• Thursday, February 27, 2020

    — Hilbert, essas insígnias são falsas.
    O silêncio prevaleceu. Hilbert e Hilda ficaram por alguns minutos se encarando como se estivessem processando aquela chocante descoberta. Como poderia existir insígnias falsas? Como alguém seria tão bobo de acreditar e ainda coletar oito dos objetos sem nem sequer desconfiar? Quem teria oferecido?
    — Você sabia disso? – a garota quebrou o silêncio, se aproximando. – Olha só, são broches normais com um adesivo que imita a insígnia por cima – ela demonstrou, tirando o adesivo frouxo de uma. – Te enganaram? Sabe quem foi? Isso pode dar cadeia, eu posso ir com você na polícia e denunciar.
    — Eu sei que são falsas... F-Fui eu quem fiz... – revelou o garoto com sinceridade, respirando fundo, um tanto desanimado e envergonhado.
    — V-você? – a menina ao seu lado custava a acreditar no que tinha acabado de ouvir. – Por quê?
    — Eu só queria entrar na Liga Pokémon. Mas não é tão fácil e barato conseguir uma licença para treinador. Aí eu forjei essas insígnias falsas – explicou, cruzando os braços.
    — Mas tá na cara que são falsas! Você não passaria nem do primeiro portão que já notariam! – exclamou Hilda, incrédula com a história.
    — Eu daria um jeito. Eu sempre dou – retrucou Hilbert.
    — Você nem tem Pokémon fortes. Até agora eu só vi um Victini que você mesmo disse que não luta e uma Minccino. Como pretendia lutar com os melhores treinadores da região?
    — Eu confio no potencial dos meus Pokémon, ok? Eu ia dar um jeito, eu só precisava chegar até lá!
    — VOCÊ MENTIU! E EU CONFIEI EM VOCÊ! Qual o seu problema, hein?! Achou que iria conseguir fazer algo sem planejar nada? – a garota sentiu seus olhos encherem de lágrimas e por pouco as pernas falharem pelo nervosismo. Odiava mentiras.
    — Vem cá, eu não pedi sua confiança! – o garoto tirou com força a case com a “insígnias” da mão da menina. – E não me julgue, você nem me conhece direito. Para você tudo pode parecer fácil, mas nem todos são como você! O dia que tiver um sonho de verdade, vai entender o sentimento de lutar com todas as suas forças.
    Ele deu de costas e começou a caminhar, Victini entrou em sua bolsa novamente, calado. Hilda estava surpresa, inconformada e impactada com as palavras e segurando o choro. Ficou alguns minutos em silêncio e quando pensou em voltar para casa ouviu na esquina:
    — OBRIGADO PELO JANTAR!
    Ela sorriu de leve e retornou o seu caminho.


    Uma semana se passara desde o ocorrido e Hilda não teve mais notícias de Hilbert. Ficou imaginando se o garoto simplesmente desistira de tudo ou se estava dando um jeito de arrumar novas insígnias mais convincentes e correndo atrás dos objetivos. A segunda opção era a mais viável a julgar pelo jeito do garoto. Estava viajando em seus pensamentos quando ouviu alguém chamar.
    — Alô? Planeta terra chamando – uma garota de cabelos loiros curtos continuava mexendo a mão na frente de seu rosto. – Hilda? Tudo bem?
    — Ah, estou bem, Bianca – riu a garota.
    Bianca tinha chegado em Castelia City com a Professora Juniper há alguns dias e implorara para a amiga da cidade levá-la para comer alguns dos doces e bebidas típicas. As duas se conheciam desde a infância onde passaram uma temporada estudando na mesma sala em Striaton City, no interior de Unova. Além disso, mesmo após mudar de escola, a garota de Castelia continuava a visitar Bianca que morava em Nuvema Town para passar as férias.
    A loira era tímida na infância, raramente conversava com alguém e por isso, Hilda era uma de seus poucos amigos. Felizmente a garota estava superando a timidez graças aos cuidados da Professora Juniper e seu laboratório. Positiva, determinada e um pouco desastrada eram outras de suas características. Com catorze anos, Bianca vestia sempre o mesmo estilo de roupa, uma saia branca comprida e de cintura alta combinando com uma blusa também branca com uma espécie de colete laranja por cima, na cabeça, os cabelos curtos eram enfeitados com um chapéu verde com listra branca, meia-calça laranja e um par de sapatilhas amarelas completavam o look.


    — No que estava pensando? Não vai me dizer que é em um garoto – brincou a loira, toda interessada.
    Hilda riu, mas sentiu seu rosto corar de vergonha.
    — Talvez... – insinuou.
    — Você tá namorando? Conta tudo!
    — N-não! Não! – a outra negou rapidamente, sentindo suas bochechas corarem mais. – É só um garoto que eu conheci semana passada. Mas ele é cabeça dura e meio teimoso.
    — Seu rosto denuncia outra coisa.
    — Ele é estranho. Ele tem uma determinação que eu nunca vi antes numa pessoa. É meio difícil de esquecer ele, eu diria – riu. – Acredita que ele ia tentar entrar na Liga Pokémon com insígnias falsas?
    — Tá brincando, né? Isso é novidade até pra mim que vejo a Professora Juniper lidar com vários treinadores todos os dias – riu Bianca, meio pensativa. – Ela vai adorar essa história.
    — E como anda as coisas no laboratório? Seu pai reagiu bem? – questionou Hilda, bebendo um gole do seu suco.
    — Ele ainda resmunga pelos cantos sobre isso, mas está começando a aceitar – a loira se ajeitou na cadeira. – E no laboratório, estamos indo bem. Tem muita coisa pra fazer, mas eu costumo cuidar dos Pokémon iniciais que damos para os novos treinadores. Um é mais fofinho que o outro.
    — Eu lembro de ver nos livros e na TV, mas deve ser mais fofo pessoalmente e-
    Hilda olhou para trás rapidamente como se seguisse algum instinto. Embora não visse nada além de Pidoves que estavam procurando farelo de comida no chão, teve a sensação de estar sendo observada.
    — Hilda, você tá muito estranha. Tem certeza de que está tudo bem? – Bianca questionou preocupada, observando a amiga com seus olhos verdes.
    — T-tá sim, d-deve ter sido... impressão minha – a morena se recompôs em seu lugar e deu uma risada sem graça. – Do que estávamos falando?
    — De quão fofos são os iniciais de Unova – riu a outra.


