• Thursday, April 9, 2020



    Não sabia como abordar o garoto. Toda aquela animação dele havia desaparecido e a seriedade tomava conta do seu rosto. Hilda estava sentada ao lado de Hilbert no Centro Pokémon enquanto esperavam notícias do estado de saúde da Snivy que fora atingida cruelmente por um Scratch da Purrloin que acompanhava um jovem que se denominava N.
    O silêncio era inevitável, e apesar do local estar relativamente cheio, pouco se ouvia as vozes das pessoas, as mais sociáveis trocavam cochichos entre si, respeitando o ambiente hospitalar. Sombra dormia encostada nas pernas de sua treinadora, despreocupada. E se desse um conselho? E se pelo menos perguntasse se estava tudo bem? Que pergunta mais óbvia. É claro que não estava tudo bem.
    Ela só queria puxar assunto.
    — Hilbert... – começou, mas não conseguiu continuar pois uma enfermeira que trazia consigo Brianna se aproximou e atraiu toda a tenção do garoto.
    A pequena criatura estava meia boba devida alguns remédios para dor, mas seu olho estava bem e não parecia ter grandes sequelas, apenas uma cicatriz cobria suas pálpebras e parte da bochecha. Ela grunhiu docemente de felicidade ao ver seu treinador, que se levantou.
    — Brianna – sorriu ele, sem mostrar muito os dentes.
    — Ela está bem agora – explicou a enfermeira. – Seu olho não foi atingido. Acho que ela fechou os olhos antes de levar o arranhão. Mas ela vai ficar com essa cicatriz por um tempinho. Fora isso, ela está incrivelmente bem. É uma garota muito forte.
    O menino sorriu e acariciou a pequena Snivy que retribuiu o carinho com outro grunhido de felicidade. Retornou ela para sua Pokéball e agradeceu a enfermeira. A mulher sorriu e voltou para seu trabalho.
    — H-Hilbert – Hilda tentou puxar assunto de novo.
    — Vamos indo, Hilda. Quero chegar a Striaton City ainda hoje – respondeu, voltando a seriedade em seu rosto.
    A garota espiou o exterior pelas vidraças e viu que o sol ameaçava a começar a sumir. Provavelmente não passava das cinco da tarde, mas não saberia dizer quanto tempo demorariam para chegar até a outra cidade, então era um tanto arriscado sair e ter a possibilidade dormir ao ar livre de novo. Estavam bem equipados, mas Brianna ainda se recuperava.
    — Sair? – questionou a menina, se levantando. – Mas está perto de anoitecer. Não é melhor passar a noite aqui e-
    — Eu não quero ficar mais nem um minuto nessa cidade – respondeu secamente, um tanto incomodado.
    Ela não retrucou. Hilbert estava traumatizado com os acontecimentos com N e provavelmente não queria passar mais um minuto naquele lugar e ficar relembrando. Hesitante, assentiu e se levantou, retornando sua Zorua para a Luxury Ball para que ela pudesse dormir sem interrupções.
    Atravessaram pela última vez a praça onde o discurso perturbador de Ghetsis deixara todo mundo reflexivo e rumaram para o portal que anunciava os limites da cidade. A Route 2 estava logo a frente.


    Mal tiveram tempo de pisar na grama e ter a sensação da troca de solos e já sentiram a brisa reconfortante entrar em seus pulmões jovens e o vento bater nos cabelos de Hilda, o que bagunçou eles um pouco. Esse ar anunciava a chegada de uma temperatura mais baixa a noite.
    O garoto andava na frente com passos largos, estava tão mergulhado em seus pensamentos que nem percebeu quando Victini saiu de sua bolsa e pôs-se a voar ao lado de Hilda que observava seu companheiro.
    Acha que ele ficou impactado por perder a batalha ou pelas palavras daquele cara louco de cabelo verde? – questionou o Pokémon.
    — E-eu não sei. Você já o viu assim? – perguntou a garota, olhando para Vic.
    Nunca.
    Ambos estavam preocupados, mas Hilbert estava tão sério que ninguém ousava perguntar ou puxar assunto com ele. De repente, o próprio garoto parou e olhou para os lados, fixando sua visão em uma árvore.
    — Tudo bem, Hilbert? – questionou Hilda, se aproximando.
    — Tem alguém aqui... – disse, com voz baixa e mansa. Era N novamente?
    A menina estranhou, mas sentiu um pouco de medo que se escondeu atrás de seu companheiro de jornada. Num vulto, a tal criatura pulou entre as árvores com agilidade, não parecia grande, mas não podiam abaixar a guarda e serem atacados. O garoto tirou uma Pokéball do bolso, pronto para revisar o ataque.
    SENHOR HILBEEEEEEEERT! – uma voz velha e masculina exclamou e a criatura surgiu do meio das árvores direto para a testa do garoto.
    E ela era bem menor do que imaginavam. E não aparentava oferecer risco nenhum.
    Na verdade, a criatura era um Pokémon que não passava dos dez centímetros. Era uma pequena aranha peluda amarela com quatro patas igualmente peludas, seus olhos eram azuis escuro. Era conhecido como Joltik. Mas... Ele falava?


