• Thursday, June 4, 2020


    O sol levantou-se com esplendor naquele dia, como se anunciasse que coisas boas iriam acontecer, enchendo todos os moradores de Striaton de determinação, principalmente o jovem Hilbert, que saltou da cama logo cedo e convenceu a todos os outros que eles precisavam ir para o Restaurante Triple Trouble alegando que hoje seria um dia de transformações.

    Era por volta das 8 da manhã quando todos estavam na rua, sonolentos, seguindo o agitado e animado garoto enquanto resmungavam o motivo de acordarem tão cedo.

    — Eu não acredito que deixei ele me convencer de sair da cama tão cedo – murmurou Hilda, coçando seu olho direito.

    — Eu espero que tenha um bom motivo para isso – bocejou Bianca. – Sortuda foi a Professora Fennel e a Amanita que conseguiram se livrar dessa.

    — Eu quero minha cama! Hilbert, porque precisamos ir no restaurante tão cedo? Você não vai conseguir uma batalha a essa hora, viu o desastre de ontem? Eles devem estar ocupados! – argumentou a garota de cabelos castanhos.

    O jovem de boné começou a caminhar de costas.

    — Não é pela batalha, sinto que hoje vai ser um dia incrível no restaurante e a gente precisa participar – respondeu. – O P. Netto vai voltar hoje e o Cilan vai fazer o melhor prato para impressionar ele.

    — Como você sabe disso? – questionou sua companheira, cruzando os braços.

    — Eu tenho meus contatos.

    Os três se aproximaram do restaurante que logo cedo estava de portas abertas, o garoto foi o primeiro a entrar.

    — Cilan! Chegamos!

    Ao invés de serem recepcionado pelo líder de ginásio, quem apareceu foi uma solitária e desesperada garçonete que se aproximou dos jovens.

    — N-não estamos abertos ainda – informou, logo em seguida, murmurou: - E nem sei se vamos.

    — O que aconteceu? – questionou Hilda, olhando o salão.

    — Aparentemente, todos os garçons e garçonetes tiveram um surto de gripe e não puderam vir. Ou seja, sobrou para mim a maravilhosa tarefa de cuidar de um salão inteiro. Logo hoje que o Chef P. Netto vai vir aqui e querer tudo perfeitinho.

    — Q-que horrível – lamentou Bianca.

    — Nós vamos ajudar! – ofereceu Hilbert.

    As duas companheiras do garoto encararam ele.

    — Hoje vai ser um dia importante para o Cilan e os irmãos dele, e eu prometi a ele que os ajudaria como pudesse e aqui estou eu.

    — E porque você quer colocar a gente no meio disso? – murmurou a morena.

    O garoto fez a sua melhor cara de cachorro “pidão” e encarou a amiga no fundo dos olhos.

    — Por favor...

    — Ah! Não tem como resistir, Hilda! – riu Bianca, colocando as mãos sobre os ombros dela.

    — Ok, ok – cedeu a garota – O que temos que fazer?

    Antes que a garçonete pudesse responder, Cilan apareceu no salão.

    — Eu sabia que tinha reconhecido algumas vozes – riu, se aproximando.

    — Cilan! Hoje é o grande dia! – exclamou Hilbert, agitado.

    O líder riu, enrolando um band-aid sobre um dos dedos.

    — É hoje. Mas aparentemente não estamos tão prontos assim. E para ajudar tivemos esse probleminha com os funcionários – suspirou. – A vinda do Chef P. Netto, os três irmãos confusos e funcionários gripados. Parece que...

    — Arceus está conspirando contra vocês – completou o treinador de boné vermelho. – Não se preocupe com o salão, Cilan, estamos aqui para ajudar. Faça seu melhor prato e deixe o resto com a gente.

    Cilan sorriu e olhou para a garçonete.

    — Ensine a eles o básico. Deve ter roupas do tamanho deles nos fundos – e olhou para as três crianças a sua frente. – Muito obrigado – e voltou para a cozinha.

    — Hilbert, você sabe ser um garçom, certo? – questionou Hilda, imaginando a graça que seria ver o amigo se atrapalhando com as bandejas e pedidos.

    — É claro que sei. É só anotar e servir. O que pode dar de errado?



    — NÃO! NÃO! NÃO!

    Os gritos de protestos foram ouvidos por todo o restaurante e talvez até por alguns prédios vizinhos. Se tratava de Hilbert, que estava no vestiário masculino, em frente a um grande espelho indignado com o uniforme que lhe fora oferecido.

    Cores e tamanho não eram o problema. A grande questão é que ele estava usando um belo... vestido de garçonete marrom rodado com direito a meias, sapatilhas e um pequeno chapeuzinho (que servia para esconder os chifres do garoto).

    Eu acho que você está uma gracinha – debochou Victini, sentado em um banco ao lado de Grimaud.

    S-Senhor Hilbert, e-eu não sei o que o senhor seu pai diria ao te ver desse jeito – começou o pequeno Joltik, incrédulo – Mas ele provavelmente não ficaria orgulhoso.

    — Como se eu estivesse orgulho de usar S-A-I-A! – bravejou o garoto – E o vestido é feito de babado! Isso é ridículo!

    O que me impressiona é você saber o que é babado – riu Vic.

    — Eu vou tirar a limpo essa brincadeira.

