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- Capítulo 12
A mulher desceu com certa pressa do carro, mas sem
perder a classe. Estava em Driftveil City. Sua fama como treinadora mais
poderosa especializada em Normal-type corria os quatro cantos de Unova e
até outras regiões, mas sua pressa não se devia a isso. Além de uma exímia
líder de ginásio, Lenora administrava um dos maiores museus arqueológicos da
região e era uma especialista em artefatos pré-históricos, obviamente sua
presença naquele lugar era extremamente importante.
Ela adentrou o enorme prédio e franziu o cenho quando viu
que a estrutura do local estava mais para um sítio arqueológico do que um
ginásio de batalha Pokémon.
— Eu tô no endereço certo? – ela questionou-se para
si.
— E tem outro ginásio nessa região com uma arquitetura
tão perfeita quanto essa? – Clay se aproximou com sua roupa que remetia a
estilo country. – Bem-vinda, minha querida Lenora.

— Eu não sabia que seu ginásio estava em reforma, vai trocar
os pisos? – questionou a mulher, ainda intrigada com o lugar.
— Que pisos? A graça de um especialista em Ground-type
é intimidar os desafiantes mostrando que estamos lutando em vantagem – riu
o homem, convencido.
— Prefiro o subsolo da minha biblioteca – suspirou. –
Mandou me chamar, o que é tão importante? Desmarquei uns cinco desafios essa
semana pra vir te socorrer, é bom não ser outro fóssil de Tirtouga ou Archen.
— Venha até meu escritório, vou te explicar a
situação.
A dupla de líderes usou um elevador para alcançar o
andar superior, diferente do térreo, o local tinha piso de verdade, um
porcelanato branco combinado com paredes da mesma cor, decoradas com quadros de
vários Pokémon fósseis já encontrados no mundo. Clay se aproximou da mesa de
madeira maciça e procurou nas grossas gavetas um notebook.
— Sente-se, Lenora. Quer um café?
— Chá de Iapapa Berry, por favor – pediu, sentando-se
em uma das cadeiras de couro. – Não tomo café.
O homem ligou o notebook e usando seu telefone, fez o
pedido.
— Mora numa cidade com um dos melhores café da região
e não toma?
— Pelo contrário, tomei tanto que peguei desgosto –
riu ela. – Pode parar com o mistério agora, o que tá acontecendo?
— Lembra que eu te contei que nossos Klangs e
Magnetons começaram a ter comportamentos estranhos nas expedições na ala norte
da Twist Mountain? – começou o líder. – Os outros Pokémon, principalmente do
tipo Ground, não sentiam nada. A origem disso talvez fosse eletricidade.
— Um raio? Alguma tensão na energia elétrica? – Lenora
deu as opções, como se ainda não entendesse o que o amigo tinha a dizer.
— Maior do que isso. Na noite do dia 25 de Janeiro,
nossas câmeras flagraram isso – Clay deu play em um vídeo de qualidade média,
mas que era bem visível.
O vídeo mostrava uma visão periférica de um ponto alto
da Twist Mountain, as únicas coisas visíveis eram o movimento calmo das nuvens.
Até que, como mágica, a imagem tremeu e um raio azul rasgo o céu verticalmente
de cima para baixo, como tivesse sido atraído por algo.
A negra olhou para seu anfitrião, assustada.
— O que diabos foi isso?!
— No dia seguinte, nossos operários foram analisar a
área atingida, era uma área que justamente estávamos explorando, encontramos
uma esfera negra, de mais ou menos 30 centímetros de diâmetro – Clay mostrou as
fotos da esfera que era perfeitamente bem moldada. – Eu tenho minhas dúvidas do
que seja, mas você tem mais experiência do que eu. Isolei a área com medo de
manusear o objeto e perder sua forma original.
Lenora sorriu interessada.
— Me leve até lá.
As ruas de Driftveil City eram movimentadas e contavam
com um frescor natural graças ao grande rio que margeava a costa leste da
cidade, Clay não mediu esforços em usar um de seus carros mais luxuosos para
desfilar pelas vias.
