• Capítulo 33

     




    — O jantar está na mesa!

    A voz feminina ecoou pela casa. Não foi preciso que o volume da voz fosse alto, já que o lar era dividido em três cômodos minúsculos, sendo um deles, a própria cozinha e sala de onde a voz havia saído. Do quarto ao lado, duas crianças apareceram agitadas, disputando uma corrida imaginária.

    O mais velho era um garoto de pelo menos dez anos com lindos cabelos violeta. Sua pele morena era lisa e macia e seu rosto carregava uma vontade absurda de viver, apesar de alto, era bem magro. Ele logo se sentou a mesa e esperou que sua irmã mais nova fizesse o mesmo.

    A menininha de quatro anos era praticamente uma cópia do seu irmão. Só que com cabelos longos e bagunçados que ela constantemente usava suas mãos para afastar os fios rebeldes da frente do rosto.

    — Porque não prende o cabelo logo de uma vez? – questionou o irmão da menina.

    — Princesas sempre andam com o cabelo solto – respondeu a mais nova, com o nariz empinado.

    — Estamos muito longe de ser da realeza – riu o outro, observando suas próprias vestes surradas. – Você nem tem uma tiara.

    — Bem, um dia eu vou ter. E um vestido rosa! – sorriu a garotinha, sonhando alto enquanto balançava em sua cadeira.

    — O jantar da princesa está servido – a mãe dos dois se aproximou e depositou sobre a mesa uma refratário com simples, porém, apetitosas carnes de Torchic empanadas.

    Uma refeição feita com carinho que compensava qualquer dinheiro. A mais nova fungou e deixou o aroma salgado penetrar suas narinas, quase salivando.



    — Íris? – uma voz, dessa vez, masculina e velha despertou a garota de suas memórias.

    Íris olhou em volta para se situar, estava no backstage de um estádio e já era possível ouvir gritos eufóricos de algumas pessoas. Era o dia mais importante de sua vida.

    A garota prodígio finalmente alcançara o topo do mundo e faltava apenas mais um degrau extra: Se tornar a nova cabeça da Elite dos 4 de Unova. Olhou para suas mãos e até mesmo para o seu look: Um bufante vestido rosa de dois tons com mangas largas e uma abertura em V na saia com direito a laços. Na cabeça, uma singela tiara de ouro com duas esmeraldas, elas enfeitavam o longo cabelo violeta preso num rabo de cavalo.

    Aos 14 anos, Íris havia realizado seu sonho: Havia se tornado princesa. Mas não aquelas dos contos de fadas que era sequestrada e mantida presa por dragões numa masmorra. Aqui, ela era a princesa que comandava os dragões.

    Drayden pigarreou e estranhou quão avoada e distraída estava a garota.

    — Você está esquisita hoje – comentou o líder de Opelucid. – Hoje é um dia muito importante pra você ficar estranha.

    — Só estava refletindo – Íris acariciou os ombros. – Mas estou pronta desde os meus oito anos para esse momento, não tem como dar errado.

    — Gosto da confiança – o homem bateu de leve nos ombros dela, depositando a mesma empolgação e muita ansiedade. – Não se preocupe com as câmeras ou com a plateia. A maioria só veio aqui para fazer fotos e status. Respira fundo, você consegue.

    Íris refletiu por alguns minutos. Sua memória viajou longe novamente como se um filme da sua vida passasse na sua frente, aquele famoso clichê quando algo importante está para acontecer. Suas narinas expandiram e ela jurou sentir cheiro de algo que há anos não sentia. Soltou um leve sorriso e se virou para o senhor:

    — Quando essa batalha acabar, podemos comer carne de Torchic empanados?


    Nem o campeão de Unova estava acostumado com tantos olhares. Anos e anos de invencibilidade e ele ainda tremia para dar entrevistas ou falar sobre sua carreira. Mas ninguém podia negar que Alder era um dos mais admiráveis campeões que Unova já tivera.

    Enquanto terminava de se aquecer e se preparava para ser chamado, notou que não estava sozinho nos bastidores. Um garoto de aproximadamente catorze anos e cabelos rebeldes estava encostado contra a parede.

    — Eu paguei o camarote mais caro do estádio e você prefere assistir daqui? - questionou Alder, rindo.

    — Não tem graça assistir de tão longe – respondeu Benga.

    Alder era o avô de Benga. Os dois compartilhavam um espírito aventureiro e um amor pelo ar livre que poucas pessoas entendiam. Até os estilos de roupa eram semelhantes, com o campeão usando sempre sandálias, calças com barras irregulares e um manto que cobria seu tronco. Ninguém duvidada da relação dos dois quando o se tratava da cor e do corte do cabelo, com raivosos fios vermelhos e alaranjados compridos e espetados.

    — Tá pronto pra ganhar? – questionou o neto.

    — Eu não ligo para o resultado, só quero uma boa batalha – respondeu Alder, ajeitando suas Pokéball em volta do pescoço.

    — Você não tá nem se esforçando pra defender seu título né? – perguntou o mais novo.

    — Não vou entregar a batalha numa bandeja para ela – defendeu o campeão. – Eu só não acharia ruim de finalmente ter uma aposentadoria. Estou ficando velho.

    — Alder Ackworth dizendo que está velho? – Benga soltou uma risada escandalosa. – Logo você que pregava que todo mundo tem uma alma eternamente jovem? Qual é, vovô, você é alpinista, ninguém foi tão alto no Mt. Coronet. Não pode simplesmente falar que está velho.

    Alder sorriu, escandaloso igual.

    — Eu sinto falta de acordar de madruga só pra escalar montanhas por aí – confessou, reflexivo.

    — Então vamos fazer uma promessa? – Benga se levantou. – Quando essa batalha acabar, você vai tirar umas férias e vamos escalar até o topo do Mt. Coronet!

    O campeão riu, concordando.

    Era hora do show.



    Os protagonistas daquela história finalmente deram as caras, em lados opostos, quase não se enxergando graças a enorme distância. O campo de batalha era firme e meio poeirento, era neutro e seria um problema para quem trouxesse Pokémons aquáticos para aquele duelo.

    Pessoas de todos os tipos gritavam eufóricas. Era um duelo de titãs e muitas pessoas tinham gastado toda sua economia do ano para ter um lugar naquele estádio. Os mais ricos desfrutavam do local em cabines de camarotes, sendo servidos com vinhos, champanhes e todo tipo de iguarias. Íris se posicionou em seu lugar, evitando olhar para os lados, queria evitar ainda mais a ansiedade. Alder acenou para alguns fãs e foi aclamado. Alguns levantavam cartazes e outros mostravam bonecos dos Pokémon do time do campeão.

    O homem imitou o gesto de Íris e sorriu, observando com orgulho aquela jovem chegar tão longe. Era um entusiasta e defendia que o mundo deveria sempre se renovar, onde o velho daria o lugar ao novo para que esse pense mais no futuro.

    De sistemas de som, se pode ouvir a voz do narrador e apresentador daquela batalha.