    Batendo os pés, o garoto saiu do vestiário e se deparou com Bianca e Hilda, já vestidas também. Ambas estavam usando o mesmo modelo que Hilbert, mas estavam delicadamente maravilhosas, a garota loira não parava de ajeitar o busto, tímida, que marcava um pouco dos seus seios mais desenvolvidos, enquanto a morena parecia um pouco mais confortável com a roupa, apenas verificando se havia alguma parte amassada, quando notou o companheiro que não parava de encarar elas.

    — Hilbert, o que diabos tá usando? – Hilda não conseguiu segurar a risada.

    — E-eu – o garoto despertou. – É isso que eu quero saber também! É alguma brincadeira sua?!

    — Ora, porque eu faria uma brincadeira dessas?! – retrucou a companheira, brava.

    — Eu não sei! – respondeu, depois de pensar por uns segundos – Mas não tem graça.

    A garçonete encarregada por eles apareceu logo em seguida e analisou os três jovens, parecendo satisfeita.

    — Ah, ficaram ótimos.

    — Como assim “ótimos”?! – exclamou Hilbert – Olha o que eu tô usando!

    — Desculpa Hilbert, mas todos os uniformes masculinos ficam grandes em você.

    — T-Tá me dizendo... Que meu corpo só...

    — ...Só veste nos uniformes femininos – completou Hilda, soltando uma ligeira risada em seguida, deixando seu companheiro completamente envergonhado e frustrado.

    — Se serve de consolo, eu acho que as cores combinaram muito com você, Hilbert – disse Bianca, com cautela.

    O garoto olhou para loira, como se aquele “elogio” viesse diretamente de uma deusa.

    — Talvez não esteja tão ruim assim, né? – comentou Hilbert, mudando o tom de voz e soltando um sorriso bobo. – Agora chega de papinho e vamos começar! Senhorita, o que temos que fazer?

    A garçonete, que logo se apresentou como Rafaella, começou a ensinar, com muita cautela, procedimentos básicos de como atender e servir de maneira decente e organizada um cliente. Bianca e Hilda entendiam cada palavra, enquanto o jovem Hilbert parecia se perder em tantas palavras, mas jurando que faria corretamente ao ver a teoria sendo posta em prática.

     

    Na cozinha, enquanto isso, os três irmãos ainda pareciam em ritmos diferentes. Chili parecia contrariado em aceitar que três crianças fossem designadas a servir e cuidar de um salão tão grande ainda mais num dia importante. Cress dizia confiar em Cilan e na ideia, mesmo assim, parecia receoso sobre o plano que o irmão aprontara.

    — Precisamos nos concentrar primeiro nas montagens dos pratos normais – explicou Cilan, tentando organizar tudo. – Aí então, focamos na Casquinha de Krabby da mamãe para servir o senhor P. Netto.

    — Porque não servirmos um prato normal e que temos confiança em preparar? – sugeriu o irmão de cabelos vermelhos, tentando ser lúcido e lógico.

    — Eu prometi ao chef que seria a Casquinha de Krabby e vai ser isso, Chili. Eu entendo seu receio, mas estou confiante.

    Os outros dois irmãos suspiraram. Hilbert entrou na cozinha logo em seguida, parecia ter se acostumado com a ideia de saia, mas o líder de cabelos verdes não pode deixar de notar e esbanjar uma cara surpresa. O de vermelho escondeu um riso e o de azul lhe deu um beliscão de repreensão.

    — H-Hilbert... Desculpe... O que houve com sua roupa? – questionou Cilan, procurando tomar cuidado com as palavras.

    — Ah – o garoto olhou para si mesmo e disfarçou a vergonha. Por um momento tinha esquecido que estava trajando SAIA. – Isso é o de menos. Vim aqui só pra desejar boa sorte.

    O líder riu.

    — Agradecemos a ajuda novamente.

    O treinador ajeitou sua roupa e saiu, acenando.

    — Conhece esse garoto? – questionou Cress.

    — Conversamos ontem. Pode-se dizer que ele tem uma aura motivacional – riu.

     

    Não demorou muito para que os clientes para o almoço começassem a chegar, isso incluía também o grande Chef Érico P. Netto, que deu uma observada rápida no salão antes de ser recepcionado por Bianca com seu gentil sorriso.

    — Boa tarde, senhor P. Netto. Posso guardar seu casaco?

    — Desde quando você trabalha aqui? – questionou o homem, estranhando. – Você é meio nova para ser garçonete.

    — Infelizmente tivemos alguns problemas com funcionários e fui chamada para ajudar – respondeu, tentando se lembrar das instruções dadas por Rafaella sobre as possíveis perguntas do chef. – Mas não se preocupe, fomos treinados para dar um atendimento a altura para o senhor.

    — É o que veremos. Onde eu devo sentar? – perguntou P. Netto.

    — Preparamos uma mesa só para o senhor, fica perto da cozinha, mas com uma visão agradável – explicou a loira. – Por aqui.

    A jovem guiou o mais velho para seu respectivo lugar e o acomodou, seguindo todos os protocolos e regras de etiqueta, tentando o mais perfeito possível.

    — A ordem dos garfos está errada, mocinha – corrigiu Érico, como se aquilo fosse um pecado – Garfo de mesa, garfo de peixe e garfo para entrada – explicou, ajeitando.

    — S-sinto muito.

    — Só me traga o menu – resmungou, um tanto ríspido.

    Bianca rapidamente se aproximou de Hilda, que servia outra mesa e sussurrou com ela:

    — Ele tá de mau humor.