— Como está o Professor Willard? – questionou o homem,
enquanto dirigia.
— Meu marido? Ah, está bem. Contente por conseguir
trazer a vida uma ninhada de filhotes de Archen e Tirtouga – riu Lenora.
— Fico feliz pela evolução dele – ele dobrou a esquina
em direção a uma rua que ia para o norte da cidade. – Ainda não tem planos para
filhos?
— Eu acho que com essa vida de ginásio e administrar
um museu e a dele de viver com a cara enfiada em laboratório ter um filho seria
um tanto imprudente, o coitadinho ficaria jogado no meio dos fósseis – riu ao
imaginar a cena. – Além do mais, cuidamos do Jackson como um filho, já é uma
excelente experiência.
— Jackson? Seu sobrinho? Faz tanto tempo que não vejo
o garoto. Como ele está?
— Tá trabalhando pra mim agora. Ele é museólogo, mas exerce
funções como escavador e arqueólogo – contou, toda orgulhosa. – Deixei ele
cuidando do ginásio pra mim nessa semana, vou torcer para que ele faça um bom
trabalho. Mas e você, senhor divorciado? Já virou a página?
— Não posso falar muito concretamente, mas eu conheci
alguém – disse ele. – Ela é dançarina e mora em Nimbasa City. Havana Foley é o
nome dela, acho que você deve conhecê-la.
— Como não conhecer? Ela vive aparecendo nas
propagandas de TV também – riu Lenora. – E mesmo que eu não assista tanto, a
gente acaba se deparando com aquele rosto juvenil dela. Estou impressionada.
— Foi pura coincidência. Nos encontramos em um evento
e agora trocamos mensagens – riu Clay. – Não temos nada oficial, mas, quem sabe
né?
Conhecendo o líder de ginásio de Driftveil pelo seu
jeito de ostentação e influência na região, Lenora não se impressionou quando seu
amigo anunciou que construiu um canal subterrâneo que ligava a cidade até a
Twist Mountain, e detalhe: O túnel tinha seu nome. O local parecia sem fim, mas
possuía uma excelente estrutura, o homem preservara a natureza do ambiente,
considerando que ele era especializado em Ground-type, não era
surpreendente vê-lo deixar os Pokémon dessa espécie circular normalmente.
— Ficou sabendo da garota prodígio? – questionou Clay.
Puxar conversa talvez faria o caminho ser mais rápido.
— A aprendiz do Drayden? Ouvi falar dela algumas vezes
nas reuniões do conselho.
— Parece que ela finalmente está pronta para disputar
a vaga de campeã da Elite 4 – informou, acenando para um trabalhador conhecido.
— O quê? Já?! – Lenora encarou o motorista, incrédula.
– Ela só tem catorze anos, o pessoal passa pelo menos mais dez anos depois de
vencer a Liga treinando para tentar alguma vaga.
— E acha que eu não sei? – ele olhou pra a mulher. –
Mas você sabe a ambição do Drayden, já que ele não conseguiu vencer Alder em
quarenta anos de carreira, ele prefere pelo menos ter crédito em cima da Íris.
E convenhamos, todo mundo ficou surpreso quando ela derrubou o time do Brycen
com um puro Dragon-type.
— Brycen até renunciou ao cargo naquele dia pra se
dedicar a sua carreira de ator – completou a negra, recordando dos
acontecimentos de quase um ano atrás. – Sabe quando vai ser o desafio?
— Ainda não tivemos datas divulgadas, mas esteja
preparada, porque vai ser um evento para parar Unova inteira.
A luz no fim do túnel anunciou finalmente a chegada a
Twist Mountain, que, como sempre estava lotada. Clay estacionou seu carro em um
canteiro próximo a um posto de trabalho e se dirigiu até ele junto de sua
companheira.