    — Sejam todos bem-vindos ao duelo do século. Hoje, a Mestre Pokémon Íris Hewitt irá desafiar o atual Campeão da Elite 4 de Unova, Alder Ackworth, que irá defender seu atual título.

    As câmeras que transmitiam o duelo para toda Unova eram controladas por profissionais e por Rotoms que sobrevoavam todo o estádio para capturar cada ângulo daquele embate que mal havia começado.

    — As regras da batalha estão disponíveis no site oficial da Liga Pokémon de Unova – informou o narrador. – Em resumo, em um acordo das duas partes, a batalha será de 3x3 com o uso permitido de itens. Treinadores, saquem suas Pokéball, o primeiro golpe é da desafiante.

    Íris sacou sua primeira Pokéball, sorriu confiante, como se o objeto acendesse uma chama nela.

    — Druddigon, conto com você – ela arremessou o objeto e liberou o Pokémon que faria a estreia daquele embate.

    O Pokémon da garota era a aparência que definia o time todo: Um dragão. Apesar de não ser muito alto, conseguia intimidar todos com sua cara de mal em uma cabeça vermelha cheia de escamas pontudas e furiosas presas na boca. O corpo era de um azul petróleo, com braços e pernas que sempre terminavam em garras afiadas. Usando suas asas, ele ganhava o céu enquanto balançava sua cauda para amedrontar seu adversário.

    Alder ficou eufórico em ver um Druddigon voando, era bem raro ver criaturas daquela espécie realmente usando suas asas, o que significava que a garota havia treinado aquele Pokémon para que ele alcançasse o máximo de todas suas habilidades. A garota prodígio era muito mais que um apelido superficial.

    — Você quer brigar nos céus, então? – questionou o campeão, tirando uma esfera do seu colar de Pokéball e liberando seu primeiro Pokémon

    Um Braviary. A águia símbolo Unoviana era tão majestosa quanto seu nome. Suas penas azuladas e avermelhadas brilhavam conforme o sol refletia. O bico amarelado e as garras pontudas mostravam todo seu poder como predadora.




    Quando o sinal de start foi soado, um grito uníssimo da plateia se fez ouvir.

    — Vamos começar com Flamethrower! – ordenou a Mestre Pokémon.

    O dragão abriu sua mandíbula e brasas começaram a se acumular em sua boca que logo foram disparadas como um lança chamas de longa distância. O Braviary usava sua agilidade para se desviar do fogo, enquanto analisava o poder de seu adversário. Íris sabia que não era qualquer golpe capaz de atingir um treinador de alto patamar, mas sabia que uma hora ou outra, toda aquela agilidade se esgotaria.

    Aerial Ace! – ordenou Alder.

    A águia alcançou mais os céus, a ponto de fazer o dragão de Íris olhar para cima, usando uma de suas patas para bloquear o sol. O céu estava pintado com um azul tão lindo que Braviary parecia comandar aquele ambiente. Uma aura metálica rodeou o corpo da ave que mergulhou em direção ao inimigo.

    Íris ordenou que Druddigon não desviasse, e sim, que usasse seus longos e fortes braços para interromper o ataque do Braviary. Ele logo agarrou as duas asas do adversário e a plateia gritou, animada.

    Focus Blast! – gritou a treinadora.

    O dragão arremessou a ave e logo lhe acertou uma esfera azulada contra a barriga de Braviary, que caiu no chão. Foram preciso alguns minutos até que a águia voltasse a voar, levemente impactada com um golpe que surtiu grande efeito em seu lado Normal-type, mas que não era tão efetivo contra seu Flying-type.

    — Gosto como você gosta de exibir o armamento poderoso dos seus Pokémon. Foram dois golpes incrível. Rock Slide! – ordenou Alder.

    Íris sorriu.

    — Leu a minha mente. Rock Slide!

    Uma chuva de pedras foi ordenada e nenhum dos Pokémon sabiam se desviava ou se continuava a atacar. No final, Braviary usava suas enormes asas para arremessar as rochas contra o Druddigon, que se aproveitava de suas mãos livres para fazer o mesmo. A colisão das pedras quase fazia o estádio tremer.

    Os Rotoms que filmavam tinham que desviar várias vezes para não serem atingidos. O dragão de Íris conseguiu atingir a ave e voou em sua direção para uma investida, mas o Braviary era astuto e não deixaria barato. Usou suas garras com um golpe conhecido como Crush Claw para voar por cima do adversário e agarrar a nuca dele. Se Druddigon não tivesse escamas grossas, aquelas unhas com certeza teriam perfurado mais a sua pele. Com maestria, o Braviary usou o peso do corpo para arremessar o dragão ao solo, fazendo uma grande cratera funda onde ele caíra.

    — DRUDDIGON! – Íris gritou, preocupada.

    O Pokémon logo saiu do buraco, mas percebeu que havia grandes ferimentos em suas asas e costas. Isso dificultaria um pouco, já que não poderia alçar voo novamente. Alder encarava sua adversária eufórico.

    Desde que ela tinha o enfrentado pela primeira vez para conseguir o título de Mestre Pokémon, ele conseguia enxergar nela um talento natural para ler o jogo. Mas sabia também que ela continuara a treinar todos os dias para subir mais um degrau.

    Íris invocou outro Rock Slide na tentativa de derrubar o Braviary. A ave apenas se desviava ágil. Outro Aerial Ace foi ordenado e ave mergulhou como um foguete em direção ao Druddigon. A cada metro que se aproximava, o público gritava eufórico.

    DRAGON TAIL! – o comando de Íris fora tão alto e forte que era como se tivesse convocado todos os dragões do passado só para aquele golpe.

    A cauda de seu Pokémon assumiu um tom púrpura que brilhou como um farol. Braviary não se intimidou e o choque dos golpes gerou uma onda de energia e vento que os treinadores tiveram que cobrir o rosto e se protegerem com os braços.

    Logo depois, a poeira se levantou. O silêncio se fez como um todo. Todos então perceberam que aquela batalha seria eletrizante de início ao fim. Drayden, que se mantinha em arquibancadas próximas, encarava tudo de braços cruzados e sério, o gesto calmo era replicado por sua aluna que demonstrava calma, como se confiasse em sua equipe, o que surpreendia alguns comentaristas que ressaltavam a idade dela. Do outro lado, Alder tentava manter a pose, mas tanto ele, quanto Benga – que estava por perto – sentiam um filete de suor escorrer pelo rosto.

    A poeira cessou e o resultado foi revelado. Druddigon estava de pé, ofegante, enquanto o Braviary jazia desfalecido e nocauteado na mesma cratera em que o dragão fora arremessado. Os fãs de Alder soltaram uma exclamação de tristeza enquanto a maioria exaltava o Druddigon de Íris, alguns tiravam fotos e alguns diziam querer começar a treinar um Pokémon daqueles. Alder retornou o seu Pokémon e a garota fez o mesmo, achando conveniente que seu dragão tivesse um bom descanso. Era só o primeiro round e teriam que recuperar o fôlego logo.