    Em um movimento brusco, Hilbert tirou o Pokémon de seu rosto e o segurou em sua mão com certa força. Aparentemente, aqueles dois já se conheciam.
    S-senhor Hilbert, finalmente te encontrei! – exclamou o Pokémon, animado. Apesar da aparência fofa, ele aparentava ser velho e bem experiente.
    — O que você quer, Grimaud? – questionou o menino, um tanto irritado.
    Eu só vim ver se o senhor estava bem! Você sabe que é meu dever zelar pela sua segurança – explicou o Joltik.
    Hilda estava curiosa, espiando a engraçada criatura por cima do ombro do companheiro. Era o segundo Pokémon falante que conhecia. Tinha tantas perguntas a fazer que não conseguiu pensar em qual seria a primeira.
    — Eu não preciso de segurança. Eu sei me virar.
    Grimaud notou a presença da menina.
    Oh, você fez amigos, senhor Hilbert? – o pequeno pareceu agitado, pulando no ombro da jovem. – Seu pai vai ficar feliz em saber disso!
    — O-o pai do Hilbert? Você conhece ele? – a garota parecia interessada no assunto, mas o garoto deu de costas e começou a caminhar. – H-Hilbert, ele conhece seu pai!
    — Eu sei! Esse nanico aí é lacaio do idiota do meu pai! – exclamou ele, um pouco longe.
    — H-hã?
    Mais respeito com seu pai, senhor! Ele se preocupa com você! – retrucou o Joltik.
    Hilbert ignorou. O clima estava tenso e Hilda tinha que fazer alguma coisa. Olhou para o Victini e para o Pokémon em seu ombro, uma ideia boba veio na sua mente, mas que poderia funcionar.
    — E-e se a gente fizesse um acampamento? Está anoitecendo e logo vai esfriar. E eu tô com um pouco de fome também – ela riu sem graça.



    A noite caiu rapidamente, e naquela parte da noite, o grupo e os Pokémon noturnos eram os únicos presentes na Route 2. Estava frio e escuro, mas uma pequena lenha montava pelos garotos e acesa com a ajuda de Victini tornava as coisas um pouco mais aconchegantes. Zorua, Minccino, Vic e até mesmo a Snivy que estava aparentemente melhor degustavam de uma deliciosa ração enquanto o Joltik jazia sobre o ombro de Hilda, devorando sua comida com suas pequenas patas. A garota comia um sanduíche e Hilbert estava deitado sobre os galhos de uma árvore próxima, olhando para o nada.
    — H-Hilbert, deveria comer algo... – insistiu sua companheira. Ele olhou para ela e depois virou o rosto, ignorando o pedido. A menina suspirou. – Ele tem algum problema com o pai?
    Eles nunca se viram, mas o senhor Athos sempre prezou pela segurança e felicidade do senhor Hilbert. Eu sou uma espécie de ajudante dele e garanto que o menino sempre esteja bem – explicou Grimaud, pulando sobre o joelho dela.
    — E por que eles nunca se viram? – questionou, um tanto curiosa.
    O senhor Athos é alguém muito ocupado. Ele sempre anda pela região de Unova defendendo as pessoas e os Pokémon – o pequeno ajeitou seus pelos, orgulhoso do que falava.
    — Ele é uma espécie de policial?
    Policial? Oh, não, não. Ele é bem maior e mais poderoso que isso.
    — E-eu ainda não entendo...
    Grimaud olhou para Hilbert, como se pedisse autorização para revelar algo importante. O garoto deu de ombros, como se não se importasse. O pequeno Pokémon então se virou para Hilda.
    O senhor Athos é na verdade, um Pokémon que vocês, humanos, dizem ser um lendário conhecido como Cobalion.
    A garota olhou boquiaberta para o garoto na árvore e para a criatura a sua frente. Toda aquela história parecia ser mentira, mas o modo que falavam era tão sério que um lado dela pendia a acreditar. Teve que sacudir a cabeça algumas vezes para garantir que nada daquilo era uma alucinação.
    — C-como? – foi a única coisa que conseguiu perguntar.
    Eu vou tentar resumir a história – começou Grimaud. – Há milhares de anos atrás existia três grandes cavalheiros que serviam um rei e protegiam pessoas e Pokémon de injustiças. Eles eram conhecidos como Os Três Mosqueteiros – ele destacou o título. – Vocês, humanos, conhecem essa história como uma obra de ficção, mas o que alguns não sabem é que Athos, Porthos e Aramis realmente existiram e passaram anos da sua vida se dedicando ao bem-estar da população. Acontece que eles estavam ficando velhos e cansados, e para encontrarem uma forma de se manterem imortais, eles fundiram suas almas com três Pokémon. E assim, nasceu Cobalion, Terrakion e Virizion.
    Um tanto perplexa, mas concentrada na história, Hilda refletiu e lembrou de ter lido as aventuras dos Três Mosqueteiros em uma versão adaptada para crianças.
    — Ok. E onde o Hilbert entra nessa história?
    Em épocas aleatórias, os três assumem uma forma humana, algo haver com “preservar o humano que existe dentro deles”. E em uma dessas, o senhor Athos conheceu a mãe do senhor Hilbert. Depois disso, ele voltou a ser um Cobalion e raramente aparece para evitar que os humanos o vejam e façam escândalo. Então eu fico como um “guardião” para o senhor Hilbert.
    — Isso... – a garota ponderou sobre o que falar. – Parece tão surreal.
    O senhor Athos é incrível. É uma honra ser o lacaio dele – o pequeno parecia convencido de suas palavras, mas sua ouvinte não parava de olhar para o garoto da árvore.
    Ainda não entendia direito os motivos dele odiar o pai, mas seja lá o que fosse, tinha seu embasamento. Talvez fosse só raiva por ele não passar tempo com o próprio filho, ou saudades. Hilbert não parecia o tipo de pessoa que chorava por isso, então escondia a tristeza por debaixo de um rosto sério e distância.
    Hilda em parte parecia compartilhar do mesmo sentimento, não crescera com a presença do pai, nem ao menos sabia quem ele era. Mas, o garoto sabia, e isso provavelmente o machucava mais.
    E como você fala? – Victini pousou ao lado da garota, fitando o Joltik.
    Oh, isso foi um presente do senhor Athos – explicou. – Quando eu era um humano, era fiel ao senhor Autevielle e assim como ele, fiquei velho e cansado, e então virei um Joltik.
    — Você não é meio pequeno para ser um lacaio? – a menina perguntou, um tanto intrigada.
    Ora, ora, mas que grosseria, senhorita! – exclamou Grimaud, ainda que sua voz não fosse muito alta. – Eu sou pequeno, mas habilidoso. Sou o melhor Joltik que essa região já conheceu, e meu tamanho me permite que eu me infiltre em qualquer lugar, assim fica fácil observar o senhor Hilbert e as mulheres.
    — Velho tarado – julgou Hilda, encarando com certo desdém pro velho Pokémon.
    E-EI! – ele pareceu constrangido. – MAIS RESPEITO COMIGO!
    Velho tarado – Vic entrou na brincadeira, rindo.
    A jovem e Victini riram enquanto ouviam os resmungos e reclamações do Joltik que tentava se explicar sobre sua declaração. Hilbert espiou a cena por cima do ombro e suspirou:
    — Que fuzuê...