    Era madrugada, Castelia dormia em sua maioria, o céu estava limpo e a luz da lua e das estrelas se misturavam com a iluminação dos postes e dos prédios. No apartamento que Hilda morava, todos estavam dormindo. A garota estava em sua confortável cama coberta pelo seu edredom rosa bebê desfrutando de seu sono.
    Seu descanso pareceu ser interrompido por um barulho que se destacava dos sons noturnos da cidade que vinham de carros e pessoas. Ela deu um pulo na cama quando ouviu que o barulho novo estava perto da janela de seu quarto, parecia som de alguém pulando entre as varandas. Um ladrão?
    A morena acendeu seu abajur e agarrou seu travesseiro e se levantou da cama, andando com cuidado até a janela com a ponta dos pés. Ouviu os pulos se aproximarem e uma sombra humana tomar forma através da cortina de seu quarto. Era um ladrão e estava tentando entrar no seu quarto. Juntou toda sua coragem e preparou o travesseiro, se o acertasse, com certeza o derrubaria e teria tempo de fugir para pedir socorro. Em alguns minutos, a trava da janela se abriu, Hilda deu uma espécie de grito de guerra e partiu para cima do invasor, mas parou quando o vento levantou a cortina e revelou curiosamente ser um conhecido.
    — HILBERT?! – ela exclamou, abaixando seu travesseiro e sua posição de ataque. – O que tá fazendo aqui? Como subiu aqui?!
    — Você ia me derrubar com um travesseiro? – retrucou o garoto, meio indignado.
    — Você tava tentando invadir minha casa! – exclamou a garota, assustada, mas levemente aliviada. – Tá fugindo da polícia de novo?
    — Engraçadinha – ironizou. – Não vai me convidar pra entrar?
    — Você já está praticamente dentro. O que quer?
    — Eu quero que você me faça um favor... – Hilbert olhou para a garota, entrando no quarto.
    — Você não está em posição de pedir favores...
     — Fiquei sabendo que você tem contato com a assistente bonitinha da Professora Juniper.
    — Bonitinha? Tá falando da Bianca? – começou Hilda. – Pera aí, como você sabe? ERA VOCÊ QUE TAVA ME SEGUINDO?! – a garota demonstrou grande irritação.
    — Por que é que você grita toda hora? Vai acordar a sua família – suspirou o garoto de boné. – Sim, eu segui. Eu só não queria te abordar no meio da rua e correr o perigo de você gritar comigo de novo. Eu quero me desculpar por mentir pra você. É que, quando se trata de sonhos, eu perco um pouco a cabeça. Estou lutando por isso para provar para as pessoas da minha cidade que eu sou mais forte do que eles pensam.
    Hilda ficou impressionada pelo garoto abrir seu coração daquele jeito. Mesmo parecendo tão teimoso, o garoto possuía seus motivos para acreditar tanto em seus sonhos, e isso chegava a ser um pouco contagioso.
    — Entendi, acho que posso te ajudar. Mas do que você precisa exatamente? – questionou a menina.
    — De uma licença de treinador, e pelo que eu sei, a Professora Juniper é uma das únicas que pode fazer isso. Se eu tiver uma, posso oficialmente disputar pelas insígnias e dessa vez conseguir as verdadeiras.
    — É, acho que consigo fazer isso. Só preciso conversar com Bianca e ver o que ela pode fazer – respondeu a garota, sentando-se na cama. – Ei, como é ter um sonho?
    — Nunca teve um? – questionou Hilbert, sentando-se no chão do quarto, libertando o Victini em sua bolsa. Vic deu uma espreguiçada e se sentou em seu colo.
    — Não um a ponto de querer desbravar o mundo para isso. Acho que a maioria dos meus sonhos envolviam brinquedos que eu queria ter quando mais nova – pensou a morena, cruzando as pernas em cima da cama.
    — Eu acho que sonhos são relativos. Nenhum é maior ou menor que o outro, o importante é você acreditar neles – o menino brincou com o Pokémon em seu colo.
    — Faz sentido – sorriu. – Talvez um dia eu arrume um sonho como o seu e comece a fazer loucuras também – ria.
    Hilbert riu de volta.
    — Então... Você acha a Bianca bonitinha? – brincou a garota, o menino corou.
    — F-Foi só modo de dizer – explicou-se, mesmo que as palavras não convencessem graças ao rosto ruborizado dele.
    — Posso fazer uma boa propaganda sua pra ela – riu a outra.
    — Boba – riu – Bem, eu já vou indo. Não tenho tempo pra ficar relaxando – ele escalou a janela de novo. – Eu te procuro em breve para ver se você conseguiu algo.
    — Espera! – Hilda se aproximou e continuou quando o garoto olhou para ela. – Sai pela porta, é mais seguro.
    — E qual é a graça? – com uma agilidade sobre humana ele começou a pular de varanda em varanda, procurando um lugar para descer, deixando a garota em seu quarto boquiaberta e pensativa.