— Sr. Morrison? – chamou o especialista em tipo solo
para um homem com um chapéu de construção uniformizado. – Essa é a Sra. Petrie,
Lenora Petrie. Ela é administradora do Museu de Nacrene City.
— Ah, bem-vinda. É um prazer conhecê-la – o homem
selou a apresentação com um aperto leve de mão. – Ela veio ver o objeto
misterioso da ala norte, né?
— Exatamente, acredito que ela possa nos ajudar a
identificar o objeto.
— E quem sabe, expor ele no meu museu – riu Lenora.
O trio então se dirigiu até a escavação, descendo
algumas escadas improvisadas até chegarem a uma área que era cercada por faixas
amarelas de isolamento, o local dava pra uma entrada que levava a um longo
túnel iluminado, onde provavelmente ficava o suposto objeto. Morrison se
identificou com um segurança que protegia a área com um Herdier mal-humorado.
Lenora observou o trabalho minucioso de escavação e
ficou admirada, Clay poderia ser um egocêntrico burguês, mas conseguia fazer
com que seu trabalho fosse feito perfeitamente bem, sempre respeitando a
natureza local. Não foi um caminho longo, eles trocaram algumas palavras antes
de finalmente chegarem, a mulher sentiu sua garganta travar.
— Aqui está. Tem uma energia poderosa só de chegar
perto, e olha que eu sou cético – brincou o líder da expedição, exibindo a
pequena esfera de cor preta que estava entre os escombros da escavação,
intacta.

— Alguma informação do que pode ser? Teorias? –
perguntou Clay, observando os raios azuis que entravam e saiam do objeto.
— Pesquisamos nos nossos arquivos, mandamos fotos para
outros pesquisadores de fora mas eles não conseguem ter uma resposta concreta.
Alguns disseram que é só uma espécie de geodos de ametista, enquanto outros
dizem que é apenas uma pedra vulcânica qualquer – explicou Morrison. – Mas ela
fica assim, liberando esses “raios”.
— Pode ser uma espécie de Pokémon – cogitou o homem
vestido com estilos country.
— Não pode ser... – murmurou a mulher, agachada pra
observar melhor o artefato.
— O que foi, Lenora?
— Era uma lenda, não era? – ela se levantou. – O
objeto que sela os dragões lendários de Unova.
— Até onde eu sei, a comunidade cientifica e
arqueológica descartou a existência desses objetos após não encontrarem nada
que comprove – explicou Morrison, com a mão no queixo. – Eles diziam que uma
família era “responsável” em zelar a segurança desses objetos, mas essa família
sumiu de Unova.
— Eu acho que pela primeira vez, terei que discordar
com a ciência – a negra olhou para os dois homens que a acompanhava. – Essa
esfera é igual aos desenhos de Junsei Kurosawa.
— O cara escrevia muita ficção, Lenora – argumentou
Morrison, revirando os olhos e olhando pra Clay. – Essa é a especialista que
trouxe?
— Não duvide da capacidade dessa mulher – bufou. – Mas
ele tem parte de razão, Lenora, não podemos simplesmente dizer que é isso sem
estudos.
— Deem um jeito de tirar aquilo de lá e a transportem
para o meu museu em Nacrene.
— De jeito nenhum, não vai ter posse do objeto só
porque vai estudar ele. Estamos nessa expedição há mais tempo, seja lá o que
isso for, merece ficar em Driftveil! – contrapôs Morrison, cruzando os braços,
franzindo sua enorme testa.
— Está interessado num objeto que nem existe, senhor?
– debochou a negra, com as mãos na cintura.
— Senhores, por favor, é um caso importante –
interrompeu Clay. – Devemos discutir a posse do objeto depois.
O clima de tensão pairou no ar por alguns instantes, e
só se dissipou quando um tremor não causado por causas naturais sacudiu a
montanha. Do lado de fora, era possível ouvir passos apressados e grunhidos de
Pokémon atacando. Lenora encarou seus companheiros e correu em direção a saída
do túnel, se deparando com operários desesperados, grande fumaça e um enorme
grupo de pessoas uniformizadas rodeando o local, parecendo interessadas no
mesmo objeto que os dois líderes de ginásio. Era difícil contar o número de
homens e mulheres, já que as roupas que remetiam ao mesmo estilo usado por cavaleiros
da idade média, o que incluía toucas que dificultava a identificação do gênero.