    As chamas da pequena fogueira crepitavam e faziam uma dança engraçada enquanto iluminavam e esquentavam quem estavam por perto, nesse caso, o grupo de Pokémon. Relaxados, eles dormiam sem preocupação, Victini dormia sobre uma pedra, Zorua estava encostada perto de sua dona enquanto Minccino e Snivy dormiam juntas e Grimaud relaxava em algum canto camuflado entre as folhas. A única desperta era Hilda, que ainda fitava o companheiro imaginando se ele ainda estava acordado.
    Resolveu conferir pessoalmente.
    Com cuidado, levantou-se e na ponta dos pés, atravessou o pequeno acampamento evitando fazer barulho, com dificuldades, escalou a árvore e sentou-se um galho abaixo de onde o garoto estava.
    — O que faz aqui? – a voz dele estava baixa e parecia deprimida.
    — A-ah – contendo o susto, ela respirou fundo e olhou para ele. – Então você tá acordado – riu.
    — É... – Cada palavra era engolida pelo desânimo. – Precisa de algo?
    — Eu só vim conversar. Desde o que aconteceu em Accumula não conseguimos trocar nenhuma palavra. Estou preocupada – admitiu, um tanto sem graça.
    Sem dizer nada, Hilbert deu espaço em seu galho para que sua companheira se sentasse ao seu lado e assim ela o fez, com um pouco de dificuldade. Olhou para o céu noturno e se admirou pela quantidade de estrelas que conseguia ver.
    — A visão é bonita daqui – disse ela.
    — Pois é... – o menino deu de ombros.  
    — Eu não quero que se sinta a obrigado a confiar algo tão pessoal para alguém que conheceu há algumas semanas – começou a garota, admirando o céu estrelado. – Mas não vou conseguir te ajudar sem saber o que você tá sentindo. É como um médico, você tem que mostrar sua dor pra ele assim ele consegue te dar o remédio certo.
    — E você acha que pode ajudar com a minha dor?
    — Eu não sei – respondeu com um sorriso meigo. – Mas se eu não conseguir agora, posso aprender para conseguir te ajudar depois. Só... Tenta não guardar a dor pra você. Dói mais ainda.
    Ele se ajeitou no galho e suspirou.
    — ... Eu... – respirou novamente, dessa vez fechando os olhos. – O problema não está no meu pai, e sim nas consequências que ele trouxe para mim.
    Como se tirasse um pedaço do corpo, o garoto finalmente se livrou do boné vermelho que sempre andava junto, revelando debaixo dele, os cabelos castanhos bagunçados e espetados e, o que mais surpreendeu a menina ao seu lado, foram dois pequenos chifres levemente reclinados para trás que ficavam um em cada lado da cabeça, pela luz fraca da lua, pareciam ter a cor amarela semelhantes ao estilo dos chifres poderosos de Cobalion. Estavam em fase de crescimento e faziam uma pequena curva, pareciam bem singelos comparados pela quantidade de cabelo em volta.
    Surpresa, Hilda não falou, apenas olhou para seu companheiro que escondia o rosto de vergonha.
    — N-não sei o que dizer – disse ela, por fim.
    — Não precisa dizer, é melhor ficar em silêncio do que falar o desnecessário.
    — É por isso que você usa sempre o boné e não quis tirá-lo no laboratório – concluiu a morena.
    — Quanto menos as pessoas saberem, menor o julgamento delas – murmurou. – É difícil aceitar uma... abominação... – respirando fundo, ele se preparou para mais revelações. – Eu venho de uma cidade pequena e bem afastada das outras, mora pouca gente lá...