    De manhã, um tanto reflexiva com a conversa durante a madrugada, Hilda vestiu sua regata branca e um short jeans rasgado e foi para a sala de estar. Apesar do ocorrido ter sido algo impactante, hoje era um dia especial. Havana, sua mãe, e ela combinavam de sempre ligarem uma para a outra no mesmo dia todo mês para mantarem o contato de mãe e filha.
    De frente para o notebook emprestado por seu tio, a garota se ajeitou meio ansiosa e iniciou a vídeo-chamada.
    — Oi mãe!
    — Oi, minha querida! – Havana soltou um sorriso materno. Mesmo com a idade avançada, sua pele era bem cuidada, seus olhos verdes refletiam a maturidade e seus cabelos curtos e loiros estavam bem penteados. – Como está?
    — Muito bem. Como está aí em Nimbasa? Muitas apresentações? – sorriu a menina.
    — Agenda lotada todo dia – riu a mãe. – Como está sua tia, seu tio e seu primo?
    — Eles saíram cedo hoje para resolver algumas coisas no colégio do Oliver, mas estão muito bem. Ah, mãe, eu conheci um garoto!
    — Um namoradinho? Você é meio nova, filha – riu Havana ao ver as bochechas de sua filha ficarem rosadas.
    — N-não é isso – Hilda colocou a mão no rosto, toda envergonhada, soltando uma risadinha. – Ele apareceu do nada, dizendo que tava fugindo da polícia porque roubou Casteliacones, então ele falou que era um treinador pronto para a Liga Pokémon mas acabou perdendo as insígnias, nós dois fomos procurá-las e aí eu descobri que eram falsas. Ele me contou que tinha forjado porque não tinha condições de ter uma licença de treinador, então brigamos e ele sumiu por uma semana. Aí essa madrugada ele escalou o prédio até a janela no meu quarto de maneira bizarra e entrou falando que queria que eu arrumasse uma licença de treinador com a Bianca já que ela conhece a Professora Juniper. Incrível, não é?
    Havana piscou diversas vezes tentando compreender a história que sua filha lhe contara tão freneticamente que ela estava recuperando fôlego lentamente, esperando uma resposta de sua mãe. A mais velha riu.
    — É uma história incrível. Que bom que você está tendo uma rotina agitada como a minha – a loira sorriu. – Desculpe não participar dessas coisas.
    — Ah, não se preocupe com isso, mamãe. Eu fico com saudade as vezes, mas você sempre tá ligando para conversar – a morena sorriu. – Mamãe, você demorou muito para descobrir seu sonho?
    A matriarca pareceu um pouco nostálgica ao pensar.
    — Na verdade, eu achava que tinha um sonho, mas aí descobri que aquele sonho não era bem o meu grande sonho – refletiu. – Eu acho que a gente tem que descobrir nossos sonhos explorando tudo que conseguirmos. Vai chegar uma hora que você vai encontrá-lo lá longe, ou dentro de casa, assim como eu – riu a mulher. – Ter o mundo era meu sonho de vida, depois eu descobri que queria apenas estar em paz com as pessoas que eu amo. Me tornei uma dançarina pois eu sempre amei isso e tento estar sempre em contato com vocês.
    — É que... – Hilda abriu seu coração. – Eu não tenho um sonho. Mas queria ter um só para sentir qual a sensação de que é correr atrás de um igual ao Hilbert, o garoto que eu conheci.
    — E porque você não “segue” ele?
    — H-hã?
    — Do jeito que você me contou, parece que se dão bem. Deveria seguir o garoto.
    — Você fala em seguir em uma jornada junto com ele? Daquelas que treinadores fazem quando completam dez anos com um Pokémon inicial e tudo mais? – questionou a menina, um pouco interessada.
    — Talvez não precise necessariamente fazer todos os passos, mas só o fato de sair de casa e conhecer o mundo já ajuda a respirar novos ares e ter outros pontos de vista. E quem sabe em uma dessas, você não vem pra Nimbasa e me faz uma visita? – riu Havana.
    — E-eu acho que você tem razão.
    Apesar de possuir uma vida confortável que lhe dava a sensação de liberdade, Hilda nunca se sentira com tal sensação, principalmente por ouvir sempre dos tios que o fato deles possuírem dinheiro muita das vezes a obrigar a se esconder. De repente, Hilbert surge, e mesmo limitado financeiramente, mostrava que liberdade e sonhos não se compravam. Era como uma rua movimentada, de dentro do carro você está seguro e confortável, mas é como pedestre que você encontra a adrenalina e o perigo de atingir seu objetivo e sonho de atravessar a rua. E ela estava pronta e determinada a descer do carro.
    — Não sou a Professora Juniper, mas eu quero te dar um Pokémon. Eu ia te dar de qualquer jeito, mas ele fará mais sentido agora. Tá com o dispositivo de transferência ligado?
    — Tá sim. É só mandar – sorriu a garota.
    Dispositivos de transferências de Pokémon e objetos eram comuns em Centros Pokémon e grandes laboratórios, mas por algum motivo – talvez até fútil – Benjamin resolvera que queria um desses em tamanho reduzido em casa. Eram raras as vezes que o dispositivo, acoplado ao notebook, era usado.
    Uma Pokéball diferente começou a surgiu sob o aparelho, ela não era vermelha e branca como a maioria, era preta, com uma listra vermelha no topo e no meio uma faixa de cor dourada que brilhava conforme a luz passava sobre ela.
    — É uma Luxury Ball? O tio Ben adora usar essas – Hilda analisou cuidadosamente o objeto esférico antes de pegá-lo. – Posso descobrir o que tem aqui dentro?
    — Com toda certeza – sorriu Havana.
    Pressionando o botão que acionava o mecanismo que abria a Luxury Ball, a garota libertou o que estava lá dentro. A pequena criatura se remexeu para arrumar os pelos sob as quatro patas, o Pokémon se assemelhava uma raposa de pelagem preta. Seu rosto contava com um par de olhos azuis e suas pálpebras eram vermelhas como se usasse maquiagem, tinha um focinho comprido com um minúsculo nariz preto e uma boca que na maioria das vezes parecia se esconder, mas quando era revelada, exibia um enorme par de presas pontiagudas. No topo da cabeça, havia um admirável par de orelhas com uma espécie de topete com detalhes em vermelho. Em volta do pescoço, uma pelagem fofinha com um tom mais preto servia como uma espécie de cachecol, o corpo magro e pequeno terminava e uma cauda peluda e nas quatro patas, detalhes em vermelho que lembravam botas. Era conhecido como Zorua.