Mas o que chamava a atenção era o brasão em forma de escudo com um P azul
desenhado.
As únicas que se destacavam do grupo eram duas mulheres
com os mesmos trajes dos outros, mas que não usavam capuz. Uma deixava as
longas madeixas onduladas de cor rosa a mostra, seus olhos eram verdes como
esmeralda e o direito era coberto pela franja, o que dava a ela um misterioso e
tímido. Enquanto isso, a outra mulher em destaque ao seu lado parecia ser mais
antenada a moda, já que seu uniforme era customizado com alguns acessórios, seu
corte de cabelo era na altura dos ombros, loiros, e possuía uma mecha maior do
lado direito que caia gentilmente até o começo do seu seio, ela usava óculos
escuros que cobriam os olhos róseos e usava brincos.
— Quem são vocês?! – gritou Clay, ainda que não
tivesse tanto barulho.
— Você é cego?! – começou a loira. – Não vê o nosso
brasão, somos da Team Plasma, e vocês tem algo aí atrás de vocês que nos
interessa muito.
— Não sabia que mais gente tinha conhecimento da pedra
estranha lá – disse Lenora, olhando para colega.
— Não eram pra saber – respondeu o especialista em
tipo solo. – O que sabem sobre a pedra?!
— Acha mesmo que vamos contar? Somos os vilões! – a
mulher mostrou a língua, debochada. – Nunca saberão que queremos a Dark Stone
para entregar ao nosso Rei.
— M-Mikoto... – murmurou a de cabelo rosa. – Você
falou.
— Droga, eu nunca seguro minha língua – bufou Mikoto,
cruzando os braços.
— Dark Stone? Só pode ser brincadeira, isso é uma
lenda! – gritou Morrison, perplexo.
— Eu não me importo se você acredita ou não. A Dark
Stone vai ser nossa e pronto – a loira sacou uma Pokéball.
— Eu queria resolver isso no diálogo – argumentou a
mulher ao dela.
— Kana, querida, um pouquinho de ação não machuca
ninguém – riu a outra. – ATENÇÃO, SEUS MIOLOS MOLES! – exclamou ela para os
outros uniformizados. – LUTEM!
Mikoto foi a primeira arremessar sua Pokéball, seguida
de Kana. Os outros membros liberaram Woobats, Patrats, Watchogs e até mesmo
alguns Liepards. Do objeto esférico da mulher loira, uma criatura de pedra de
um metro e setenta saiu, ele andava sobre quatro patas, as rochas de seus
membros principais como cabeça, troco e pernas eram azuis, enquanto as
articulações eram de cor cinza. Sem contar também os detalhes pontiagudos em
vermelho e os olhos amarelos mal-encarados. Seu nome era Gigalith. Da outra
Pokéball, um Pokémon de aparência curiosa surgiu, seu corpo principal era
composto por uma enorme cabeça com olhos pretos e uma boca em forma de losango,
acima dela, duas orelhas flutuavam, o tronco era pequeno e terminava em dois
pequenos pés, de cada lado do corpo haviam esferas que aumentavam
gradativamente de tamanho e imitavam braços e mãos, começando num verde claro
igual do corpo principal da criatura e terminando em círculos amarelos e
vermelhos, seu corpo era cercado por uma bolha que mantinha o Pokémon
mergulhado num líquido verde escuro. Esse era o Reuniclus.
— Eles não estão com brincadeira – murmurou Lenora. –
Seja lá o que for aquilo, vale a pena lutar por ela.
— Não precisa nem avisar duas vezes – Clay lançou seu
Pokémon, o mesmo foi imitado por sua companheira.