    O pequeno Hilbert corria pelas ruas de terra de Lentimas com empolgação, perseguia um pequeno grupo de Rufflets que estava de passagem por aquela área seca. Rodeada de montanhas, a cidade se escondia e parecia quase invisível no mapa. Todas as casas eram parecidas, construídas de um material pobre. Só havia um humilde Centro Pokémon por lá e um misterioso avião abandonado pelo dono há alguns anos que servia algumas vezes de refúgio para brincadeiras das crianças locais. Os moradores em sua maioria eram idosos que moravam com seus filhos e netos.
    Sem notar a distância que estava percorrendo, o garoto, usando uma blusa larga velha e short infantil, chegou a um lugar onde estava reunido um grupo com crianças de sua idade e algumas mais velhas. As com mais idade possuíam Pokémon de pequeno porte ao seu lado.
    Curioso, o menino resolver se aproximar para saber o que estavam fazendo e talvez entrar na brincadeira. Próximo o suficiente, ele pôde notar que se tratava de uma brincadeira com figures de Pokémon onde o grupo travava uma pequena batalha imaginária entre eles.
    — O meu Braviary voa bem alto no céu e seu Hydro Pump não consegue alcançar ele! – exclamou um, levantando seu boneco o mais alto que pode.
    — Pois saiba que meu Blastoise mirou para cima de acertou ele com muita força! – retrucou outro, fazendo barulhos de golpes com a boca.
    Animado com a possibilidade de se juntar a brincadeira, Hilbert se aproximou do grupo, entrando no meio de alguns. Os presentes pararam o que estavam fazendo e começaram a observar a nova figura.
    — Estão brincando do quê? – questionou Hilbert.
    — De Batalha Pokémon, não vê? – respondeu, secamente, o que parecia ser o líder.
    — AAAH! Eu já brinquei disso, mas nunca tive esses bonequinhos – inocente, o pequeno garoto começou a observar. – Isso é um Blastoise?! Eu só vi um desses na TV!
    Alguns integrantes mais velhos já começavam a cochichar. Tinham ouvido de seus pais que Hilbert tinha uma paternidade duvidosa e era um tanto diferente dos outros, isso era bem evidente pelos pequenos chifres entre as mechas marrons de seu cabelo. A podridão do ser humano toma forma quando ele enxerga aquilo que é diferente e se sente superior o suficiente para julgar aquilo como se o mundo fosse dele.
    — É. É um Blastoise, um Pokémon superpoderoso – o líder tomou a palavra, pegando o boneco do Blastoise. – E só um treinador poderoso pode treiná-lo. Acha que pode fazer isso?
    — Claro! – agitado, os olhos do menino brilharam de esperança. Estaria ele fazendo amigos novamente? Já fazia tanto tempo desde que podia chamar alguém de amigo.
    — Ok então... – com um sorriso debochado, o mais velho ameaçou entregar o brinquedo ao menor, mas desviou e jogou para outro garoto.  – Mas você é um treinador?
    — H-hã?
    — Eu nem sei se você é um humano de verdade – provocou outro membro do grupo, começando a rodear. Em poucos minutos, aquelas crianças fizeram uma espécie de muro rodeando o menino.
    — Você deve ser um Pokémon. Olha esses chifres bizarros! – uma garota deu um leve empurrão em sua vítima quando esse tentou fugir, assustado.
    — Se ele é um Pokémon, tem que saber usar algum ataque – um moleque mais forte agarrou a pobre camiseta de Hilbert pela gola que tentou soltar um grito de desespero. – E se a gente tentar o Giga Impact?
    Com um movimento brusco, o menino foi arremessado contra uma árvore e sem conseguir parar, trombar com o tronco foi inevitável. Sua cabeça latejou e seu nariz ardeu, se não quebrou, provavelmente estava sagrando. Ele se virou para aquelas pessoas, tentando raciocinar qual o motivo daquela atitude. Sentiu o sangue escorrer de seu nariz e encostar em seus lábios trêmulos.
    — P-Por quê? – murmurou.
    O grupo começou a rir.
    — Você é diferente, Hilbert – o líder agarrou a gola do garoto dessa vez. – A gente não sabe o que você é, se é um humano ou se é um Pokémon – jogou o menor no chão, chutando-o algumas vezes. – Você é uma aberração!
    Aquelas palavras entraram como uma flecha, Hilbert só notou que estava chorando quando sua vista ficou embaçada por conta das lágrimas. Por que estavam fazendo isso? Ainda no chão, olhou para as crianças que ainda o rodeavam. E elas estavam rindo, com deboche. Cada gargalhada parecia como o som do inferno. Ele rapidamente se levantou, suportando a dor e saiu correndo. Se sentiu aliviado quando viu que não fora seguido.
    Entrou em sua casa e a porta bateu bruscamente, mesmo que sem querer. Alina, a mãe do garoto deu um leve pulo no sofá velho em que estava sentada e chocou ao ver a figura de recém-chegado. A roupa, que já era velha, estava com alguns rasgos e suja, os braços e pernas estavam arranhados e alguns machucados e hematomas começavam a se formar. O nariz estava sangrando e um pequeno galo na testa estava começando a nascer. As lágrimas escorriam sem controle algum.
    — H-Hilbert... – a mulher se levantou e se aproximou, ajoelhou-se em frente ao filho e o abraçou, fazendo o máximo para reconfortá-lo.
    É claro que ela já sabia o que tinha acontecido. Já imaginara o quão perverso era o mundo para o seu pequeno filho. Ouviu adultos e idosos sussurrando pelos cantos sobre Hilbert, palavras cruéis sobre a duvidosa paternidade e a aparência dele. Mas o que ela poderia fazer? Iria privar ele do mundo só por conta das pessoas que não sabiam aceitar as diferenças?
    Aberração é uma palavra forte. Alina, por sua vez, começou a chorar também.