    — QUE FOFO! – exclamou a menina, assustando um pouco a criatura. – Ah meu Arceus – ela pegou o Pokémon no colo que ainda estava um pouco confuso e abraçou com cuidado. – Eu adorei, mamãe.
    — É uma fêmea de Zorua que tem a habilidade de se transformar em outros Pokémon e pessoas, como uma espécie de Ditto, só que eles fazem isso por pura diversão – explicou Havana, se ajeitando em seu lugar. – É quase um bebezinho, nasceu há poucos meses e eu estava esperando-a crescer um pouco para poder te dar.
    — Eu adorei, de verdade. É praticamente minha própria companheira particular – a menina abraçou a criatura carinhosamente que lambeu sua bochecha e fez a garota rir.
    — Essa é a intenção. Se você realmente for seguir jornada com aquele garoto não esquece de conversar com seus tios, ok? E toma cuidado. Passa repelente, leva dinheiro, cuidado com pessoas suspeitas, leva um casaco, um boné para não pegar sol, use calçados confortáveis, dorme bastante e.... – quando percebeu, a mulher começou a rir junto com a filha.
    — No final de tudo, você ainda é minha mãe, mesmo estando longe – comentou Hilda, recebendo um olhar curioso de sua nova companheira, Zorua.


    A garota contou no mesmo dia para Maisy e Benjamin sobre a conversa com Hilbert na madrugada e com sua mãe, aproveitando para apresentar a Zorua que logo se deu bem com os outros Pokémon da casa. Aproveitou também para contar sobre sua decisão de seguir Hilbert na coleta das insígnias para que, de acordo com o que ela mesmo dissera: “Devo encontrar meu próprio sonho”. Mesmo hesitantes, os tios concordaram com a decisão, estavam acostumados com a presença da sobrinha, mas não podiam impedir ela de uma decisão importante. Se todas as crianças seguiam esse caminho, por qual motivo ela seria diferente?
    Hilda conversou também com Bianca que aceitou convencer a Professora Juniper em ceder uma licença de treinador ao jovem Hilbert. A professora e a assistente combinaram de esperar a ida do garoto até Nuvema Town, cidade onde o laboratório se localizava, para que tudo fosse oficializado. Depois, encontrou com o garoto que comemorou e aceitou a ideia da garota em segui-lo.
    — Você vai pagar as despesas né? Quero dormir em lugares chiques das cidades e comer bem – comentou ele.
    — Posso pensar no seu caso – ela riu.
    Depois de alguns dias, era hora da partida. Hilda escolheu optar por roupas leves, vestindo um curto short jeans rasgado com detalhes em branco que dava um ar mais moderno a peça de roupa. Uma regata branca combinava com um colete preto que possuía bolsinhos para praticidades, uma bota de cano médio preta confortável para longas caminhadas com detalhes em rosa e na cabeça, o cabelo preso em rabo de cavalo alto junto de um boné branco e rosa com uma estampa de Pokéball na frente, assim, conseguia se proteger do sol. Para guardar objetos, levava consigo uma pequena bolsa transversal rosa.


    — Tá pronta, Sombra? – perguntou a garota para a Zorua ao seu lado. A criatura resmungou animada, seguindo sua dona, toda desajeitada.
    Hilbert estava esperando-a no prédio. Benjamin havia combinado de dar uma carona para os dois até Nuvema. O garoto vestia o mesmo look de sempre, a calça preta jeans, com a camiseta preta, o boné e tênis vermelho, mas agora, possuía uma jaqueta azul com detalhes em branco e azul marinho (um pequeno mimo de Maisy), a peça contava também com uma touca para eventuais acontecimentos envolvendo chuva.


    Oliver foi o primeiro a abraçar a prima.
    — Vou sentir sua falta, prima Hilda – disse. – Mas eu vou contar para todos os meus colegas da escola que você saiu em uma grande jornada para capturar um monte de Pokémon!
    Ela retribuiu o abraço e riu.
    — Prometo que vou te trazer um Pokémon bem bonito quando eu voltar.
    Dessa vez, foi Maisy que abraçou a sobrinha.
    — Você é praticamente uma filha pra mim, sabe disso – começou, com a voz embargada. – Vou sentir falta de uma companhia feminina aqui – riu. – Se cuida, tá?
    — Pode deixa, tia.
    — Pronta? – perguntou o menino de boné quando as despedidas terminaram.
    — Ansiosa, mas mais pronta do que nunca – riu Hilda, animada.
    — Então vamos atrás dos nossos sonhos!