A mulher liberou um enorme Pokémon rechonchudo e rosa,
seu maior destaque era a enorme língua que insistia em ficar pra fora, suas
pernas era curtas assim como seus braços, e sua cabeça tinha um elegante topete
e olhos pretos e pequenos, fora alguns detalhes em branco e amarelo na sua
barriga, a cauda era gorda e da mesma cor do resto. Era um Pokémon originário
de Sinnoh conhecido como Lickilicky. Já a outra criatura era um Excadrill, de
Unova, era menor que o gigante rosa ao seu lado e se parecia com uma toupeira,
nas suas patas e cabeça, metais pontudos saiam que quando se uniam, fazia do
Pokémon uma espécie de broca, o resto do corpo era marrom com exceção do rosto
branco e o focinho em tom rosa claro.
— Eles são líderes de ginásio, Mikoto – sussurrou
Kana, toda cautelosa. – São treinadores excelentes, cuidado.
— Ninguém derruba meus bebês de pedra – debochou a
garota ao seu lado. – Gigi, querido, comece com Sandstorm.
Com movimentos rápidos e pesados, Gigalith começou a
bater as patas no chão, usando o solo para criar levantar poeira do chão e
criar uma tempestade de terra que dificultou um pouco da visão de todos.
— Você quer mesmo usar esse truque barato na frente de
um especialista? – riu Clay. – Excadrill, use Rapid Spin pra limpar o
campo e Metal Claw para atacar!
O Pokémon obedeceu aos comandos, encolhendo-se em seu
corpo como uma bola e saindo girando rapidamente, fazendo com que boa parte da
poeira começasse a se dissipar, o que foi uma oportunidade para que os outros
integrantes do Team Plasma iniciassem seus ataques contra outros Pokémon que
pertenciam aos escavadores. Quando Excadrill foi executar seu próximo ataque,
percebeu que a criatura de pedra e o outro psíquico haviam sumido.
— Não esquece de olhar pra cima – disse Kana.
Reuniclus flutuava pelos céus e começou a descer
agilmente em direção ao adversário, que emitiu um brilho de suas partes de
metal, preparando-se para contra-atacar.
— Psybeam! – ordenou a de cabelos róseos.
— Ataque, Excadrill!
O Pokémon toupeira se preparou para saltar e usar suas
garras para bloquear o raio psíquico em sua direção, mas foi impedido quando o
Gigalith, que estava camuflado entre as pedras, surgiu e o derrubou, anulando
seu ataque. Seria impossível se desviar do golpe agora.
— Lickilicky, Screech! – ordenou Lenora.
Ainda que o gigante rosa fosse lerdo, seu movimento
foi eficaz. Numa espécie de grito ensurdecedor, ele conseguiu impedir o ataque
ao seu companheiro, o Reuniclus tapou os ouvidos e o Pokémon de pedra recuou
enquanto sacudia a cabeça, inquieto.
— Power Whip naquele Gigalith! – comandou logo
em seguida.
Lickilicky transformou sua língua em um tom púrpura
brilhante antes de partir pra cima do seu adversário que ainda estava sob o
efeito do Screech e sua guarda estava baixa, o golpe do tipo Grass então,
foi super efetivo.
— Maldita bolota rosa! – praguejou Mikoto. – Está
machucando meu bebê!
Kana suspirou.
— Thunder Wave, Reuniclus – ordenou ela, com
calma. – No Lickilicky.
Recuperado, o Pokémon na bolha liberou uma certa
quantidade de carga elétrica que foi direcionado ao indicado, Clay, por sua
vez, foi rápido e ordenou que Excradrill recebesse o ataque, o Ground-type dele
eliminou o efeito do golpe elétrico.
A loira que comandava o Gigalith bateu o pé irritada,
olhou em volta e percebeu que a maioria dos capangas de sua equipe haviam sido
derrotados, desse jeito seria difícil conseguir a Dark Stone.
Uma ideia surgiu em sua mente e ela sorriu
sarcasticamente.
— Kana, é hora do Boom.