    As recordações enquanto contava a história trouxeram pequenas lágrimas que insistiam em sair dos olhos castanhos do garoto. Num movimento rápido, ele desviou o olhar da garota ao seu lado e usou a manga da blusa para enxugar o rosto.
    Hilda evitou olhar para o companheiro, para ela, era quase impossível um garoto tão animado daquele jeito ter sofrido tanto, sentiu compaixão, mas ao mesmo tempo admirou-se pela força.
    — É por isso que você ficou tão afetado quando o N disse aquelas coisas? – concluiu ela.
    O garoto ao seu lado assentiu.
    — Ei... – começou a dizer baixinho, recebendo a atenção de Hilbert logo em seguida. – Não importa... Se te chamam de aberração. Ou se você é metade humano e metade Pokémon. O importante, é que você pode escolher o que quer ser. E eu vou apoiar todas as decisões que tomar – ela soltou um sorriso gentil, fazendo as bochechas comprimirem os olhos, quase fechando eles.
    Hilbert encarou sua companheira e se sentiu aliviado por não ser novamente julgado pela sua aparência. Corou levemente quando a menina deitou a cabeça suavemente sob seu ombro, num gesto de suporte, retribui o sorriso e deixou a cabeça relaxar sobre a da outra.
    O céu pareceu mais brilhante naquela hora.



    O sol levantou-se tímido no horizonte e anunciou um novo dia. Era bem cedo quando Hilda e Hilbert, juntamente de seus Pokémon começaram a rumar para Striaton City, onde o garoto lutaria pela sua primeira insígnia.
    — É sério que ele vai com a gente? – murmurou o treinador, se referindo a Grimaud, que repousava confortavelmente sobre o ombro da menina.
    — Ah, vai ser divertido ter uma companhia a mais na viagem. Ele pode ser útil pra gente – riu a companheira.
    Eu já disse que meu dever é proteger o senhor Hilbert. Minha obrigação é acompanhá-los – informou o Joltik.
    — Pra mim você tá com medo dos Pokémon maiores que podem te devorar – comentou o garoto de boné, observando o novo companheiro. – No final das contas, a gente é que vai te proteger.
    Mas que absurdo! Eu-
    A frase fora interrompida quando a pequena aranha ouviu piados altos de Pidoves cruzando o céu e acabou se escondendo na bolsa de Hilda.
    — Eu disse – o garoto riu.
    As risadas dos dois jovens foram acompanhadas pelos murmúrios do velho Grimaud. Hilda observou seu companheiro e se sentia orgulhosa por vê-lo deixando todo baixo astral para trás e vivendo um novo dia com bom humor, ela sabia que ele ainda tinha feridas, mas ela com certeza aos poucos, queria cuidar delas.
    Quando menos perceberam, alcançaram a cidade destino. Era hora do primeiro desafio de ginásio de Hilbert.


    { 16 comentários... read them below or Comment }

    1. Boa noite Stars, mesmo que tu tente se ocultar entre seus semelhantes, eu ainda encontro seu brilho único.


      Snivy com cicatriz? Pena qua a enfermeira diz que vai sumir,imagina o serperior com a marca de sua primeira batalha ainda em sua face?

      Ochi os jovens saíram da cidade? E o tepig? Cadê esse porquinho levado, desse jeito ele vai se perder.

      Hilbert é cor... Bah num vou fazer essa piada, mas é uma característica diferente, me faz lembrar do zach bell.

      Crianças podem ser ainda mais má que o pior dos serial killer, muito triste a história da família do jovem.

      HilHil começando a se entenderem, esperando ansioso pelo próximo capítulo!

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      1. Boa noite Anan
        Bem-vindo ao capítulo 5 <3

        Ainda teremos os primeiros estágios da Snivy com cicatriz, mas quem eu decida prolongar ela? ahsahsuahushua

        WHERE'S TEPIG? Eu adoro quando a galera nota a ausencia dele haushuas Logo ele voltará, eu prometo <3

        Hilbert é corno coitado :( NOSSA LEMBROU DO ZATCH BELL! EU ADORAVA AQUELE ANIME aaaaaaaaaaaaaaa
        Esse flashback espero que tenha comovido o coração de vocês, Hilbert é um bom menino, ele só foi surrado pela vida :')

        Obrigada pelo comentário, Anan. Vou aderir o nome do shipp ahsuashuashu

        See ya

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    2. Hey hey, Star :3 Um capítulo repleto de momentos marcantes, talvez o mais importante da fic até agora pelo valor emocional entre os personagens. Após o desastroso encontro com os Plasma e uma derrota que deixou um sabor amargo, foi a melhor ocasião que o Hilbert poderia ter para se abrir, não ficaria natural ele chegar do nada e falar: Ei, quer ouvir mais sobre meu passado trágico?

      Por mais que o foco aqui tenha sido nos acontecimentos do passado do Hilbert e sua frustração, é mais do que nítido que sem a Hilda nada disso teria acontecido. Ela foi um amor de pessoa, uma grande companheira que demonstrou todo apoio que podia oferecer ao invés de apenas criticar, julgar ou ficar curiosa ao extrema e pedir por mais respostas que não ajudariam em nada. "[...] Se eu não conseguir agora, posso aprender para conseguir te ajudar depois. Só... Tenta não guardar a dor pra você. Dói mais ainda". Essa já é uma das minhas frases favoritas da sua fic :')

      Grimaud será uma ótima companhia, velhos tarados nunca saem de moda. Com esse tamanho todo, o bicho vai ser perigoso UHAEUHEA Brincadeiras à parte, você maneirou bem mais no fanservice do que imaginei, mas é sempre divertido ter um personagem desses à disposição quando quiser usá-lo em determinados momentos. Gostei também da explicação do porque dele saber falar, e que você não tenha perdido muito tempo explicando "AAAAA UMA ARANHA QUE FALA!", até porque o Vic também consegue se comunicar tranquilamente e logo isso não será mais algo tão bizarro na fic, aos poucos sendo tão natural que os leitores nem perceberão mais.