       
     

    { 16 comentários... read them below or Comment }

    1. Oi Star!!!
      Vou dizer, eu achei o capitulo bem interessante, principalmente pelo fato de O MISERAVEL TER FALSIFICADO AS INSIGNIAS!!!

      mano, que que o moleque tem que ter na cabeça pra achar que insignia falsa ia ser o suficiente pra enganar a galera da liga? Parece o Red de AeK de tão burro, pela mor de arceus.

      Gostei desse lado mais stalker dele, perseguindo a Hilda, tipo, uma semana depois de se encontrarem, ele me parece bem desocupado msm, tipo eu. E esse aparelho de trasnferencia compactado deve ser bem caro, já que tipo, geralmente é coisa de laboratório.

      E uma coisa, a liga vai ser como o anime, ou como os jogos, enfrentando a Elite direto? Pq ao que parecia, ele resolveu falsificar as insignias pq a liga já estava próxima, mas agora vai sair unova a fora buscando as insignias, então eu fiquei mais em duvida ai mesmo.

      E o Hilbert não me cheira bem, não é só coisa de um adolescente desesperado por seus sonhos, mas me cheira como um...encrenqueiro.

      Mas isso só o tempo dira

      Bom, eu acho que era só isso que tenho que dizer sobre o capitulo, que apesar de curto, ficou mto bom.

      Ansioso pelo próximo capitulo, estrelinha de unova <3

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      1. Yooo Wall <3

        Obrigada por vir

        Cara, eu também não sei o que eu tinha na cabeça quando tive a ideia brilhante do Hilbert falsificar suas insígnias, mas a verdade é que eu queria fazer uma pequena crítica de que as condições financeiras de uma pessoa podem ser um ponto limitante nos sonhos dela.

        Red de AeK tem escola de como ser burro e o Hilbert repetiu 4 vezes de ano hausahshuas

        Esse lado stalker e desocupado é algo bem humorístico pra fanfic, estamos apenas conhecendo esse garoto, temos muito para ver dele :3
        Benjamin é burguês safado ahsuhaushua

        Eu gosto da elite dos jogos, odeio a ideia de fazer um torneio com batalhas seguidas, é bem chatinho de escrever e deve ser um tanto enjoativo de ler kk Então, é só pegar as insígnias e desafiar a Elite 4

        Eu prometo que em breve você vai amar o pequeno Hilbert assim como eu amo ele :3

        Agradeço o comentário, até mais <3

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    2. E assim, a jornada em busca de novos sonhos têm início! Gostei muito da conversa da Hilda com a Bianca e a maneira como ela ainda está descobrindo o que fazer da vida, quantas vezes não nos sentimos como ela nessa longa jornada, né? É melhor do que ficar sentado esperando uma luz milagrosa que nos mostre o que fazer, sem contar que vai ser bom ter alguém que coloque o Hilbert na linha e o impeça de sair por aí fazendo besteira haha

      Que presente encontrar uma ceninha rápida da Havana! Não esqueça de ir escrevendo o Vozes do Paraíso vez ou outra, ansioso para saber mais sobre as origens dessa família :3 A cena do quarto foi muito adorável, agora entendo porque minha voz sempre diz pra trancar a janela do terceiro andar kkkkkkk E uma Zorua é uma excelente escolha para inicial, mal posso esperar para ver que tipo de personalidade você vai dar para ela.

      Mantenha o ritmo de postagem, Star! Continue escrevendo sempre :3

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      1. Hey Canas. Finalmente você leu mais do que o primeiro capítulo kkk Sinto agora que essa fanfic vai engatilhar de vez.

        Nenhum adolescente ou pré sabe o que realmente quer da vida, o mundo pra eles está começando agora (O Hilbert é uma pequena exceção, mas é o Hilbert, o que esperar dele? asuhashuhaus)

        Esse capítulo foi cheio dos diálogos e eu tive receio de parecer cansativo, então tentei jogar um pouco de humor e tirar falas desnecessárias, no final, me sinto bem com o capítulo.

        Havana, meu amor todinho, é muito engraçado trabalhar com personagens que originalmente só pertenciam a uma história e agora aparece em duas. Eu espero conseguir conciliar a Havana mais velha com a Havana mais nova de Vozes do Paraíso.

        A cena do quarto é minha favorita! É tão bizarra quando você pensa essa cena seria tão errada na realidade, mas é tão fofa quando você deixa se levar pela ficção.

        Zorua é meu Pokémon favorito de Unova, não tinha como ser diferente :3

        Obrigada pelo comentário, Canas

        See ya

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    3. Para começar… Que Hilda da imagem é essa, em? Hot.

      O capítulo começa no exato momento que terminamos, com uma questão e tanto, uma bomba é jogada para cima do Hilbert com uma afirmação daquelas do último capítulo, onde as insígnias eram na verdade falsas, mas quem acaba por sair ainda mais espantada nesta situação, além de nós, claro, é a Hilda com o rapaz ainda admitindo que foi ele que fez isso tudo, sabe o que me chamou bastante atenção?