— M-Mikoto, tem certeza? – a de cabelo rosa parecia
preocupada.
— Estamos perdendo tempo aqui. A Gothorita está
pronta?
— Sim... – suspirou a outra, um tanto temorosa. –
Reuniclus, use Psychic para fazer o Gigalith levitar.
O Pokémon psíquico usou seu golpe pra criar uma aura
rosa bebê em volta do gigante de pedra, fazendo-o levitar até certa altura,
seus adversários olhavam com certa dúvida e confusão, Clay e Lenora se
entreolharam, temerosos do que poderia vir. Os olhos de todos se arregalaram
quando a criatura largou o Gigalith, e a gravidade o começou a puxar pra baixo
em uma velocidade um tanto alta.
— EXPLOSION! – Mikoto gritou, chegando a fazer
eco. Seu Pokémon olhou pra ela com uma feição de tristeza antes de encolher
para executar o golpe.
— LICKILICKY, PROTECT!
O Pokémon da mulher, ainda que não pudesse proteger
uma grande área, usou seus poderes para criar uma espécie de barreira que
segurou um pouco do impacto da enorme explosão que conseguiu alcançar uma área
considerável, derrubando estruturas, destruindo equipamentos e levantando muita
poeira. Com um golpe desses, talvez até os próprios capangas da Team Plasma e
as duas treinadoras tivessem sido afetados. Ou quase.
Kana parecia concentrada ao manter as mãos juntas,
junto de seu Reuniclus, ela criou bolhas psíquicas para proteger seus aliados
da enorme explosão, Mikoto encarava tudo aquilo com satisfação, não havia mais
sinal de seu Gigalith, mas em compensação, um Pokémon com menos de um metro de
altura de aparência humanoide de cor preta com detalhes de laços brancos
apareceu, carregando a Dark Stone em seus braços, seu rosto lilás tinha uma
expressão de satisfação. A treinadora de cabelos róseos olhou para ela com um
sorriso leve.

— Bom trabalho, menina.
— Conseguimos! – comemorou a loira, colocando a esfera
dentro de uma maleta de segurança reforçada e selando-a. – Vamos pessoal, temos
um tempinho até a poeira abaixar.
Kana retornou seus Pokémon e olhou para sua
companheira, as duas se dirigiram até um jipe que estava estacionado há alguns
metros dali, o automóvel era pilotado por um capanga, que logo ganhou
movimento. A treinadora dos Pokémon psíquicos continuou a encarar sua amiga.
— O Rei vai ficar tão satisfeito – sorriu ela,
animada.
— Mikoto, seu Gigalith... – começou, num tom pesaroso.
— Foi um sacrifício válido – a expressão de animação
de Mikoto mudou um sombrio. Como se sua personalidade variasse com frequência.
— Ele pareceu sentir dor e tristeza.
— Não se preocupe, Kana – a loira olhou a paisagem em
movimento pela janela. – Pedras não sentem dor... E nem eu.
O silêncio tomou conta, ainda que a missão estivesse
cumprida, a sensação de perda era muito forte para ignorar.
Lenora tossia muito, ainda que seu corpo estivesse
coberto de pedrinhas e poeira, o Protect de seu Lickilicky a tinha prevenido
de algo pior, por sorte, Clay e Morrison tinham sido protegidos também, ambos
tossiam também, limpando suas roupas. A poeira demorou um bom tempo para cessar
até que se pudesse ver algo. E o que viram fora o caos. A Twist Mountain, que
há minutos atrás era um sítio arqueológico muito bem planejado e organizado,
agora parecia restos de uma escavação amadora e sem sucesso.
No final, o mais importante agora eram as vidas
humanas e Pokémon que foram soterradas. Morrison liberou um Onix, uma enorme serpente
de pedra da região de Kanto, que começou as buscas, Clay ligou por ajuda, ainda
estava assustado e tentando processar tudo que estava acontecendo.
Lenora ajudou um dos escavadores a se levantar,
Lickilicky imitava sua treinadora, oferecendo suporte.