    — Quem?

    — Érico P. Netto. Quase surtou quando eu errei a ordem dos garfos – continuou, se certificando de que o sujeito do assunto não estivesse ouvindo. – Eu nem sabia que tinha mais de um tipo de garfo – riu baixinho, fingindo auxiliar a amiga.

    — Acho que precisamos animar as coisas – disse a morena, com uma feição de que uma ideia geniosa estava rolando em sua mente. 

    — Se você tiver um plano, por favor, execute-o. Antes que o Hilbert se desentenda com o convidado e bote tudo por água abaixo – disse a loira, procurando o treinador com os olhos, receosa.

    — Arruma uma caixa de som pra mim – pediu Hilda, terminando de anotar um pedido e indo para a cozinha.

    — Um caixa de som? – Bianca franziu a testa e logo foi abordada por Hilbert.

    — Bianca, isso aqui tá horrível – murmurou o garoto.

    — H-Hilbert, não ligue para os comentários maldosos das pessoas...

    — Do que tá falando? Eu estou me referindo aos nomes supercomplicados de escrever desses pratos. Parece até outra língua.

    — É Francês, igual em Kalos – explicou a amiga, mostrando os nomes. – É só fazer biquinho para pronunciar.

    — Porque língua de Kalos se a gente mora em Unova?

    — Sei lá, deve ser pra parecer chique – concluiu a loira.

     

    Na cozinha, os irmãos pareciam ter encontrado um ritmo, até o momento, não tinham ouvido reclamações sobre os pratos ou de pedidos trocados. Mas o grande desafio ainda estava por vir. Cilan não parava de espiar P. Netto que parecia mais crítico do que nunca com sua expressão séria. O líder quis tomar alguma atitude para acalmar o convidado, mas foi Hilda que se aproximou dele e lhe soltou um sorriso franco:

    Bonjour [Bom dia], sr. Érico P. Netto.

    Bonjour, senhorita – o homem olhou para garota.

    — Está confortável?

    — Poderia estar mais.

    — Acho que sei de algo que pode animar o senhor – Hilda se afastou um pouco da mesa se posicionou de frente para seu cliente, acenou para Bianca que rapidamente ligou uma pequena caixa de som, começando uma música que envolvia sons de violinos, violoncelos e piano.

    Na mesma hora, todos viraram a atenção para a garota que não pareceu se incomodar com todos os olhares.

    — O que ela vai fazer? – questionou Hilbert, curioso, ao lado da amiga loira.

    — Ela vai fazer o que uma Foley faz de melhor – sorriu a menina, sabendo exatamente o que se passara na mente de Hilda.

    Mon cher monsieur, it is with deepest pride and greatest pleasure that we welcome you today [Meu caro senhor, é com grande orgulho e maior prazer que lhe damos as boas-vindas este dia] – começou a garota, recitando o pequeno poema no ritmo da música, fazendo alguns passos leves de dança que pareciam estar memorizados – And now we invite you to relax, let us pull up a chair. As the dinning room proudly presents [E agora convidamos você a relaxar, vamos puxar uma cadeira. Enquanto a sala de jantar orgulhosamente apresenta] – ela fez uma pequena pausa e esperou um toque fino do piano – Your lunch [Seu almoço].

    — Ela vai cantar? – sussurrou o treinador de cabelos castanhos para Bianca.

    — Hilda fazia aulas de teatro quando mais nova – revelou. – Ela era tão boa que a colocaram para interpretar Lumière num musical infantil de A Bela e a Fera. 



    Hilda parecia uma profissional enquanto rodopiava e encenava com os objetos próximos. É como se tivesse herdado o talento artístico da mãe. Não suficiente em ser uma boa atriz, ela ainda cantava muito bem. A letra da música que cantara quando mais nova não parecia ter saído de sua memória, a garota só fazia pequenas adaptações na letra para se adaptar ao contexto:

     

    Be our guest, be our guest

    [Seja nosso convidado, seja nosso convidado]

    Put our service to the test

    [Coloque nosso serviço à prova]

    Tie your napkin 'round your neck, monsieur

    [Passe o guardanapo em volta do seu pescoço, senhor]

    And we'll provide the rest

    [E nós providenciaremos o resto]
    Soup du jour, hot hors d'oeuvres

    [Sopa do dia, aperitivos quentes]
    Why, we only live to serve

    [Porque nós apenas vivemos para server]
    Try the grey stuff, it's delicious

    [Experimente a ‘coisa cinza’, é delicioso]
    Don't believe me, ask the dishes

    [Não acredite em mim, pergunte as louças]

     

    Ao sinal da garçonete, Rafaella e Bianca começaram a servir pratos de entrada enquanto a garota continuava a encenar com a maior naturalidade possível, puxando algumas palmas rítmicas dos outros clientes do restaurante. O som do acordeão ao fundo começava a lembrar a própria Kalos. Hilda pegou um cardápio e sentou-se sobre a mesa, completando a música:

    “They can sing, they can dance

    [Eles podem cantar, eles podem dançar]
    After all, mister, this is Unova

    [Afinal, senhor, essa é Unova]
    And a lunch here is never second best

    [E um almoço aqui nunca é o segundo melhor]
    Go on, unfold your menu

    [Vá em frente, abra seu menu]
    Take a glance and then you'll

    [Dê uma olhada e você será então]
    Be our guest oui, our guest

    [Nosso convidado, sim, nosso convidado]
    Be our guest

    [Nosso convidado]”

     

    O chef P. Netto esbanjou pela primeira vez desde sua chegada um pequeno sorriso, o que fez Cilan, da cozinha, comemorar um pouco e repassar essa animação para seus irmãos.