      ‘’ — VOCÊ MENTIU! E EU CONFIEI EM VOCÊ! Qual o seu problema, hein?! Achou que iria conseguir fazer algo sem planejar nada? – a garota sentiu seus olhos encherem de lágrimas e por pouco as pernas falharem pelo nervosismo. Odiava mentiras. ‘’

      Esse pequeno excerto me faz acreditar que algo deve ter acontecido com a nossa querida Hilda durante a sua infância, seria com a sua mãe? Não… Essa minha teoria foi logo descartada logo depois da introdução da mãe ( que por sinal, achei maravilhosa ), seria então algo do seu pai? Lhe prometendo que lhe voltaria a ver? Hmmm, não sei… Talvez seja só parte da personalidade dela, maassss…. Minha teoria ainda está em pé ~rs

      A conversa das amigas foi bem interessante e legal ! Foi muito fofo ver a reação da Hilda perante a miga e que de certa forma, mesmo depois de ter passados alguns dias, ela não parecia querer esquecer o nosso querido Hilbert, já shippo os dois demaaaaiiisss, a Bianca então? Um amor de pessoa, vai ser muito agradável ver esta personagem ao longo da sua história já que ela possui uma storyline bem legal nos jogos, quero ver a maneira como você vai trabalhar isso, aprofundando bem mais e dando o seu toque único kkkk

      A escolha de Zorua para mim foi acertada! Ela tem a cara da Hilda e assim como o Canas disse logo em cima ( é gente, eu leio os comentários também ~rs ) eu também mal posso esperar para ver que tipo de personalidade você vai dar para ela, afinal Zorua é conhecido por ser um pokémon bastante travesso com a sua habilidade de ilusão, to muito interessado agora para ver qual iniciais os dois acabaram por pegar no final, já estou fazendo as minhas apostas.

      Bem.. Acho que é tudo! Preciso nem dizer que a sua escrita foi ótima, né? Cada dialogo que me fez adentrar nos personagens e apesar de não ter citado muito sobre isso, acho os seus diálogos muito vivos e reais! Quem me dera escrever desse jeito! <3

      Uma Boa Noite e espero encontra-la no próximo capítulo <3

      ‘’ — Então vamos atrás dos nossos sonhos! ‘’, Hilbert

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      1. Yoo Welfie

        Bem-Vindo ao capítulo 2 ❤
        Eu tenho um pequeno preconceito com esse capítulo pq ele é cheio dos diálogos rs Mas estou vendo que está animando a galera então isso me deixa feliz

        Suas teorias são interessantes e posso dizer que parte dela está correta

        A Bianca é uma das minhas personagens favoritas do mundo Pokemon, ela tem uma inocência, uma alegria e uma história muito boa para se trabalhar. Espero acertar muito com ela.

        Zorua, meu favorito de Unova, não podia ser diferente ❤

        Obrigada pelo comentário e pelos elogios, Welfie.

        Te vejo nos próximos capítulos

        See ya

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    4. O Hilbert falsificou as insíginias velho, O Miseravi é um gênio mal compreendido. E eu fiquei com dó dele, sei lá, mesmo com as ações duvidosas, foi a maneira que ele encontrou de seguir os sonhos dele. Quem bom que conseguiu uma ajuda descente agora.
      Ah, eu adorei a conversa da Bianca com a Hilda,foi muito natural e realmente pareceu uma conversa de amigas. Tomara que ela também saia em jornada e tenha seus sonhos realizados, mesmo pq a achei mto fofa <3.
      Ok, a Hilda ia acertar ele com um travesseiro kkkkkkk. MDS, porque to achando tão fofa a interação deles? AAAHH já shippo.
      VELHO, apesar de eu shippar, PORQUE DIABOS NINGUÉM ACHA ESTRANHO E PERTURBADOR UM MOLEQUE TE SEGUIR E ENTRAR PELA JANELA DO SEU QUARTO DE MADRUGADA? Será que dá para as pessoas serem sensatas?
      A mãe da Hilda é uma fofa e eu amei a inicial, Zorua melhor poke de Unova e quem discorda é nazista. Também achei legal essa coisa da Hilda sair de casa sem essa coisa de ser treinadora ou coordenadora, apenas para viver uma aventura e descobrir um sonho para seguir, me lembra um pouco o meu Brendan.
      O HILBERT VAI FAZER A HILDA VIRAR SUGGAR MOMMY! A cada dia a inteligência desse menino me impressiona mais, não dá pra não respeitar.
      Adorei o capítulo 2, Star. Acho que seu ponto mais forte pelo que percebi até agora foram os diálogos, muito bem construídos e naturais. To ansiosa pra ver como vai ser esses dois e o Vic andando por Unova, com certeza um poço para encrencas.
      Abraços!

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      1. Yooo Carol

        Bem vinda ao capítulo 2 <3

        Muitas revelações sobre essa saga da insígnias, no final o Hilbert é um pobre coitado que só quer viver seus sonhos, não julgo-o rs
        Eu adoro a Bianca, de longe umas das minhas favoritas do mundo Pokémon, ela é toda meiga, desastrada, bate de frente com o pai para fazer o que quer. Um exemplo de garota <3
        Agradeço demais os elogios sobre os diálogos, eu adoro fazer conversas, mesmo tento preconceito em achar que esse capítulo ficou monótomo com tanta conversa huashahusahus
        A CENA DO QUARTO DA HILDA É MINHA FAVORITA. Ela é toda inusitada mas tem aquele pouco de shipp e também é um jeito de você conhecer melhor os personagens. SENSATEZ E UNOVA NÃO COMBINAM AHSUAHUSUAHS
        Havana é minha joia especial, eu criei ela beeeem antes de Unova exitir. ZORUA MELHOR POKÉMON, SE DISCORDA, PACIENCIA <3
        A Hilda no final vai ser uma pobre perdida querendo um sonho pra ela enquanto banca o folgado do Hilbert ahusausuahshuahus MELHOR PESSOA

        Obrigada Carol pelo elogio e comentários <3 Te vejo no próximo capítulos

        Um abraço
        See ya

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    5. Oiii, Star!