    De todas as cabines de camarote, uma em especial assistia aquela batalha com enorme interesse. Os quatro membros da Elite 4 de Unova ansiavam em saber se Íris seria a nova chefe deles ou se continuariam com o bom e velho Alder. Marshal, o mais alto deles era uma montanha humana. Com sua pele negra e vestes largas e esportivas, ele denunciava o tipo em que era especializado graças a faixa preta em sua cintura: Fighting-type. O segundo membro masculino era o oposto dele, Grimsley era alto e esguio – mas não maior que Marshal -, usava roupas de grife e seu olhar era misterioso e cínico, mas seu cabelo azul petróleo espetado para trás lhe dava um ar divertido. Era especializado em Dark-type. As outras duas membras eram mulheres. A primeira parecia que estava num sono eterno, sempre com uma expressão serena com os longos cabelos louros quase lhe cobrindo o rosto. Parecia sair de um sonho de criança com um vestido rosado e leve. Seu nome era Caitlin e ela era a mestre dos Psychic-type. Shauntal era a última membra e tinha um estilo gótico para as roupas. Seu cabelo roxo era curto em um corte chanel. Seus óculos fundo de garrafa a fazia parecer uma pessoa tímida e inteligente. Sua roupa era um vestido curto com meias compridas. Essa era especializada em Ghost-type.


    O grupo dividia a atenção com seus próprios afazeres, fazendo alguns comentários. Marshal andava de um lado para o outro:

    — Ele não pode perder.

    Grimsley revirou os olhos, irritado. Bebericou um gole de seu vinho e olhou para ele.

    — Já entendemos que você tá torcendo para o Alder – respondeu, roubando a atenção do companheiro. – Mas temos que admitir que o vovô está velho. Ele já está se tornando aquelas pessoas que perde de propósito só porque gostou da determinação do treinador. Nunca se viu tantos Mestre Pokémon se formando em Unova.

    — Ouvi dos conselheiros de Kanto e Sinnoh que estamos envergonhando as elites deixando as pessoas ganharem dessa forma – comentou Caitlin, com a voz tão calma e doce que parecia flutuar no ar.

    — EXATO! – Grimsley exclamou. – É horrível andar nos eventos com os campeões e as elites e ver os outros fofocarem nas suas costas.

    — E você acha que nossa imagem vai ficar melhor com uma menina de catorze anos no topo? – questionou Marshal.

    — É melhor do que deixar qualquer um ter o título de Mestre Pokémon – argumentou o especialista em tipo noturno.

    — Eu não sei não – o lutador sentou-se ao lado de Caitlin e ela pegou a sua mão. Só ela conseguia acalma-lo da pilha de nervos que ele era.

    Shauntal era a única a não expor sua opinião, ela se mantinha concentrada fazendo anotações em um caderno vermelho usando uma caneta incrivelmente fofa para o estilo dela. Grimsley e os outros sabiam exatamente o que ela estava fazendo. O rapaz se esgueirou e começou a ler as anotações.

    — “O homem alto e forte agarrou as costas nuas e delicadas do rapaz mais baixo que corou ao imaginar o estrago que aquela mão faria” – leu, em voz alta, fazendo a moça gelar. – Shauntal, estamos numa discussão importante e você tá escrevendo pornô?

    A moça fechou o livro e ajeitou os óculos.

    — Do que estavam falando? – ela questionou, tentando disfarçar.

    — Alder versus Íris. Quem ganha e quem você quer que ganhe? – perguntou Grimsley. – Perceba que são perguntas diferentes.

    — Estou torcendo para o senhor Alder – respondeu, sem muitos segredos. – Ele é minha maior inspiração para escrever meus romances.

    Marshal massageou as têmporas e Caitlin riu com a impaciência do namorado.

    — Sério agora, Shauntal, todo mundo serve de inspiração para os seus pornôs – alegou o especialista em Dark-type. – Quem são os dois desse trecho?

    — Você e o Marshal – uma das características que mais assustava em Shauntal, é que suas respostas eram tão diretas e sinceras que ninguém estava preparado. Grimsley ficou vermelho de raiva e Marshal escondeu o rosto.

    — ELE TEM NAMORADA! – berrou Grismley. – E eu não sou gay!

    Shauntal abriu seu caderno e começou a fazer anotações em voz alta:

    — “O rapaz mais baixo é tsundere e se esconde no armário”.

    — PARA DE FAZER ANOTAÇÃO! – berrou o outro.

    Marshal e Caitlin riram, acostumados com todo aquele clima. Não eram a melhor Elite 4, mas eram especiais da sua maneira.

     

    De volta ao campo de batalha, Alder refletia sobre qual seria sua próxima escolha. Havia de se preocupar também com a escolha de sua adversária. Íris sacou sua segunda Pokéball, determinada, e o campeão repetiu o processo.

    — Vamos lá, Haxorus! – a menina arremessou a esfera e um Pokémon aclamado por muitos se libertou.

    Um segundo dragão alto e bípede grunhiu com poder quando encontrou o solo. Suas cores predominantes eram dourado escuro e preto, com placas de escamas por todo o corpo. Suas patas superiores eram magras enquanto suas pernas eram grossas e fortes. Seu corpo terminava numa cauda comprida e pontuda, no rosto, os olhos vermelhos pequenos dividiam espaço com duas lâminas em cada lado da boca.

    Alder também libertou seu segundo Pokémon. Conhecido com Conkeldurr, o Pokémon tinha uma expressão séria, porém, cômica. Tinha um nariz avermelhado enorme e sua cabeça era inclinada pra frente. Seu tronco era sua parte mais forte, com uma coloração marrom, ele contava também com traços róseos que lembravam veias. Os braços grossos terminavam em mãos que não largavam dos pedaços de pilares de concreto, tudo isso para demonstrar sua força. Já a parte inferior do seu corpo, se encerrava com duas pernas e pés pequenos.


    Era hora do round 2.

    Pelas regras, o perdedor da roda anterior começaria os ataques.

    — Comece com Hammer Arm! – ordenou Alder.

    O Conkeldurr acumulou uma energia física em seus pilares que liberaram um brilho de cor branca. Apesar de não ter uma grande velocidade, ele avançou para cima do dragão que aguardou até o momento que ele levantou uma das estruturas de concreto e usou para atacar o adversário como um martelo. Haxorus fixou as patas no chão e usou a abertura entre as lâminas de sua boca e suas patas para segurar o golpe do inimigo.

    Dessa vez, o round seria ganho por aquele que fosse mais forte fisicamente e demonstrasse grande resistência. O lutador soltou o pilar segurado por Haxorus e usou o que lhe restava para arremessar contra o corpo do dragão caiu para trás, mas não antes de devolver o concreto que segurava contra o próprio dono. Ambos caíram para trás, mas logo se levantaram, com apenas leves arranhões.