      E para fechar, o que falar desse trecho do passado do Hilbert? Na época que você me mostrou a primeira vez eu achei maravilhoso, e continuo com a opinião de que é uma das melhores e mais bem escritas cenas que você já escreveu, há todo um teor sentimental e a maneira como você escolheu as palavras que nos faz perceber que o Hilbert é sim um cara diferente, e que ele também precisa de ajuda. Talvez a Hilda não tenha percebido, mas ela será primordial como companheira dele, porque os outros correrão o risco de desmontar sem o apoio dela por perto.

      Meus parabéns por esse capítulo incrível, acredito que ele manterá o posto de favorito para mim por algum tempo :3 Que seus personagens possam continuar se desenvolvendo depressa e você os guie da melhor maneira! Keep writing ♥

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      1. Yooo Canas <3

        Eu to cansada de falar em como eu amo esse capítulo e eu devo ele demais a você e a Matéria. A gente sempre morre de medo de tocar em um assunto delicado, mas tu me deu um puta apoio e me ajudou <3

        Eu fiquei feliz de ter achado o momento certo e já colocar o passado do Hilbert, não fica aquelas ideias que você demora meio fanfic pra por em prática haushuashu

        Acho que é isso que eu quero passar, a fanfic é dos dois, não existe um maior que o outro, ainda que o Hilbert seja o foco atualmente pq ele guia pra onde os dois vão, mas a Hilda é importante também, espero trabalhar mais com ela <3

        AAAAAAAAA EU AMO ESSA FRASE DEMAIS!

        Grimaud é um dos meus xodós, parece que quando eu fui criar personagens pra Unova apareceu um surto que eu tinha que fazer um velho tarado que é um bendito de um sábio hausahusuhahus Espero que as pessoas gostem dele :3

        Pokémons falar vai ser moda por aqui haushuashuahus

        Must protecc Hilbert. Eu espero que não tenho ficado forçado esse dó por ele, pois eu tive muito carinho em escrever ela pensando na reação de todo mundo, eu tenho receios com flashbacks, mas acho que uma vez ou outra não mata ninguém né? hausahusahuhus
        Hilda é a base de tudo <3

        Obrigada Canas, e obrigada por comentar, é sempre bom te ver por aqui <3

        See ya

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    3. E aí Star!!!

      Devo dizer que gostei muito desse capítulo e de como você abordou o Bullyng com os chifres do Bertinho (ia fazer a piada do corno, mas já saturou :v)

      Gostei também do Grimaud, ele até parece ser um alivio comico legal quando eu esqueço que ele é um aranha, e eu achei interessante pacas o hilbert ser filho de um dos Espadas da justiça, apesar de estar curioso com quais pokémons eles se fundiram no passado e COMO eles se fundiram, e se mais alguém pode fazer algo igual.

      Uma curta estadia na cidade, mas também, depois daquilo, eu num ia querer ficar no lugar da primeira derrota da jornada. O Tepig pode acabar virando almoço se não encontrar a Hilda logo. Um churrasquinho de Tepig sempre cai bem aos domingos.

      Um dia de viagem e já chegam em outra cidade? Ou eles tão usando aquele modo acelerado, ou essas cidades foram feitas uma do lado da outra kkkkkkkkkkkkk

      Te vejo no próximo cap, Estrela

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      1. Yoo Wall

        Poxa, muito obrigada, fico feliz em saber que conseguir acertar nisso (deixe o corno em paz hausahusuahs)
        To feliz de você ter curtido o Grimaud, acho que faltava um velho sábio e tarado em Unova haushashuashu
        Tudo a seu tempo, Wall kk a Hilda surtaria se recebesse uma aula, o foco era o Hilbert aqui :3

        Accumula Town não tem muitas coisas a se fazer no próprio jogo :3
        E WHERE'S TEPIG?
        É o poder da fanfic rs

        Obrigada pelo comentário, bro

        see ya

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    4. Hello, Star how are you minha linda?

      A-MEI ESTE CAPÍTULO MULHER, AMEI MUITO, JÁ TÔ ASSINANDO A PAPELADA PARA ADOTAR O BERTINHO E NINGUÉM PODE ME IMPEDIR, COBALION É O CARALHO, EU SOU O NOVO PAI DO BERTINHO!!!!

      Grimaud é um amor, ai amo esse trocinho pequetucho voyeur, ele merece meu amor e carinho, puta que pariu, amo ele muito, melhor Joltik, ele explicando sobre o Hilbert, sobre ele ser filho de um dos Espadas da Justiça, sobre o pq dele falar, bicho, EU AMEI MUITO ISSO, CARALHO, VOCÊ É MUITO FODA MULHER, ME DEIXE TE VENERAR NUM ALTAR DE BASALTO E TE IDOLOTRAR PQ VC ESCREVE MUITO BEM, MANO, AFF, SÓ PERFEIÇÃO EM NEO UNOVA VOCÊ MERECE MEU MUNDO, OLHA QUE HISTÓRIA LINDA E SÓ TEM 5 CAPÍTULOS.

