E chegou o personagem que me arrepia só de falar o nome : N. Se você soubesse a pressão que é escrever com ele hushuashaushu Ele é um personagem vivo por si só, mas eu faço questão de colocar toques de Star nele <3 Espero que você goste da evolução dele

        O que será que aconteceu com o menino HIlbert hein?

        Obrigada pelo comentário, Angie <3

        see ya

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