    O público ovacionou com tamanha força de ambas as partes.

    Dragon Dance! – Íris comandou seu primeiro golpe. Dessa vez, um golpe de status.

    Com alguns movimentos que pareciam uma dança, o corpo do Haxorus ficou coberto por uma aura rósea meio avermelhada. Seu corpo parecia mais rígido e poderoso. As partículas de poder em volta dele indicavam um aumento considerável de ataque e velocidade. Golpes de status eram bem conhecidos por serem usados por estrategistas que se preocupavam com números. Íris, apesar se não se interessar por esse tipo de movimento, sabia da importância deles graças as suas aulas com Drayden.

    Alder, por sua vez, sempre parecia uma criança. Apelava para golpes bonitos de se falar e com aparência poderosa. Em seu turno, ordenou que seu Pokémon usasse Poison Jab. Conkeldurr largou suas vigas de concreto e sua mão assumiu uma cor púrpura brilhante. Apesar de ser do tipo Fighting-type, era comum ver golpes de outros tipos em Pokémon. Ele avançou e atingiu Haxorus com um soco, o adversário mal se moveu pois estava concentrado em acumular mais poder.

    Se tivesse sorte, o golpe dando por seu Pokémon, poderia gerar um status de envenenamento e debilitar a movimentação e ataques do Haxorus. Íris engoliu seco, receosa, mas logo percebeu que seu dragão estava bem e pronto para o próximo ataque.

    X-Scissor!

    As lâminas do Pokémon da Mestre Pokémon brilharem em um tom esverdeado. O golpe do tipo inseto era tão mortal e crítico que fazia alguns treinadores tremerem na base. Como sugeria o nome, as lâminas atacavam em um formato de X, e graças ao boost do Dragon Dance, elas tinham uma força maior.

    — DEFENDA-SE! – gritou Alder, agitado.

    Conkeldurr sorriu com o canto da boca e bloqueou o ataque do Haxorus, que insistiam em atacar a estrutura de concreto que o adversário carregava como um estudo. A cada batida, a plateia gritava eufórica. O dragão golpeava com agilidade, mas o lutador se divertia em observar seu inimigo sofrendo por cima do pilar. Ele atacou pela última vez e recuou, Alder e seu Pokémon gelaram o notarem que o objeto havia trincado.

    O atual campeão encarou o Haxorus, que arfava para se recuperar, mas que nunca perdia a pose. Atrás dele, ele viu Íris, que mantinha uma expressão confiante e séria, aquela aparência só era reconfortante graças as vestes da garota. Drayden parecia uma sombra protetora. Os três representavam tudo aquilo que os Dragon-type eram: Poderosos.

    Alder sorriu com empolgação. Conseguia enxergar perfeitamente tudo aquilo como uma herança. O mais velho passando suas habilidades e conhecimentos para os mais novos, tudo numa renovação automática para o futuro. Naquele momento, pensou em todos os ensinamentos sobre viver a vida que passara para sua família, olhou para trás e seus olhos encontraram os de Benga, que era a prova viva que sua herança estava em boas mãos. Perdendo ou ganhando, só a emoção daquela batalha havia valido cada segundo na Terra.

    — Vamos balançar esse campo de batalha – o campeão olhou para todos os seus fãs, que reconheciam aquele olhar de longe. Ele gritou juntamente com a plateia: - EARTHQUAKE!

    Conkeldurr agarrou o pilar intacto e com uma força gigantesca, arremessou contra o chão, não importando quando o objeto se partiu em vários pedaços. O chão tremeu com força e Íris teve que se controlar para não sair. O golpe desnivelou o terreno e alguns pedaços de pedra e solo atingiram Haxorus, que tentava se manter em pé. Os espectadores berravam e gritavam pelo nome de Alder.

    O campeão sentiu seu coração acelerar com tanta emoção. Até mesmo Íris conseguiu soltar um riso, naquela hora, os dois tinham esquecido que o preço daquela batalha era um título. Estavam mostrando para centenas de espectadores e para milhares de pessoas que assistiam pela TV que toda e qualquer batalha era muito mais que criaturas em campo disputando e exibindo seu poder, se trava de uma disputa de almas, de coração e de ideais.

    Íris ordenou que Haxorus desse um salto. O chão ainda estava instável e seria perigoso de movimentar por ele. Usando suas pernas e sua agilidade aumentava, o dragão pulou para cima. Era de se impressionar o quão alto um daquele espécie conseguia pular.

    DUAL CHOP! – a garota gritou alto o suficiente para que alcançasse o seu Pokémon e fizesse eco no ginásio.

    Haxorus fechou o punho e mergulhou em direção ao Conkeldurr, que novamente, usou seu antigo pilar para proteger-se e bloquear o golpe. O dragão veio mergulhando com um foguete, alguns até diziam que com a maestria e equilíbrio daquela queda, parecia que o dragão estava voando. O punho assumiu um incrível brilho púrpura, seu corpo começou a queimar e a assumir o tom avermelhado novamente, seus olhos encontraram e intimidaram o lutador.

    Novamente, numa briga de gente grande, ondas de poder e vento ecoaram pelo ginásio. Íris agachou-se, tão impressionada quanto a plateia. Alder estava confiante, porém, preocupado.

    O silêncio no estádio foi ensurdecedor. O narrador estava tão tenso quanto. Os Rotoms continuavam a filmar loucamente. O Conkeldurr sentiu o tempo ir devagar ao ouvir seu pilar de concreto trincar mais e mais, até num ponto que ele se transformasse em apenas pedregulhos aleatórios pelo chão.

    Ninguém soube dizer exatamente o que aconteceu logo em seguida. O campo de batalha se cobriu em uma enorme nuvem de poeira, enquanto os treinadores aguardavam angustiados o resultado da batalha. Todos engoliram seco. Drayden manteve sua pose, Benga quase arrancou os cabelos. Na cabine da Elite 4, Caitlin mantinha as mãos juntas, preocupada. Marshal estava de braços cruzados, Grismley encostou mais no vidro para ver melhor e Shauntal cobriu o rosto.

    Alder só conseguia pensar que aquele ainda não era o embate final.


       

  • Togepi de Ouro: OS VENCEDORES!



    E CHEGOU O GRANDE MOMENTO!

    O tapete está estendido, os holofotes estão posicionados, os fotógrafos estão desesperados e todos estão muito ansiosos para a primeira grande premiação de NPU: O Togepi de Ouro. Foram praticamente 3 semanas de votação acirrada que terminou com muitos resultados surpreendentes! 

    Se aconchegue em seu lugar e venha conhecer os vencedores! 



    O sobrinho de Lenora chegou apenas no capítulo 16 e conquistou o carinho de todos com seu jeitinho irresponsável, otaku e colecionador. 
    Jackson é o quarto protagonista do grupo de NPU e foi responsável pela mudança de rumo na história, trazendo para nós todo o plot envolvendo a Light Stone e seus atos seguintes. 
    Apesar de suas atitudes resultarem em um possível perigo para Unova, o arqueólogo, curador e museólogo Jackson Petrie se comprometeu a trazer a paz de volta. 
    Acho que não há muito o que falar, Jack merece todos os votos <3 

    Jackson obteve 37,5% dos votos.