— Eles sumiram...
— Isso foi estranho, eles estavam aqui por um
objetivo, e simplesmente desapareceram? – questionou o líder da expedição.
Clay olhou assustado para seus companheiros e correu
para o túnel onde repousava a esfera negra misteriosa, voltando minutos depois,
arfando, tentando formar palavras.
— S-Sumiu!
— O quê? – Lenora se aproximou.
— Eles levaram a esfera! Eles levaram a Dark Stone! –
exclamou o líder.
O chão com carpete infantil que imitava o céu com
nuvens dava uma sensação estranha, porém reconfortante a N, ele se sentia acima
de todos, como uma sensação de paz, para ele, era como se ele fosse um anjo que
olhava para a terra e julgasse os pecados dos mortais. Seu quarto ainda
mantinha a mesma arquitetura de quando era mais novo, com uma enorme pista de
skate, blocos de montar, uma cesta de basquete e um baú de brinquedos, a cama
era um amontoado de travesseiros grandes que era mais o que suficiente. Tudo
aquilo tinha uma explicação: N se recusava a crescer.
Crescer lhe trazia infelicidade, quando criança, ele
não precisava explicar nada, seus sonhos eram levados a sério, e aquilo que ele
acreditava não o fazia ser taxado de louco. Quando descobriu a existência de um
objeto conhecido como Dark Stone, que carregava dentro dele um Pokémon
conhecido como Zekrom, que nas lendas era dito como o dragão que
representava os Ideais, ele viu pela primeira vez a oportunidade de
mostrar para Unova, através do poder daquela criatura, qual mundo era o ideal.
Um mundo onde humanos não escravizam Pokémon.
— Você me seguiu desde Accumula Town? – disse N com a
voz baixa, mantendo o foco em seu cubo mágico. – É um longo caminho, garota.
Do meio de alguns brinquedos, a Purrloin surgiu tímida,
era a mesma gata que tinha ajudado o rapaz na batalha contra o garoto que tinha
uma Snivy. O de cabelos verdes estendeu a mão e sorriu gentilmente.
— Vem cá – disse, o Pokémon se aproximou e roçou seu
corpo nos dedos magros dele. – Qual o seu nome, hein? – ele continuou a
observar ela, os dois trocaram olhares como uma conexão. – Katrina? Que nome
lindo.
Purrloin miou, satisfeita.
— Bem-vinda a família.
Ghetsis abriu a porta dupla do quarto com violência,
Katrina se assustou e grudou em N, ele se levantou e suspirou.
— Natural! Achamos! – o homem novo no ambiente disse
em êxtase. – Sua Dark Stone, Mikoto e Kana conseguiram pegá-la, justamente para
você, como o senhor pediu, meu Rei.
— Já falei que odeio quando me chama de Rei –
respondeu, um pouco incomodado. – Me chame de N, de Natural, ou até mesmo de
filho.
— Peço perdão, meu filho – disse Ghetsis. – Mas
falando em rei. Agora que eu consegui o que você queria, você me deve um favor.
— Eu sei, pai.
— Quer que eu te lembre? Eu te trago a Dark Stone que
contém o lendário Zekrom e você finalmente oficializa seu cargo como Rei da
Team Plasma numa cerimônia.
N suspirou.
— Eu aceito.
No final das contas, o quarto infantil não conseguia
esconder Natural das responsabilidades da vida adulta.
Star do céu, minha linda, que capítulo foi esse?
ReplyDeleteEstou BO-QUI-A-BER-TO, eu comecei lendo achando que seria um capítulo tranquilo com os líderes papeando e falando da descoberta da Dark Stone, amei vc mencionando o relacionamento entre Clay e a mãe da Hilda assim como do Jackson (q eu nem conheço, mas amo um monte), aí vc vai e me põe dois dos Virtudes que já explode a granada, ou melhor o Gigalith (RIP) assim na minha cara? Jesus, Maria, José e Arceus Flying-Type, vc se superou viu, eu to sem palavras do que dizer desse capitulo, da luta, do N, dos Virtudes e até do Pokémon que simplesmente deu um allahu akbar pra ajudar a Equipe Plasma a ter a pedra do Zekrom.