      E então a aventura vai começar.
      Realmente, menino Hilbert, você não ia chegar muito longe com essas tampas de garrafa pet com adesivo em cima. Pelo menos tentou. Na verdade isso foi algo criminoso, então...
      Ah, e ele ainda é um Stalker, e fica invandindo as residências de noite kkkkk Ele pelo menos divertido é, vamos ver como vai ser seu desenvolvimento.
      Concordo com o Hilbert, a Bianca é bem bonita. Aliás, gostei bastante da personagem, mesmo que não tenha tido muito destaque. Espero ver mais dela.

      Família burguesa, tem equipamento que nem usa. Essa ente rica, viu? kkk
      ZORUA!!! Bixo muito fofo.

      Agora vamos ver qual vai ser o objetivo da Hilda nessa jornada. Estou bastante curioso sobre isso.

      E creio que é isso. Até mais, Star!

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      1. YO ALEFU <3

        LÁ VAMOS NÓS
        O cara queria entrar na liga com aqueles tazos que vinham em pacotes de salgadinho e achava que iria dar certo. INOCENCIA TEM LIMITE, ANJO.
        Só tem os criminoso, mas juro que é um crime inocente, considerando que ele não foi pego por nenhum oficial. Mas foi bom ele encontrar a Hilda, ela meio que abriu a cabeça dele hushaushuahus
        Stalker ta no sangue, e a cena do quarto é minha favorita.

        BIANCA É MINHA PERSONAGEM FAVORITA DO MUNDO POKÉMON <3 Ela é fofa demais aaaaaaaaaaaaaaaaa

        Familia Foley : BURGUESES SAFADOS
        ZORUA AAAAAAAAAAAAAAAAA <3

        Hilda full perdida hasuahusahu

        Obrigada por comentar, Alefu <3

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    6. Eu ainda estou perplexo com a descoberta de que o Bertinho é o miranha. Ele ri na cara do perigo (hienas.mp3 no background). Não só isso como falsificou as próprias insígnias na cara dura pra poder entrar na Liga. Eu achei que ele tinha tomado um golpe, eu relevei o roubo dos Casteliacones porque ele tava faminto, mas agora eu começo a pensar que o garoto é um psicopatinha não muito perigoso - talvez só seja perigoso pra ele próprio...

      Achei legal a forma como você apresentou a relação entre a Hilda e a Havana. Mesmo com a distância e a vida corrida de celebridade, a mulher sempre encontra um tempo para se fazer presente na vida da filha. E é legal saber que da própria Havana veio o Pokémon inicial da protagonista. Vai ser interessante acompanhar o desenvolvimento das duas, já que a Sombra é quase uma recém-nascida.

      Bem, agora faltam poucos preparativos para a aventura começar. Vamos aguardar que eles peguem suas licenças com a Professora Juniper e finalmente saiam pela estrada.

      Até a próxima! õ/

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      1. Yooo Shadz

        OMIRANHA HILBERT VIRA PRA HILDA E FALA : SRTA FOLEY, EU NÃO ME SINTO BEM hausahshuahus
        Bertinho deu golpe nele mesmo, maneiro seria imaginar como seria se a Hilda não tivesse descobrido e ele tivesse partido pra liga de verdade, o que teria acontecido? aushashuashuahu

        Esse trecho com a Havana é a forma que eu encontrei de não parecer que a relação da Hilda com a mãe é superficial, eu ainda pretendo trabalhar muito mais com ela, mas por enquanto, eu só quis dar esse gostinho <3

        Logo deve começar tudo finalmente e vai ser a hora da ação.
        Obrigada pelo comentário, Shadz

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    7. Tal como eu tinha previsto anteriormente! As insígnias de Hilbert são falsas e ele sabe. No entanto, não as roubou mesmo. Ele apenas as "fabricou" de forma errada. Isso é muito psicopata mas genial ao mesmo tempo. Pena não ter conseguido da melhor forma mesmo.

      Encontramos Hilda e Bianca a conversarem sobre a sua amizade e o rapaz que Hilda conheceu. Eu adorei esta cena, super confortável e querida, sabe? Quase como se estivesse a assistir, de facto, a uma conversa entre duas amigas reais. Foi muito genuíno mesmo e eu adorei. E espero ver mais de Bianca, é claro! Sempre achei muita piada à sua personalidade nos jogos.

      Hilbert volta a fazer das suas e, desta vez, faz uma visita a Hilda durante a noite. Eu disse psicopata anteriormente e mantenho a minha opinião!! Mas claro, Hilda continua a ser ingénua (indentifico-me) e força a amizade com o rapaz. Entre a conversa dos dois, vários tópicos surgem. Vemos dois adolescentes com realidades completamente distintas um do outro. Enquanto Hilbert aparenta vir de uma família carenciada, que deseja atingir o topo do seu sonho, lutando contra as expectativas de tudo e todos à sua volta, Hilda, que vive de forma confortável, parece não se incomodar com o futuro da sua própria vida, como se estivesse parada ou até mesmo perdida no tempo. Essa diferença entre os dois personagens é bem interessante e pode gerar boas conversas.