    Há boatos que Brianna obrigou todos a votarem nela, mas são apenas teorias. 
    A verdade é que Brianna começou tímida no time de Hilbert, perdendo suas primeiras batalhas, mas foi a partir da sua batalha contra Lenora e Burgh que as coisas começaram a mudar. Não apenas na Pensão, mas também na fanfic principal, a Snivy tem uma forte personalidade e foi esse jeito que conquistou todos. 

    Brianna obteve 56,3% dos votos.




    A última Pokémon a se juntar ao grupo foi a mais votada no quesito Gijinka. 
    Pessoalmente falando, foi a gijinka que eu mais adorei fazer e a mais trabalhosa, então chega a ser reconfortante receber o reconhecimento rs
    Apenas como uma curiosidade: Quando eu pintei esse desenho pela primeira vez, eu esqueci o detalhe que Mercuria era uma shiny Vaporeon, então a primeira versão dela era azul com cabelos de azul petróleo. 

    Mercuria obteve 37,5% dos votos.




    Sorry HilHil, mas só espaço para InaJack no palco rs

    Foi no capítulo 28 que Inari deu as caras pela primeira vez, e foi nesse capítulo que o Jackson demonstrou o que uma ruiva pode fazer. A verdade é que esse casal teve pequenas interações, mas que foram tão precisas que trouxeram para eles o prêmio nessa primeira temporada. 
    Houve boatos que Morty está chorando nesse exato momento.

    InaJack obtiveram 43,8% dos votos.




    E vocês achando que o Ghetsis era mal. 

    Aramis é o tio malvado de Hilbert que já foi humano e que agora odeia eles. Ele aparece apenas em um capítulo para atrapalhar o caminho dos heróis e despertar um lado do Hilbert que é deveras perigoso. 
    É interessante como ele conseguiu causar mais impacto que a própria Team Plasma. Temos o nosso novo Lucífer 

    Aramis obteve 43,8% dos votos. 




    O FANSERVICE VENCEU! 
    E pensar que esse capítulo seria apenas um filler idiota onde eu queria colocar todo mundo numa fonte termal e é isso. Mas essa brincadeira acabou virando a vencedora dessa temporada. 
    É interessante que o capítulo não é cheio de ação, ele apenas tem conversas precisas e um Jackson dando uma de cupido e ganhando uma Inari cantando rs 

    Capítulo 30 obteve 37,5% dos votos.



    A dona da porra toda! 

    O ginásio de Nacrene não é conhecido como um dos mais queridos em Unova, na verdade, ele pode surpreender quem aparece desprevenido com os Hypnosis do Watchog rs 
    Na fanfic, é a primeira batalha de ginásio oficial de Hilbert e ele acabou usando todos os seus Pokémon para derrubar a dupla de Lenora. Mirsthy foi a que se destacou nessa. 

    A batalha contra Lenora obteve 68,8% dos votos.




    Maggie é a rival de Hilbert com o time mais estranho de Unova. Seu currículo ainda inclui ser a filha de Drayden, o líder especializado em tipo Dragão, que se rebelou das asas de seu pai e quis traçar seu próprio caminho. Além do mais, ela é uma grunt da Team Plasma (ainda que não ligue muito para eles) e perdeu seu primeiro namorado. 
    Ela conquistou o público com o seu jeito e com seu momento com Hilbert na floresta de Pinwheel. 

    Maggie obteve 62,5% dos votos.




    Grimaud disse que dedica esse prêmio aos seus mestres. 
    E quem diria que o personagem que quase nunca aparecer, ganharia rs É bizarro que o Grimaud se tornou um Joltik de propósito para que eu pudesse escondê-lo quando não quisesse ter o compromisso de usá-lo. Mas é muito bom que mesmo com o seu jeito irresponsável, ele é capaz de dar excelentes conselhos para as pessoas.

    Grimaud obteve 37,5% dos votos. 


    QUERO AGRADECER A TODOS QUE VOTARAM E ACOMPANHARAM ESSA PRIMEIRA TEMPORADA <3

    Lembrando que a segunda temporada estreia dia 17/10, às 17hrs
  • Inuyasha x NPU

     

    O ano era 2019 quando a ideia de uma fanfic em Unova surgiu. 

    Na verdade, depois de tantos anos longe do mundo das fanfics, eu mesma acabei chegando a conclusão que me dedicar tanto tempo a uma não fazia parte do meu ser, até o dia que NPU nasceu. 
    A única coisa que eu tinha em mente era: Ok, eu quero escrever uma fanfic de Pokémon. E vocês sabem que em sua grande maioria, fanfics que envolvam jornadas possuem clássicos como o treinador, a liga, os acompanhantes desse treinador, a equipe vilã, rivais, capturas, evoluções e batalhas. 
    E NÃO SE ENGANEM, eu não estava com a cabeça de : Ah, hoje eu vou fazer algo diferente, eu quero revolucionar, quero fazer algo nunca antes visto. Entendam, essa minha característica nunca existiu e eu amo todos os tipos de clichês possíveis. 

    Mas ok, por onde começar? A princípio, utilizei os clássicos treinadores e a base de uma fanfic em andamento (que vai acabar se tornando um especial por aqui). Hilda foi a primeira a nascer, uma garota relativamente comum, filha de uma pessoa famosa e uma atriz/modelo mirim, moradora de Castelia City com uma vibe de Meninas Malvadas. Do outro lado, Hilbert chegando na cidade de Castelia num barco com seu Scrafty. 

    Eu estava em uma festa, rascunhando as páginas iniciais dessa fanfic em Unova sem ter a mínima noção de onde ela iria parar. Foi quando a ideia de um Pokémon falante me surgiu na mente e o Vic nasceu, com seus trejeitos e gostos pela comida dos humanos. A partir daí, outra ideia me surgiu: Isso precisa de um pouco mais de mágica. 

    Não é como se Pokémon e o mundo dos monstros de bolso já não fosse mágico, mas talvez a minha mente quisesse trazer um algo a mais que fizesse eu me interessar pela minha própria história. Era uma ideia boba, mas eu disse para um amigo: Eu vou fazer um filho de Pokémon. 
    Lembro de até hoje ele me encarar e dizer: Irmã, o quão errado isso é? 
    LÓGICO QUE É ERRADO! E como uma boa investidora, eu comecei a fazer meu brainstorming, tentando tornar o que já era errado, menos errado rs 

    E quando Inuyasha entra? Precisamente agora. Entre tantas reflexões, a memória do anime que fez parte da minha adolescência (sim, eu descobri o anime tarde) veio com uma flecha. Ora pois, Inuyasha é filho de um youkai com uma humana, o que teria feito Rumiko, a autora da série, para tornar isso... plausível? 
    A doce palavra "gijinka" - ou forma humana - para simplificar, veio na minha mente. Era só trazer uma forma humana para o Cobalion e tomar cuidado com as palavras.