    — É disso que precisamos! – exclamou ele, como se a cantoria tivesse acendido uma luz no fim do túnel. – A garota está fazendo o que faz de melhor.

    — O que quer dizer com isso? – questionou Chili, terminando de montar um prato.

    — O que fazemos de melhor, Chili?

    — Cozinhamos.

    — E o que mais?

    — Somos líderes de ginásio! – exclamou Cress, animado.

    O de verde foi o primeiro a retirar do bolso uma Pokébola e teve o ato repetido por seus irmãos.

    — Talvez se encararmos isso como uma batalha... – começou.

    — ...Poderemos encontrar um equilíbrio... – continuou o irmão de azul.

    — ...E vencer tudo isso – finalizou o de vermelho.

    Ao mesmo tempo, eles liberaram os três Pokémon. Assim como os irmãos, eram Pokémon idênticos, mas de espécies diferentes, três macacos amarelos que se diferenciavam pelos detalhes em suas cabeças e pernas. O que pertencia a Cilan possuía um topete verde que lembrava um arbusto com pequenas sementes, uma cauda comprida com duas folhinhas na ponta. O de Chili tinha o topo da cabeça semelhante a uma chama de fogo, o rabo era comprido e pontudo. E por fim, o Pokémon de Cress tinha algo que lembrava uma fonte e diferente dos outros, apenas a ponto do seu rabo era azul com três bolinhas. Respectivamente, esses eram Pansage, Pansear e Panpour.



    As três criaturas olharam para seus treinadores, curiosos com o ambiente.

    — Vamos precisar da ajuda de vocês...

     

    De volta ao salão, Hilda encerrou sua pequena peça e recebeu uma salva de palmas, a garota se curvou como se estivesse em teatro e soltou um sorriso satisfeita, pegando um pequeno bloco de notas e se aproximando de Érico.

    — Posso anotar seu pedido? – questionou, recuperando um pouco do fôlego.

    — Você sabe que não é uma apresentação sua que vai salvar esse restaurante né? – disse ele, folheando o menu.

    — Eu sei, mas enquanto eu puder ajudar, não vou poupar esforços – sorriu a menina.

    — Acho que reconheço seu rosto. Você é uma Foley, certo? A filha de Havana? Lembro do seu rostinho no restaurante quando mais nova.

    — Exatamente. Hilda Foley – riu. – Não estou surpreso de conhecer minha mãe, vejo o nome dela por todos os lados.

    — É talentosa que nem ela – o chef fechou o cardápio. – Vou dar mais uma chance para a famosa Casquinha de Krabby. Me surpreendam.

    A morena anotou e agradeceu a Érico, indo para a cozinha, mas foi parada por Hilbert.

    — O que foi aquilo?! – exclamou ele, em êxtase. – Você cantou, dançou, fez tudo. Aquilo foi incrível!

    — A-ah – ela ajeitou o cabelo, tímida. – Não foi nada...

    — Foi muita coisa! Obrigado, de verdade. O que ele pediu?

    — Uma Casquinha de Krabby – respondeu, mostrando a comanda de pedido.

    — Eu vou servir ele. Deixa o resto comigo – o garoto pegou a comanda e se dirigiu a cozinha. – Cilan, eu-

    O garoto interrompeu sua frase quando deparou com os três irmãos preparando pratos como se estivessem no meio de uma batalha.

    — Agora Pansage, vamos cortar as cebolas! – exclamou Cilan com o Pokémon em seu ombro. A criatura respondeu um grunhido de encorajamento e o líder começou a fatiar a planta.

    — Panpour, vamos amassar o alho com todas as nossas forças! – do outro lado, Cress tinha deixado sua aura calma de lado e assumido uma feição determinada. O Pokémon em seu ombro respondeu aos comandos de treinador e fazia movimentos de amassamento imaginários.

    — Eles estão indo bem, Pansear, mas vamos fazer nossa parte. Vamos acender esse fogo para esquentar a frigideira! – Chili parecia o mais agitado, sua animação era tanta que seu cabelo parecia a um ponto de virar uma chama real. – Use Ember!

    O macaco de fogo usou uma pequena quantidade de seu golpe para acender o fogão industrial para em seguida, seu treinador colocar o utensilio de aço e cobrir com um singelo fio de azeite.

    — O-o que tá acontecendo aqui? – Hilbert ainda estava intrigado e curioso.

    — Você tinha razão, Hilbert! Quando tudo der errado, faça do seu jeito – disse Cilan, sorrindo.

    — C-Como?

    — Não somos os melhores cozinheiros como nossa mãe, mas somos bons líderes de ginásio – Chili explicou.

    — Talvez não seja a melhor maneira, mas se encararmos a cozinha como um campo de batalha, poderemos coordenar nossas habilidades e fazer tudo isso fluir – completou Cress, por fim.

    — Obrigada, Hilda. Aquela sua apresentação nos ajudou também – agradeceu o líder de verde. – Mas agora deixa com a gente – ele sorriu, confiante.

    Hilda sorriu de volta e pegou o braço do amigo.

    — Vamos esperar lá fora – disse a garota com um sorriso gentil.