      O passado do Hilbert me dói, ele sofreu tanto, nossa, só me faz querer adotá-lo mais, não posso ver um personagem com um passado triste que já quero adotar, vou espancar os moleques que cometeram bullying com meu filho e levar Bertinho para tomar sorvete e falar que ele é lindo sim, mesmo tendo chifrinhos que são umas fofuras, amo chifrinhos, ah, esse menino é perfeito. PORQUE VOCÊ ME FAZ AMAR SUA HISTÓRIA, VANESSA?

      É isso, comentei, quero o próximo capítulo Starkov, você é muito amor da minha vida.
      Espero ansioso.

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      1. YOOO LEUCRO <3

        AAAAAAAAAAAAAA QUE BOM QUE VOCÊ GOSTOU, HILBERT É TÃO PRECIOSO. VOU ENTRAR NA FILA COM VOCÊ, VAMOS ADOTAR ELE <3

        To tão feliz de vocês receberem bem o Grimaud, espero fazer um bom trabalho com ele :3 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA PARA DE ME ELOGIAR,EU NUNCA SEI COMO REAGIR ;-; OBRIGADA POR TUDO MEU BB <3

        PROTECC BERTINHO! Essa cena do flashback é minha favorita do capítulo, juro que até eu fico meio mal quando escrevi ela :(

        OBRIGADA PELO COMENTÁRIO MEU QUERIDO. TE AMO DEMAIS AAAAAAAAAAAAA

        See ya

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    5. Hey Star adivinha quem deixou de vagabundar e ler a fanfic! Isso mesmo! Menino Bertinho precisa de ser protegido! AAAA Adorei tudo até agora! Muito interessante a história e suas personagens. Lembro de ler o 1 cap á muito tempo e ver o quanto esta fanfic tem potencial enorme, parabéns!

      HIBRIDOS SÃO MINHA VIDA EU AMO HIBRIDOS BERTINHO AUTOMATICAMENTE MINHA PERSONAGEM FAVORITA A PARTIR DE AGORA, Agora só resta esperar e ver o desgraçado sofrer mais kkk

      Amo o N dos jogos, espero que ele tenha um papel muito maior! Abraços

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      1. Yooooo Shii

        AAAAAA tão bom te ver por aqui ;-; Obrigada por comentar

        MUST PROTECC HILBERT <3 Eu imaginei que você gostaria do Hilbert e parece que eu acertei ahsuahusuah Eu adoro ele, sou suspeita pra falar, mas ele é meu favorito, nunca amei tanto um protagonista

        Obrigada pelos elogios
        E HIBRIDOS SÃO UM AMORES AAAAAAAAAAA É TÃO BOM VER ALGUÉM QUE ENTENDA ELES E GOSTE DO ASSUNTO, espero que continue com essa afeto com o Bertinho <3

        O N eu espero trabalhar cada vez mais pq eu tenho uma grande responsabilidade com ele, já que ele é um personagem incrível por si só ahusahushu

        Obrigada por aparecer em Neo Unova <3

        See ya

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    6. AAAAAAAAA POBRE BERTINHO, EU IREI PROTEGÊ-LO PARA SEMPRE.
      Achei bem interessante e condizente a forma como você retratou a maneira como o Hilbert reagiu no início do capítulo. Não foi apenas a derrota, as palavras macucaram o Hilbert, acredito que pelo fato dele ser diferente e ter sido mal-tratado por isso.
      Você tem uma característica muito boa ao fazer as reações dos personagens bem condizentes e naturais ao que eles estão sentindo no momento e eu admiro muito isso, tanto que percebi o carinho nas descrições com as partes da Hilda e toda a insegurança dela ao tentar ajudar o amigo.
      MDS UM JOLTIK VELHO E TARADO. Me deu uma agonia imaginando a aranha caindo na cara do Hilbert. No fim, ele acabou contribuindo para que a garota pudesse entendê-lo um pouco melhor.
      Quanto ao Hilbert, é complexo o que ele está sentindo. O fato do pai ser um pokémon não retira a mágoa dele por ter sido rejeitado de certa forma. Mandar alguém vigiar não chega nem perto do suficiente, ainda mais para alguém como o Bertinho que deve estar procurando desesperadamente o seu lugar em um mundo onde não parece se encaixar.
      Me emocionei com as memórias do Bertinho, crianças são extremamente cruéis quando querem ser, ainda mais quando reproduzem comportamentos maldosos e preconceituosos vindos de seus pais. Queria que a mãe dele aparecesse de novo, seria interessante ver como toda essa história conflituosa do ponto de vista dela e como foi para ela criar o Hilbert.
      A cena e as palavras da Hilda são muito fofas, quer dizer, toda a história é muito fofa e essa atmosfera de carinho e inocência é o que mais me deixa encantada.
      O capítulo ficou maravilhoso, Star-chan, o melhor até agora! Espero que continue trazendo capítulos assim tão incríveis para nós.
      Te vejo nos próximos! Abraços!