    Tiro e queda, lá estava a pequena diferença que fez a minha fanfic interessante para mim mesma. 

    Foi aí que Inuyasha se tornou um norte para o que eu queria. Não se enganem, tudo que existem em NPU tem pegadas de coisas que fazem parte de mim, desde de experiências pessoais, até gostos. Mas foi Inuyasha que apontou para qual direção eu deveria seguir. 

    E agora, eu vou revelar com pequenos detalhes o que eu copiei de Inuyasha rs

    OS PERSONAGENS


    Inuyasha x Hilbert: Esse é o mais óbvio, depois de toda história de como Hilbert se tornou filho de Pokémon copiando a fórmula do próprio meio youkai, eu ainda tenho alguns detalhes a mais para contar. Como protagonista de todo shounen, Hilbert é um garoto impulsivo, animado, teimoso e determinado. 
    Mas não é só isso que assemelha os dois. Tanto Hilbert quanto Inuyasha tem problemas para aceitar o que são, ambos sofreram na infância com comentários maldosos e sempre procuram uma forma de serem mais fortes, mas enquanto Inuyasha procura a Jóia de 4 Almas para isso, Hilbert recorre a Liga Pokémon para provar sua força. 
    Não bastando isso, Hilbert e Inuyasha possuem suas formas "full", Inuyasha assume a forma full-youkai em certos momentos, enquanto Hilbert assume sua forma "berserk" pela primeira vez quando se vê desafiado ou em perigo, como um sinal de alerta. 
    Ambos possuem facilidades com pulos, escalar coisas, demonstram ter forças sobre-humanas e ainda possuem fraquezas, já que Hilbert sofre quando Hilda puxa sua orelha, enquanto Inuyasha cai no chão quando Kagome pronuncia a famosa expressão "osuwari".




    KagomexHilda: A semelhança das duas está baseado no quão normal essas personagens parecem no começo, mas que acabam se tornando uma espécie de motor para o rumo que a história vai tomar. Apesar de Kagome e Hilda parecerem duas espectadoras, são elas que no começo, assim como o leitor, estão aprendendo sobre o mundo novo que embarcaram.
    Mais pra frente, elas se revelam mais importante do que parecem. Tanto Hilda, quanto Kagome são reencarnações de figuras importantes da história, e elas tem conexões com objetos importantes que são perseguidos. Kagome consegue sentir a presença dos fragmentos da Joia de 4 Almas, enquanto Hilda sente a presença dos fragmento da Light Stone. 
    Ambas as personagens possuem personalidades semelhantes, sendo pessoas sociáveis, animadas, com leve temperamento explosivo, principalmente com a pessoa que são apaixonada, e muita das vezes são oposto do que é considerado delicado.


    ShippouxVic: Bem, esses dois são... a coisa fofa que serve pra trazer humor pra gente. 
    É meio complicado usar o termo alívio cômico quando tanto Vic quanto Shippou possuem ações importantes na história, mas na maioria das vezes, os capítulos voltados a eles são quase como fillers. 
    Mas isso não tira nem um pouco da utilidade desses dois no grupo em que fazem parte. Pelo contrário, muita das vezes, vemos esse personagem agindo como um quebra clima ou falando coisas que nós, espectadores, queremos dizer. 
    Além disso, tanto Vic quanto Shippou auxiliam Hilbert e Inuyasha, respectivamente, ajudando com decisões, ou metendo eles em mais encrenca, ou até mesmo, alfinetando os outros personagens. 
    Mas no final, as duas "raposas" possuem sua própria personalidade divertida e carismática, além de um background pronto para ser desenvolvido e supreender. 


    MirokuxJackson: OK! Esse é complicado, mas eu vou tentar. 
    Quem conhece Miroku sabe que ele é um personagem polêmico que tinha uma mania maravilhosa de pedir filhos para cada rabo de saia que ele encontrava. Mas além disso, o monge budista age como uma figura que nos traz informações que talvez os protagonistas não saberiam explicar. Ele é como se fosse a pessoa responsável junto com dois adolescentes (que muita das vezes age como o irresponsável). 
    E falando de irresponsabilidade, ambos os personagens são conhecidos por ultrapassarem certos limites e se meterem em confusões, o que normalmente, move o enredo para frente. Apesar de ser uma figura engraçada, Miroku e Jackson são aqueles que sempre vão ter bons conselhos e torcer para que tudo dê certo no final, além de serem ótimas companhias para uam jornada. 
    E um pequeno spoiler: Não se esqueçam que o Miroku sofre com uma certa maldição. Seria essa outra inspiração para o que vai acontecer com Jack?


    SangoxInari: Boa parte da personalidade da Inari está mais atrelada em mim do que na própria Sango, mas, pode parecer superficial falar que minha personagem favorita na verdade só foi criada para ser o casal romântico daquele que é inspirado no Miroku. 
    Não posso mentir que desde o princípio essa era a ideia, já que eu precisava fechar o time. Mas talvez o fato de Sango e Inari usarem kimonos reforce mais a minha ideia de inspiração. Ambas as personagens possuem a gentileza e picos de timidez com traços fortes, o que para muitos fãs, acabe fazendo com que esse tipo de figura seja a favorita do grupo. 
    Apesar de ser uma característica marcante do signo de câncer, família está atrelada as duas, enquanto Inari possui forte ligação e dedicação aos seus avós e uma boa memória de seus pais, Sango faz de tudo para salvar seu irmão mais novo e vingar sua família. 
    Pra finalizar, tanto Inari quanto Sango possuem forte empatia e respeito por seus companheiros, Jack e Miroku.
    Será que no futuro eu deveria trazer um Hiraikotsu para a Inari também?

    ENREDO


    Reencarnações: É claro que não foi Inuyasha que inventou enredos sobre reencarnação, mas também não posso negar que toda a trama que envolvia Kikyou e Kagome serviu de base para o que são Clara e Hilda hoje. Apesar de Clara não ser uma personagem física, ela se manifesta na cabeça de Hilda e ambas possuem forte conexão com o objeto que praticamente move toda a história, em Inuyasha, a Joia de 4 Almas, e em NPU, a Light Stone. 



    Objetos preciosos destruídos: Não sei exatamente dizer quando me surgiu a ideia de destruir a Light Stone, mas uma coisa me levou a outra. Apesar dos objetos não terem nenhuma função semelhante e terem tamanhos diferentes, eu aproveitei somente a "alma" daquilo. Posso dizer que foi nessa ideia que eu consegui dar outro rumo para NPU, e foi esse novo rumo que me fez sentir que NPU seria uma "revolução" (ainda que eu odeie esse nome). Kagome e Hilda conseguem sentir a presença desses objetos, e isso acaba criando um rumo para onde eu devo apontar. 