     

    Bianca e os outros dois companheiros passaram mais de uma hora servindo e atendendo os outros clientes, sempre olhando para a porta da cozinha esperando alguma notícia do trio de líderes. Surpreendentemente, o Chef Érico P. Netto não parecia tão impaciente, como se soubesse que talvez a espera fosse valer a pena. Estava entretido com uma taça de vinho e o resto dos petiscos da entrada.

    Foi quando Cilan saiu com Cress e Chili segurando uma bandeja de aço que estava lustrada, apoiada sobre ela, um singelo prato decorado com a casquinha de Krabby posicionada bem ao centro, decorada com um pequeno galhinho de tomilho para realçar a estética. Os três foram até a mesa de P. Netto.

    Hilbert se aproximou também com as amigas, estava mais nervoso pela situação do que estaria para uma batalha, e tinha certeza de que Cilan sentia o mesmo. O líder depositou suavemente o prato em frente a Érico que analisou todos os olhares esperançosos e jovens voltados diretamente para ele.

    — Não é muito agradável ter muitas pessoas te observando enquanto você come – comentou, enquanto arrumava um delicado lenço sobre o colo.

    — Só come de uma vez! – exclamou Hilbert, com a voz nervosa, recebendo uma cotovelada leve de Hilda.

    — Hilbert... – murmurou a garota, com a voz falha pelo nervosismo também.

    P. Netto começou a analisar a refeição a sua frente, parecia bem crítico sobre a apresentação, mas estava mais interessado no sabor, com classe, pegou um dos garfos e repartiu um pequeno pedaço da casquinha e levou até a boca. A cada mastigada, Cilan, Chili e Cress sentiam uma gota de suor escorrer pelo rosto, seus Pokémon estavam em seus ombros, curiosos ainda com tudo aquilo.

    — Está bom... – começou o chef, mas antes de continuar, Hilbert o interrompeu:

    — SÓ ISSO? “BOM”?! Eu tô usando saia para você falar “bom”?! Tipo, eu não ligo de usar saia, é o menor dos problemas. Mas esses caras deram seu máximo! – o garoto gesticulava sua indignação com os braços. – A Hilda até cantou! Meio desafinada, mas ela se esforçou – ele recebeu uma encarada da garota. – Por que é tão difícil elogiar uma comida? Você não é o dono do mundo para falar o que é bom ou que é!

    Quando terminou seu pequeno discurso, o treinador olhou em volta e percebeu a tensão no ar. Ele soltou apenas um “opa” sabendo da suposta besteira que fez.

    — Se todos tivessem uma dose diária da sua motivação e sinceridade, o mundo seria melhor, garoto – respondeu Érico, recebendo um olhar surpreso de todos. – De fato, eu acho besteira julgar comida como se meu paladar fosse o único e padrão, mas se para esses garotos – ele apontou para os líderes e continuou: - isso é importante, eu estou aqui com os braços abertos para ajudá-los.

    — Mas o senhor podia ter feito isso ontem! – Hilbert parecia indignado.

    — Eu podia. Eu podia mentir e dizer que era a melhor comida do mundo. Mas qual seria a graça? Eles levariam a mentira até quando? Tá, carregariam uma medalha, mas uma medalha falsa que não valeu nem o suor e a experiência – ele se levantou. – Hoje isso mudou. Apesar das dificuldades, eu vi uma garçonete que soube comandar três novatos. Uma mocinha que me recepcionou maravilhosamente, outra que dançou e cantou mesmo não sendo obrigada e um menino que vestiu saia e ignorou todos os olhares – com um sorriso, o chef virou-se para os trigêmeos: - E eu vi três chefes com problemas pessoais desesperados como todo chef de cozinha é, mas que deram a volta por cima de maneira criativa. A Casquinha de Krabby não está a melhor do mundo, mas está como a mais bem feita com carinho – ele sorriu. – Estarei enviando minha placa de reconhecimento essa semana. Vocês merecem.

    — A-ah, senhor P. Netto – a voz do líder de verde falhou um pouco pela emoção.

    — A mamãe ficaria orgulhosa – sorriu Cress, colocando a mão no ombro do irmão – Obrigado por não desistir dela.

    — Mandamos bem, Cilan! – comemorou Chili, animado. 



    A noite caiu tão rápida que ninguém percebeu, depois de parabenizar e comemorar um pouco, o grande Chef Érico P. Netto foi embora. Hilbert, Hilda e Bianca ajudaram os líderes a arrumarem o local. Os jovens se despiram de seus uniformes e estavam prontos para seguirem seus caminhos.

    — Confesso que vou sentir falta da saia – disse o garoto, dando de ombros.

    — Posso comprar uma saia pra você. Rodada, com babados e com brilhantes – riu a garota de boné rosa, ajeitando sua bolsa.

    — Tirando a parte do babado, eu aceito – o menino riu de volta.

    Os líderes trigêmeos se aproximaram.

    — Não temos como agradecer a altura pelo que fizeram pela gente – começou Cilan. – Foi incrível.

    — Para não deixar essa ajuda em vão, temos um pequeno presente – continuou Cress.

    — Nós três conversamos e decidimos te dar isso, Hilbert – Chili estendeu a mão fechada para o treinador.

    Curioso, o garoto estendeu sua mão e recebeu um pequeno broche com três losangos tricolor nas cores verde, vermelho e azul e com bordas grossas e douradas. Aquela era Trio Badge. 