      No dia a seguir, Hilda relata todos os acontecimentos à sua mãe. Havana parece uma mulher muito querida e simpática. Apesar de longe, ela continua presente na vida da sua filha. Olha só! Foi ela que lhe ofereceu o seu primeiro Pokémon. Eu fiquei bem surpreendido por ser uma Zorua, mas estou curioso para ver o desenvolvimento desse Pokémon e da sua relação com Hilda. Quem sabe, Zorua agora pode ajudar Hilbert nos seus planos loucos, hã?

      Depois dessa conversa com a sua mãe, Hilda decide, finalmente, acompanhar Hilbert na sua jornada. Achei curioso este facto. Estou muito ansioso para ver o desenvolvimento desta personagem em particular, uma vez que o seu sonho permanece um verdadeiro mistério, não é mesmo? Quero ver como ela vai se descobrir ao longo dessa viagem. Da mesma maneira, mal posso esperar para ver como Hilbert se comportará e a forma como ele irá lidar com os desafios de ginásio. E Victini? Qual será o papel dele no meio de toda a história?

      Continuo a adorar a história, principalmente a forma tão natural e calma como Star escreve e relata os acontecimentos e pratica os diálogos entre as várias personagens. Continua com toda a força!

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      1. Yooo Angie

        E não é que o Bertinho é um gênio da criatividade, porém, inconsequente hasuahsuuahs

        Eu adoro a Bianca, é uma das minha favoritas em Unova e creio que ela mereça o devido espaço, mesmo que não seja como uma protagonista :3
        HILBERT ESCALANDO PRÉDIO PQ ELE É O HOMEM ARANHA, O CURRÍCULO DESSE MENINO É GRANDE AHUSAUSHUASHUAHUS Que bom que vc percebeu esse equilibro entre os dois, é o que acaba completando os personagens, apesar de ser clichê, esse equilibro é sentido pelo leitor que pode escolher seu personagem favorito :3

        Zorua é meu Pokémon favorito de Unova, achei uma boa ideia dar uma para a Hilda.
        A Hilda saiu para uma jornada de auto conhecimento, acho que a gente acaba se descobrindo quando tem a oportunidade de explorar tudo que o mundo nos oferece <3
        O Vic terá seu momento, prometo.

        Obrigada pelo comentário, Angie <3

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    8. Oie Star, tudo bom?

      Finalmente vim deixar um comentário pelas adoráveis terras de Unova, perdão pela demora mas aqui estamos <3

      Gostei bastante do capítulo, um pouco mais da personalidade da Hilda sendo mostrada, bem interessante ela não ter um sonho e querer encontrar esse sonho saindo em uma jornada, então o sonho dela é encontrar um sonho HAUAHAUAHAUAHAU

      E TEVE A BIANCA, ADORO ELA, a conversa delas foi legal tanto pra mostrar um pouco a amizade em um papo mais tranquilo como pra dar algumas infos sobre como as coisas funcionam por aqui e como elas se conheceram.

      E O BERTINHO É MÓ STALKER SEGUINDO A GURIA NA RUA, CHAMA A PULISIA, brincadeiras de lado, eu gosto da interação dos dois na cena do quarto, eles contrastam bem, de um lado o Hilbert full determinação e sonhos e do outro a Hilda tentando se achar no mundo, fica uma dinâmica bem legal, quero ver como esses dois se saem viajando.

      Gostei da forma que você mostrou a conversa da Hilda com a mãe, mó fofinho elas mesmo longe e com a vida corrida querendo manter um contato próximo mesmo que via internet, e serviu como o empurrãozinho que ela precisava pra sair pelo mundo, SEM CONTAR QUE AINDA GANHOU UMA ZORUA, MELHOR MON, E SOMBRA É O MELHOR NOME DE MON DISPARADO.

      Bem, acredito que seja isso, gostei bastante da forma que as conversas fluiram e das interações entre os personagens.

      See Ya

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      1. Yoo Grovy

        Não se preocupe com isso, qualquer leitor é sempre bem-vindo <3

        Essa linha de pensamento sobre a Hilda foi maneiro haushuauhsahu "Qual o seu sonho?" "Ter um sonho"
        É legal pensar que nem todas as pessoas tem um sonho, muita das vezes pq vivem a vida no automático ou pq nunca pensaram em um mesmo, mas sonhos são uma espécie de combustível para nós, é eles que vão dar uma espécie de rumo na nossa vida e que nos fazem levantar da cama motivados a tentar e tentar. E talvez seja essa sensação que a Hilda queria.

        Bianca princesinha de Unova <3 Adoro a construção da personagem, o design dela e tudo mais, ela e o Cheren com certeza são um dos meus favoritos em Unova, espero que eu consiga acertar mais com ela no futuro <3

        CHAMA A PULISA QUE ESSE MOLEQUE NÃO PAROU AINDA HAUSUHASHU Apesar de bizarro, esse choque de cena que acaba num diálogo super motivacional acaba sendo um elemento que eu gosto em animes, por exemplo. Pra que se encontrar do nada se a GENTE PODE ESCALAR UM PRÉDIO, NÃO É MESMO?

        ESSE DIÁLOGO COM A HAVANA É TUDO PRA MIM <3 Apesar dela parecer uma irresponsável mandando a menina sair com um moleque aleatório, gosto de pensar que tanto a Hilda quanto a Havana tem essa confiança e que o mundo Pokémon é um pouco mais ideal do que a gente pensa.
        SOMBRA, MELHOR MON <3 OBRIGADA PELO NOME, GROVY, TU ME SALVOU NAQUELE DIA HAUSHUASHUAUHS

        Obrigada, Grovy, apesar de ser um capítulo sem grandes ações, eu adoro ele <3

        see ya

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