    O passado de Hilbert: Esse é maravilhoso e triste. Eu simplesmente amo o pequeno Inuyasha, acho que a história sobre o passado de Inuyasha é tão triste quanto suave. É incrível como Rumiko retratou o preconceito contra mestiços de uma forma a motivar a gente a repensar nas nossas próprias atitudes. De toda forma, ver as cenas dos flashbacks do pequeno Inuyasha me inspirou para trazer o que eu queria pra Hilbert.

    OUTROS PERSONAGENS




    KiraraxSombra: Elas são as mascotes... É isso. 
    Na verdade, apesar de Kirara pertencer a Sango, ela faz parte do grupo quase como um personagem protagonista. A ideia da Zorua de Hilda assumir uma forma "maior" e voltar, que pelo bem do enredo, foi um Arcanine, vem da ideia que a Kirara assume uma forma maior, para a conveniência do transporte. Além das duas serem fofas, elas são carinhosas e auxiliam o grupo como podem.



    OliverxSöta: O pequeno é fielmente inspirado no irmãozinho da Kagome. Não apenas na personalidade inocente como toda boa criança, mas também no capítulo 25, onde eu me inspirei fortemente no episódio 90 (S4E8) de Inuyasha, onde Söta passa pela mesma situação de Oliver. Eu acho engraçado como minha mente se inspira em episódios que não são tão importantes para o decorrer da história, mas que possuem um carinho extra no meu coração <3 


    InarixKikyou:
    Ainda que Inari seja a figura de Sango no grupo, não posso negar que a inspiração do poder dela de "conter" Reshiram e Zekrom nas suas feras, graças ao seu coração puro e equilibro, foi a habilidade que Kikyou (que foi herdada por Kagome) em purificar a Joia de 4 Almas. Isso se reforça quando tanto Inari quanto Hilda enxergam as chamas nos fragmentos. 


    SesshoumaruxAramis:
    O pseudo-vilão galã de Inuyasha serviu de inspiração para o tio maligno de Hilbert. Confesso que esses dois personagens foram o que mais se aproximaram no quesito personalidade e objetivos. Aramis é um Virizion que já foi humano, mas que agora odeia eles. Tanto ele, quanto a figura que o inspirou, compartilhando esse desejo por serem mais forte, uma personalidade forte, são sérios, violentos e provocativos. Até mesmo a cena onde Aramis fica ferido por causa de Hilbert é inspirado no anime. 


    RinxPérola:
    A Pérola surgiu dessa necessidade absurda DE COPIAR INUYASHA rs Na verdade, eu sempre a dinâmica entre Sesshoumaru e Rin, acho que a dupla foi uma excelente sacada da Rumiko pra tirar essa pedra sem sentimentos que é o Sesshy 


    GrimaudxMyoga:
    Não tem muito a comentar aqui. Aqui vocês já sabem: Ambos são criaturas pequenas que aparecem do nada e são tarados. É a fórmula perfeita. 

  • Os Easter Eggs da Temporada 1 de NPU



    Eu não sou o Capitão América, mas eu adoro referências. Mas será que todos vocês conseguiram notar?
    Abaixo tem um compilado de todos os presentes da temporada 1:

    1- A referência mais especial <3




    "— Mamãe, deixa eu levar a Angel e a Lika para passear depois?"
    "Angel era uma pequena Lillipup que acabara se tornando a mascote mais amável da família, sempre fazendo alguma gracinha para ganhar um agrado."

    Onde?

    Capítulo 1 - 
    Insígnias

    O que é?

    O nome da pequena Lillipup, a fofa mascote da família Foley é uma homenagem a Yorkshire Angel, que fazia parte da família do autor CanasOminous (AeS e Matéria). Tive o prazer de conhecer a pequena Angel que não está mais entre nós, mas que foi um pequeno anjo que com certeza trouxe boas lembranças e que merece todas as homenagens.

    2 - Vergonha da 'profissión'



    "O que todos viraram a atenção para o local, se depararam com um senhor de muita classe que utilizava um dólmã branca que realçava a enorme saliência em seu abdômen, a pele era pálida e o rosto rechonchudo quase escondiam o belo par de olhos azuis. Ele não era tão alto, mas sabia impor intimidação."

    "— Menina, fecha o restaurante! – apontou para uma das garçonetes. – Quero todo mundo fora daqui."


    Onde?

    Capítulo 8 - Pesadelo na Cozinha

    O que é?

    Não é nenhuma novidade que Pesadelo na Cozinha é uma referência ao programa de mesmo nome. Quando eu criei o capítulo, eu estava na vibe do programa, muitos trechos, falas e trejeitos dos personagens e do próprio Érico é inspiração no programa, principalmente no episódio popular Pé de Fava. 

    3 - Um nome com duas referências



    "— ÉRICO P. NETTO! "

    Onde?

    Capítulo 8- Pesadelo na Cozinha

    O que é?

    O nome do renomado chefe de cozinha de Unova, nada mais é do que uma brincadeira da junção dos nomes Erick Jacquin com a adição de P. Netto, que numa analogia, lê Panetto, nome do Gastrodon de Lukas, em AeS, de CanasOminous.


    4- Jam? Good. Beef? GOOD!




    "
    — Sei lá, qualquer tipo de carne – ele mostrou a língua. – O quê? Não me julguem, a receita é assim, não é? Tenta saborear as coisas separadamente. Morango? Bom. Creme? Bom. Molho? Bom. Carne? Bom."

    Onde?

    Capítulo 8 - Pesadelo na Cozinha

    O que é?

    Hilbert pode parecer um maluco misturando carne com morangos, mas a brincadeira é só uma referência a famosa cena de Friends, onde, no episódio 9 da temporada 6, Rachel faz uma sobremesa desastrosa onde ela mistura um doce com carne para servir aos amigos. Após todos reclamarem da sabor, Joey é o único a dizer que 'gostou' do prato, alegando que os ingredientes separados estavam deliciosos.


    5 - Rafaella ao contrário é...? 





    "
    A garçonete, que logo se apresentou como Rafaella, começou a ensinar, com muita cautela, procedimentos básicos de como atender e servir de maneira decente e organizada um cliente."

    Onde?

    Capítulo 9 - Be Our Guest

    O que é?

    Referência a Aleafar, antigo nome de Auria, de Matéria, que é Rafaella ao contrário.
    Porém, faz referência a boneca que Auria carregava na infância com o mesmo nome.

    6 - Be our guest



    "
    — Hilda fazia aulas de teatro quando mais nova – revelou. – Ela era tão boa que a colocaram para interpretar Lumière num musical infantil de A Bela e a Fera. "

    Onde?

    Capítulo 9 - Be Our Guest

    O que é? 

    Toda a ideia de Hilda se baseia e faz paródia na clássica cena de A Bela e a Fera da Disney, onde o Lumière canta um canção para Bela para recepcioná-la


    7- A triste história da garota que não sabia colocar meias




    "— Eu adorava aquele banco de areia! – respondeu a outra – Lembra quando brincamos com meia? A professora quase surtou.
    — Eu não tenho culpa se a gente não sabia como colocar a meia de novo – rindo."