    Imagem original: derkpointoh

    — Sei que não foi uma batalha como você esperava. Mas acho que foi tão emocionante quanto uma – sorriu o líder verde.

    — Minha primeira insígnia... – murmurou o treinador, admirado com o objeto.

    — Dessa vez a verdadeira – riu a morena, feliz pelo companheiro. – Parabéns, Hilbert.

    — Você é incrível, Hilbert – agitou Bianca, abraçando o amigo, que corou.

    — Eu nem tenho palavras para isso – riu. – O-obrigado, de verdade.

    — É um prêmio por todos os problemas resolvidos – riu Cilan.

    — Na verdade tem mais um problema – Hilda parou em frente a Hilbert, que olhou curioso para a companheira.

    Ela cruzou os braços, um tanto em negação.

    — Que história é essa que eu cantei “desafinada”? – questionou.

    — Vish – respondeu o menino. 


    *A tradução da música é parte literal e parte interpretativa, foram utilizadas tradutores online para tal.


                                          



    { 16 comentários... read them below or Comment }

    1. MEU SANTO ARCEUS DE SALTO ALTO!!!
      QUE CAPÍTULO MAGNIFIQUE STAR, VOCÊ SE SUPEROU, MADEMOISELLE, TENHO QUE ADMITIR (chega de caps agora)
      Eu amei este capítulo, coesão, conceito, aclamação, o Hilbert de vestidinho de garçonete, vou até comprar uma saia para ele, só preciso saber de que cor ele quer e eu compro. A música foi a melhor parte, agora eu tô cá ouvindo a OST de Bela e a Fera enquanto comento isso, foi perfeito, mulher, você é uma inspiração e tão inovadora, merece uma medalha de ouro e por falar nisso, o Hilbert ganhando a insígnia, nossa isso me trouxe um sentimento tão anime quando Ash fazia coisas assim e ganhava insígnia sem batalhar, mas quero ver como Hilbert sairia-se numa batalha de ginásio de verdade.
      Não sei se eu tenho mais o que comentar, esse capítulo teve um je ne sais quoi e merece toda a aclamação do mundo, perfeitíssimo!
      Bem é isso
      A bientôt, Star!

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      1. Bonjour, Leucro

        AAAAAAAAA QUE FELICIDADE! Esse capítulo era pra ser um belo de um especial, mas eu meio que.... quis fingir que não tinha ideia para uma batalha contra ps três irmãos e coloquei o Hilbert de saia.
        E MEU DEUS, QUE VISÃO DO PARAÍSO. Compra uma marrom clara pra ele, de acordo com a Bi, combina com o tom de pele dele hahshahha

        Essa Be our Guest é minha favorita do filme, estava eu ouvindo quando a ideia veio, quem diria que a Hilda iria roubar a cena nesse capítulo hahshahsha

        BERTINHO TA CHEATANDO PRA GANHAR INSÍGNIA COM SAIA, NAUM PODI HAHSHAHSHA Mas eu juro que no ginásio 2 ele não vai escapar hahshah Esse puto tem que aprender a partir pra briga

        Obrigada pelo comentário meu amor, te adoro

        See ya

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    2. CAQUINHA DE KRABBY AAAAAAAAA

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    3. Um ótimo capítulo como de costume, Star.

      Desculpa não ter comentado anteriormente, pela minha demora. Devo confessar que este foi um dos meus capítulos preferidos até agora, estando no Top 3 ( você ainda pode me supreender mais que eu sei >.> ), e a Hilda é uma rainha completa, dona de Neo Unova! Adorei a "apresentação" dela e parece que ela conseguiu tirar esse lado artístico da mãe dela, foi maravilhoso e a música combinou perfeitamente.

      Eu estava esperando uma luta para a conquista de Ginásio, mas ai você me lembro que não é só assim que se pode conquistar as insignias, basta ter a confiança por parte dos Lideres e isso acaba por me lembrar um pouco o anime pokémon, com o ash na sua primeira temporada. Foi muito legal, na real.

      Muitos parabéns <3

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      1. Yooo Welfie

        Bom te ver por aqui <3 Não tem essa de atraso não, você é bem-vindo a qualquer hora meu amor :3
        Imagino que esse capítulo entrará para o "oscar" no final da temporada em concorrência com o 5, vou adorar ver a disputa ahuahushua
        HILDA RAINHA MANO. Eu quase fiz esse capítulo como um especial aleatório, ainda bem que um ser iluminado fez ele ser cannon pq eu nunca achei que vcs iriam gostar tanto de um capítulo "musical" e sem batalha hausuashu Mas estou feliz com o feedback maravilhoso <3

        Obrigada pelo comentário, meu amor <3

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    4. STAAAAAR

      Caraca, que capítulo bom.
      Os funcionários ficando doentes foi meio conveniente, mas o desenvolvimento do capítulo foi tão delicioso que não pra mim não importa.

      A Hilda cantando S2 Foi muito legal. É bom ver que mesmo que ela não tenha um objetivo por agora, ela ainda é presente e ajuda o grupo.
      E no final o Hilbert ganhou sua insígnia, não batalhando, mas merecendo o mesmo jeito. Gostei muito, sério. Foi uma ótima ideia e muito bem desenvolvida, parabéns.

      E acho que é isso, até mais, Star!