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      1. YOOOOOO CAROL <3

        PROTECC BERTINHO, ELE NÃO MERECE ESSE MUNDO AAAAAAA
        E finalmente faz sentindo o pq o Hilbert ficou tão desanimado com a primeira derrota, não foi só uma batalha, foi um lapso de memória que ele não queria lembrar, e assim, nasce o 5.
        Eu admito que não queria adiar esse momento pois sempre que eu planejava algo muito incrível numa fanfic, eu nunca chegava nela e desistia no caminho hausuahsuasuh
        GRIMAUD É O NOVO DA NEO UNOVA UASHUASUAUHS
        Eu gosto de pensar como o Joltik é um personagem que não tem compromisso em aparecer toda hora, ele é tão pequeno que whatever se ele aparece hoje ou amanhã, mas vc sabe que ele tá sempre aí ahsaushah
        Ficou feliz que vc pegou toda essa complexidade do Hilbert, ele não conhece o pai direito e o único que aparece é uma aranha maluca dizendo coisas bizarras hausahushua Imagino como seria ele se o Athos tivesse ficado e cuidado dele mesmo, se ele esconderia os chifres ou se ele iria querer ser treinador.
        Ainda tenho planos com a Alina, ela praticamente vai protagonizar o especial do Hilbert, provavelmente vai sair lá no finalzinho da temporada 1 <3
        Eu adoro essa cena de flashback aaaaaaaaaaaaaaa ;-;
        Hilda manja dos suportes, gosto como ela é neutra, ela tem seus momentos de gentileza, mas também é explosiva, e isso não incomoda ninguém na fic e nem pros leitores :3
        Carol, muito obrigada pelos elogios, é tão bom ver que vocês estão gostando <3 Tento fazer sempre o meu melhor, muito obrigada

        See ya

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    7. OIIIIIII STAR

      Que capítulo boooom, parabéns!
      Quando chamaram o Hilbert eu pensei que fosse a Juniper ou Bianca, mas foi só um Joltik. UM JOLTIK. Bem, agora descobrimos que o Hilbert é um mamo- filho de um pokémon. Bem curioso, e até estranho, mas no final eu curti a ideia.

      A versão infantil que a Hilda assistiu foi a do Mickey, Patete e Donald, certeza. Esse filme é muito bom, aliás.
      Hilbert com esse passado consegue ser animado, realmente ele tem bastante força. E é uma pena essas crianças agirem assim. Fico pensando se alguma aparecerá mais tarde. Bom, espero que o nosso garoto se recupere com a ajuda da Hilda.

      Creio que é isso. Até mais, minha Estrela!

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      1. Yooo Alefu <3

        Muito obrigada aaaaaa ;-;
        Gosto dessa reação meio "wtf" que o Grimaud ta trazendo pra galera, mesmo ele sendo um personagem que tem uma missão séria, eu quis trazer uma dosagem de humor hausuhashuauh
        HILBERT É O ZATCH CONFIRMADO, ELE VEIO PRA UNOVA PRA MATAR OS OUTROS MAMODOS E VIRAR O REI AHSUAHSHUASHAHUSAHUSHU
        Fico feliz em ouvir a reação de vocês e de saber que vocês estão curtindo, é um pouco polêmico, mas acho que trabalhei de maneira certa até agora kk

        DISNEY EM UNOVA SIM AHUSAHUSUAHSHU E EU LEMBRO DESSE FILME, não assisti, mas eu já vi varias vezes por aí ahsuahsauh
        Hilbert é a prova de força, mas fica no ar se isso é da personalidade dele ou se alguém o incentivou, mistérios a serem revelados no futuro :3

        See ya

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    8. Oh, Star... você é uma autora incrível!

      Não esperava, de todo, por essa revelação. Devo admitir que de início pensava que fosse tudo uma brincadeira, mas com o desenrolar do capítulo percebi que o assunto era realmente sério e que, de facto, pode abrir portas para novos temas de conversa.

      Apesar de todo esse lance de Hilbert ser filho de um Pokémon continuar a parecer surreal, essa sua característica faz com que ele seja, de facto, diferentes dos restantes humanos. E, claramente, isso não faz com que ele se sinta bem consigo mesmo. Agora faz sentido toda aquela conversa com N. Ao mesmo tempo, sinto que seria interessante o surgimento de uma compaixão entre estes dois humanos diferentes e únicos. Afinal, enquanto um consegue perceber a linguagem dos Pokémon, o outro tem Pokémon falantes que o persegue e é metade Pokémon! Isso é tão único.

      Aquele flashback foi bem triste e emotivo e espero que no futuro Hilbert volte à sua cidade natal para se vingar desses bullies! Eles merecem. Todo esse preconceito à volta de quem é diferente é uma coisa bastante real no mundo e na vida de várias pessoas. Gostei a Star tenha decidido falar sobre isso.

      A reação de Hilda foi tão pura e bonita. Ela é, de facto, um anjinho. Com tudo isto, acredito que a relação entre os dois se fortaleça ainda mais. A inocência e o carinho entre os dois é simplesmente mágica. E assim cresce mais um shipp.

      Striaton está mesmo aí, que rápido! Estou muito curioso para ver esse primeiro ginásio e a prestação de Hilbert contra os três irmãos. Continue Star!

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      1. Yooo Angie

        Poxa, obrigada <3

        Eu admito que até para mim é um pouco surreal trazer um "filho de Pokémon" para um fanfic, então o medo de trazer reações negativa era grande. Mas estou muito feliz de ver que a galera realmente está curtindo e criando empatia pelo jovem Hilbert.

        E melhor ainda ver que vocês estão percebendo como a Hilda tem seus destaques apesar do capítulo ser todo do rapaz, é isso que me anima como autora, meu maior medo é um ofuscar o outro <3

        Voltaremos para Lentimas um dia para vingar esses malditos bullies, eu prometo ashuashuahus

        Obrigada pelo comentário, meu anjinho

        See ya

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