    Onde?

    Capítulo 10 - O rival


    O que é?
    Chega a ser triste expor isso, mas eu era uma criança muito burra. Eu realmente não me lembro disso, mas foi vasculhando em bilhetes escolares antigos que eu descobri que eu não sabia colocar meias. Talvez seja muito estranho, mas é muito engraçado imaginar que um dos meus maiores rivais da infância era uma pobre e simples meia.


    8- A Espada era feita do que?


    "
    Os jovens alcançaram o corredor dos livros de ficção e Hilda começou a observar cada um dos livros, alguns altos, finos, de capas duras e até mesmo um com a lombar azul escuro, de letras douradas com o título “Honedge de Madeira”, a garota riu de leve, curiosa com a história."

    Onde?
    Capítulo 10

    O que é?
    Essa referência está como uma das minhas favoritas, pois faz paródia com meu livro favorito: MATÉRIA - ESPADA DE MADEIRA, do autor Nícolas Eroles (CanasOminous).
     


    9 - Quem é o melhor? 


    "— 
    Vamos prometer controlar isso ­– riu Wooby. – Aliás, eu adorei o nome que você me deu. Wooby, o terceiro melhor Woobat da Wellspring Cave.
    — Como assim, o terceiro melhor? Eu pensei que eu era o terceiro – comentou um dos Woobats.
    — Bizarro, eu achei que fosse eu – disse outro, e todos começaram a se questionar sobre suas posições num ranking imaginário."


    Onde?
    Capítulo 15

    O que é?
    Senta que lá vem história... 
    Earthbound é um jogo de Super Nintendo, um RPG que tem uma história envolvente e muitas bizarrices. Não foi um jogo que eu cheguei a zerar, mas tenho grande admiração. O Canas me contou sobre as Mondo Mole, toupeiras que ficavam um caverna no deserto que tinham uma coisa interessante: A cada uma que você enfrentava, elas tinham uma quote que diziam ser a terceira melhor da caverna. O que era bizarro é que não era possível saber quem estava mentido. Dessa ideia, nasceu os Woobats e o Wooby.




    10 - E por falar em aventura...


    "
    — Putz, pode crer! – extravasou o moreno, nostálgico. – Eu lia esse. Comprava junto com As Aventuras do Dragão Guerreiro."

    Onde?
    Capítulo 16

    O que é?
    Da série: "Star, quantas referências ao Canas você vai fazer? Sim", mais uma pra conta do Canas. As Aventuras do Dragão Guerreiro é o nome do primeiro capítulo de Fire Tales, um especial da fanfic Aventuras em Sinnoh.


    11 - Uma localização inesquecível



    "
    — Ok, vamos lá – Havana refletiu um pouco. – Primeiramente, eu aluguei o salão Diamante Auria da rua R. e preparei um buffet para 300 convidados."

    Onde?
    Capítulo 24

    O que é?
    A referência é tripla aqui, basicamente, é uma referência ao livro 2 de Matéria - Alma de Diamante e aos personagens Auria, e a Rua com o R, do nome Ralph.


    12 - "Luz da Lua, guie este amor" 



    "
    — Posso ver algumas? Sempre via nas vitrines das lojas, mas nunca assisti nada além de Sailor Lunatone – contou a ruiva."

    Onde?
    Capítulo 28

    O que é?
    MESMO QUERENDO NÃO POSSO SER SINCERA, POIS  NOS MEUS SONHOS, EU ME CONFESSO! Essa aqui é até sacanagem colocar na lista, é uma referência/paródia tão na cara que chega a ser covardia, mas enfim, Sailor Lunatone é referência a Sailor Moon. GRANDE CHOQUE!


    13 - MAMAAAAAA!


    O Capítulo 29 (sim, ele inteiro) 

    O que é?
    Bem parecido com o capítulo 8 e 9 onde todo ele era uma interpretação dos programas de Pesadelo na Cozinha, o capítulo 29 se baseou na letra de Bohemian Rhapsody, onde eu usei trechos com livre interpretação para adaptar a história de Mercuria (que também é uma referência a Freddie Mercury).


    14 - Nunca mexa com a J. Lo


    "
    — JACKSON, VOCÊ ATACOU O MEU GINÁSIO NO BADGE MASTER?! – berrou a menina.
    Hilbert olhou perplexo e confuso com a acusação da amiga e logo desviou seu olhar para Jack que se levantou, irritado também, mostrando seu próprio aparelho.
    — VOCÊ ATACOU O MEU GINÁSIO PRIMEIRO! EU NÃO CONFIO MAIS EM VOCÊ! – retrucou."


    Onde?

    Capítulo 30 

    O que é? 
    Você conhece o que eu to falando, e você nem precisou jogar. Se você usa o Youtube, provavelmente se deparou com a Jennifer Lopez numa dublagem duvidosa irritada porque alguém atacou sua vila no Coin Master, ou o Terry Crews arremessando pessoas pela janela pelo mesmo motivo. O jogo pode não ser tão bom ou popular, mas os comerciais eram seu ponto forte.

    15 - Fontes termais




    "
    — Isso é maravilhoso, cara – comentou. – Me sinto como um líder de alguma ordem que está relaxando em seu dia de folga, mas que logo vai vir ser perturbado pelos seus capangas alegando que alguém invadiu nosso território."

    Onde?
    Capítulo 30

    O que é?
    Essa referência é para quem leu Matéria - Espada de Madeira e tem uma memória muito boa rs No capítulo 25 - Cabeça Quente, é retratado o Aedan, Líder da Ordem do Selamento, em seu momento de paz e folga até que alguém aparece para atrapalhar sua paz, falando justamente sobre invasão. Sem contar que tanto Vic quanto Aedan lidam com fogo.

    16 - Ah yes. Me. My girlfriend. And the Mareep




    "— Agora não vou precisar dormir abraçada com você quando sentir frio – provocou ela.
    — Eu fui trocado por um Mareep?
    — Entregou tua garota pro inimigo que você mesmo criou – riu Vic da bolsa."


    Onde?
    Capítulo 31

    O que é?
    Esse meme é clássico que acabou sendo adaptado para várias situações. Mas confesso que eu trocaria um namorado por um Mareep (se eu tivesse algum dos dois, né?) 

    17 - Os olhos estão em quem?


    "
    — Estão todos olhando para você – disse ela, ainda preocupada com a exposição dos chifres que tanto machucavam o rapaz. Mas este, fazendo movimentos leves de dança antes de puxar o próximo passo, disse:
    — Acredite, estão todos olhando para VOCÊ."


    Onde?
    Capítulo 32 

    O que é?
    A última referência da temporada é a fala que me faz derreter no live action de Cinderela (2015). Além da valsa de Hilbert e Hilda serem uma clara referência à valsa de Ella e Kit, a fala dita pelo garoto no começo da dança é a fala dita pelo Príncipe. 

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