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      1. Yooo Alefu

        NUNCA DUVIDE DE UMA GRIPE REPENTINA HUASHAHUS Mas é pelo bem do humor e eu fico feliz que isso não tenha incomodado tanto.

        Meu maior medo é a Hilda virar aquelas personagem apagada, que tá ali só por estar mesmo, pra cobrir fala, cena ou ação. ELa não é um peso morto, ela só não se encontrou na vida, mas sabe fazer muitas coisinhas :3

        Dessa vez o Bertinho foi longe demais, usou saia pra ganhar insígnia haushuahus Pelo menos não foi roubada :3 To feliz demais com a galera gostando desse jeito diferentão de conseguir a insígnia, apesar de não ser algo recorrente, eu sinto que fugir um pouco das batalhas anima o leitor.

        Obrigada pelo comentário <3

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    5. Ahhh, que capítulo maravilhoso! Hilbert de saia, Sr. P Netto transmitindo sua sabedoria e um incrível musical para coroar o momento! Sempre gostei de capítulos criativos em batalhas de ginásio, até porque depois de 8 delas algumas coisas começam a ficar repetitivas, gosto de imaginar como cada autor vai tentando se superar a cada estágio que avança e os personagens seguem sempre aprendendo alguma coisa nova. Hilbert pode ainda não ter tido seu desafio sério, mas prefiro criar intimidade com os três irmãos do que uma batalha tripla (alguém no mundo será que sente falta das batalhas triplas nos jogos? kkkk)

      As melhores ca(s)quinhas de Krabby do mundo <3 O nome da garçonete ser Rafaella também conta como referência? Neo Unova está sempre tão repleta de pequenas coisinhas, é uma jornada tão especial, tão "Star" :3 kkkkkk Está sendo muito legal ter a Bianca acompanhando o time por um tempinho também, Hilda deu um verdadeiro show e é bacana que as pessoas já comecem a reconhecê-la pelo sobrenome, fica aquela ideia de que quando a Havana for aparecer vai ser para algo GRANDE.

      Parabéns pela solução criativa, pela cantoria cativante, os memes e tudo que se reunirmos tem o seu jeitinho :3 Amo a forma como esse começo traz aquela sensação boa de início de jornada que é um dos momentos mais mágicos das fanfics para mim! Beijos.

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      1. Yooo Canas

        Espero que tenha tomado um lugar a mesa, pq esse capítulo foi servido de referências e criatividade hausashuahu E pensar que no passado esse capítulo seria apenas um especial idiota mas que algum ser iluminado mudou isso ahusahushu

        Sendo sincera, ninguém se lembra dessa batalha, era só pra fazer fanservice pros macacos elementais pq ninguém usa eles nos jogos fora os rivais haushaushuashua
        Hilbert é um personagem que NADA é convencional pra ele, pq o desafio do ginásio seria? haushausuhahus

        As ca(s)quinhas de Krabby, admito que não foi uma referência proposital haushashuahus Eu devia estar alucinando com algum episódio de pesadelo na cozinha e meti esse prato ahsuahushuas
        Rafaella é a referência master que só poucos vão perceber huashuahushu
        Cada coisinha nessa fanfic é um pedaço de mim, é por isso que a amo tanto <3
        Bianca merece destaque, gosto de trabalhar com ela :3 E a Hilda, aaaaaaa, a Hilda, foi o destaque do capítulo, apesar de termos Bertinho de saia, foi ela que mostrou o que é um show
        Ansiosa para mostrar a magnitude da Havana <3

        Obrigada pelos brainstormings que tivemos. Querendo ou não, eu devo boa parte de Unova a você <3 Agradeço o comentário

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    6. Tb quero casquinha de Krabby ._.

      Aeh melhor ginásio! Sou muito fã de ginásio que se ganha na moral em vez de ter um combate direto com o líder, provavelmente vou seguir o estilo em Sinnoh hehe.

      Hilbert de Saia foi melhor kkkkk
      Coitada da Hilda, faz o maior esforço para o Bertinho falar que foi desafinada, nem o P. netto reclamou, e ele me da uma dessas? We must protect Hilda!

      Até a próxima Star!

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      1. Yoo Anan

        BEST GYM EVER. É UM FUCKING RESTAURANTE HUASHAHUSAHUS
        A gente tá cansado de ver briga, então vamos CANTAR E SERVIR COMIDA pro P. Netto pq se não ele te chama de a vergonha da profession haushuasuhahus

        Vou lançar um livro de receitas de Neo Unova. Bolo de Oran Berry, Casquinha de Krabby, Casteliacones haushuashuauhs Já dá pra vender algo

        HILBERT DE SAIA É A NOVA RELIGIÃO DE UNOVA, VAMOS PRESTAR UM CULTO A ELE HAUSAUHSUHAS
        Pobre Hilda, ela só queria ajudar e o Bertinho incomodando ela haushuahus

        Obrigada pelo comentário <3

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    7. Oeeee Star! Nada como ler esse capítulo esperando o almoço de domingo e ficando com mais fome ainda (tururu)
      Eu gostei muuuuito mais desse capítulo do que do anterior. Finalmente pude sentir mais empatia pelos três irmãos, agora que já conheço a história deles e torcer por eles.
      Adorei a sacada que você teve de tirar os garçons e colocar os adolescentes para servirem as mesas pois foi uma maneira de dar proximidade a eles da cena sem ficar nem um pouco forçada a narrativa.
      Achei muito legal e fofo da parte do Hilbert usar a saia sem se importar com isso, prova que dentro dele não existe a masculinidade tóxica que muitos carregam, o Brendan por exemplo, não sei se usaria, pelo menos não atualmente huehue.
      Achei bem legal a fala do Erico no fim, a prova de que todos deram o seu melhor e que as pessoas precisam de desafios para conseguir superar os próprios limites do que acreditam. No fim ele demonstrou ser um tiozinho bem maneiro.
      Apesar de eu ainda querer ver o Hilbert em batalha (porque não tenho certeza se ele está pronto para uma) e ainda não entender exatamente no que ele foi avaliado para se mostrar merecedor da insígnia, foi legal ver essa conquista acontecer de uma forma diferente da qual estamos habituados.
      Parabéns pelo capítulo, Star! Ansiosa pelo próximo.
      Abraços!

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      1. Yooo Carol

        Eu entendo pq vivo assistindo Pesadelo na Cozinha no meio da noite COM FOME hahshahs

        Aê, finalmente eu consegui hagshahs Acho que o 8 é uma introdução para o 9, eu gosto de dividir capítulos assim para criar expectativas hahshahs
        Eu sempre tento pegar situações que pareciam ser normais e botar exagerado pra dar o toque de humor.
        E HILBERT DE SAIA É MINHA RELIGIÃO <3
        Não tem avaliação, Neo Unova é sobre a evolução pessoal e as amizades que os personagens vão acumulando ao decorrer, e essa amizade deu ao Hilbert o direito de uma insignia como prova dessa relação, é isso que me faz amar o que eu escrevo :3
        Obrigada pelo comentário, querida <3

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    8. Grande trabalho de equipa, não é mesmo? Com a ajuda de Hilbert, Hilda e Bianca, os três irmãos conseguiram conquistar esse chefão mega exigente! Mas vamos por partes.

      Bianca foi uma bela ajuda e olha só ela a atender essa personalidade de elite! Eu gostaria de ver mais dela, inclusive perceber qual o seu objetivo de jornada. Ela quer ser uma treinadora? Vencer gyms? Espero que em breve tenhamos oportunidade para ver isso!

      Hilda foi uma ótima surpresa, com a sua perfomance à Broadway. Adorei muito essa cena, super que senti Glee vibes e não pude deixar de amar. Ela é sempre tão fofa e querida quando toda a gente precisa! Amo uma protagonista com coração puro.

      Cilan, Cress e Chili uniram finalmente forças e, em conjunto com os seus Pokémon, preparam os melhores pratos para todos os seus clientes. Com tudo isto, conseguiram impressionar essa estrela do mundo da restauração que eu continuo a não simpatizar muito.

      Por fim, temos o nosso amorzinho Hilbert que ARRASOU por completo! Adorei essa cena onde ele teve que vestir o uniforme feminino, incluindo uma saia e, passado algum tempo, cagou completamente para o assunto. Isso é tão lindo! Afinal, é só roupa. Lembro-me que há uns tempos, aqui em Portugal, um deputado foi para Assembleia da Republica vestindo uma saia. Foi um autêntico zunzun nos media. Todos falaram da sua roupa, mas ninguém falou do seu trabalho e do que ele faz. Percebe? É quase uma posição política. O que interessa a roupa, quando aquilo que se faz é, realmente mais importante? Porquê ficar chocado ou apontar o dedo só para aquilo que é diferente? A Star tem uma grande capacidade para fazer isso aqui e eu amo imenso!

      A diarreia verbal que Hilbert teve para o senhor de nariz empinado também foi um dos melhores momentos do episódio, onde ele defendeu cada um dos seus amigos e os três irmãos. Olha só que lindo! No final, ele conseguiu conquistar a sua primeira insígnia. Eu confesso que estava à espera da batalha tradicional, mas pronto, eu perdoou dessa vez, Star!

      Continue com esse trabalho magnífico! Até!

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      1. Yooo Angie

        Eu primeiramente peço desculpas por não oferecer a vocês uma batalha de ginásio decente, mas eu juro que o que eu fiz aqui foi com tanto carinho que eu fico feliz pela recepção.

        Bianca tá sendo só um suporte momentâneo, infelizmente ela não acompanha os jovens na jornada. Acredito que o que ela mais quer é continuar a se soltar mais, ser uma boa assistente e fugir das asas do pai.

        Hilda é filha de dançarina, nada melhor do que ela dançar ahsuahusuahshu Isso só mostra que apesar dela querer encontrar algo pra ela, isso não significa que ela não tenha seus próprios feitos e habilidades

        Os trigêmeos tratando a cozinha como um campo de batalha chega a ser cômico, eu definitivamente jantaria num restaurante assim hasuahusahu

        E AH! O BERTINHO! Quando eu fiz essas cenas, a intenção era ser o mais cômico possível, mas é legal ver como as pessoas tão percebendo que ele só teve aquela reação natural momentânea para depois focar no seu objetivo.
        E eu adorei essa história que você compartilhou! As pessoas tem uma mania horrível de apontar defeitos, erros e derrotas, mas ninguém olha as vitórias. Tudo isso numa medida desesperada para diminuir o outro. Espero que o senhor político tenha dado uma boa lição para essa galera idiota <3

        Bertinho falando a verdade sobre comida é genial, assim como o chef dar uma lição sobre conquistas é melhor ainda <3 E no final, o prêmio veio para todos e eu fico feliz que tenha curtido o capítulo <3

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