Parabéns, Star, quero mais capítulos assim.
Yooo Leucro do CÉU
DeleteQuer uma água pra relaxar? ahsuahushuasu Eu gosto desses diálogos do Clay e da Lenora sobre Unova, isso mostra que nem tudo é focado no protagonista, apesar dele citar a mãe da Hilda, mas eu faço isso pra mostrar que a Havana não é só a mãe da protagonistas, ela tem uma vida também, estou ansiosa pra fazer a menina Gilda encontrar o padrasto ahsuhaushuahus
Jackson, eu faço tanta propaganda dele, mas eu espero conquistar vcs com ele na hora certa <3
AS VIRTUDES SE FORMANDO AAAAAAAAA GIGALITH HOMEM BOMBA AAAAAAAAAAAAAA CHOQUEI TODO MUNDO COM ESSA BATALHA COMO EU QUERIA <3 mwahahahahah
FICO MUITO FELIZ EM ANIMAR VC COM ESSE CAPÍTULO, OBRIGADA POR COMENTAR
SEE YA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA BOOOMMMBAAAAAA
ReplyDeleteAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA KABOOOOOOOM
DeleteOiii Star!
ReplyDeleteNão esperava que o foco desse capítulo se afastasse tanto dos protagonistas e muito menos que fosse para o futuro padrasto da Hilda kkkkkk Gosto dessas mudanças de foco porque acabam nos mostrando o que vem acontecido em outras partes do continente e nos ajuda a lembrar que um mundo de coisas vem acontecendo ao redor dos personagens. Imagina a cara do véi quando encontrar com a Gilda e a cara da Gilda quando descobrir q aquele véi é padrasto dela.
Essa Dark Stone é mesmo estranha e misteriosa, nunca joguei BW, então não sei se é invenção sua ou se é do jogo mesmo, mas você conseguiu criar uma atmosfera extremamente interessante ao redor dela. Pena que esses malditos Plasmas já roubaram e se apropriaram dela AAAAAAAAAA
Agora alguém me explica o que diabos se passa nas cabeças dos plasmas que dizem que defendem os pokes mas fazem o coitado do Gigalith dar uma de POKÉMON BOMBA. Que dó do bichinho.
Adorei o capítulo do poke terrorista. Logo mais leio o próximo!
Yoo Carol
DeleteEu também adoro a dinâmica de um história que não tem só a câmera apontada pro protagonista, isso tira aquele ar de que tudo no mundo só acontece com uma ou duas pessoas, apesar disso depois interferir no que acontece com eles, isso não vai ser um problema só deles haushashua
Estou tão curiosa quanto você pra saber a reação da Hilda perante ao padrasto ahsuhusahushuas
A Dark Stone existe sim, é um objeto que você encontra no castelo do N no jogo e a outra vc recebe da Lenora se não me engano, isso depende da versão que você joga. Mas todo esse plot sobre ser "uma lenda" é tudo feito por mim. Gosto de pensar que o povo de Unova é tão avançado o suficiente que não tem espaço pra ficar se baseando em lendas até vir a Team Plasma e mostrar que eles são todos idiotas haushuahushus
E DAMN IT, TEAM PLASMA, AGAIN?!
Defende os Pokémon em público e mata eles no privado. Enfim, a hipotenusa ahsuahushuashuauhs
Obrigada pelo comentário
see ya
Sempre gosto de capítulos que não são focados nos protagonistas, e saber um pouquinho mais sobre os líderes de ginásio é mais do que bem vindo! Estou adorando a forma como você pegou dois dos líderes que menos gosto em Unova e trouxe uma nova interpretação, a Elma vem ganhando cada vez mais espaço no meu coração e o Clay já me deixa cheio de expectativas para os próximo capítulos, ah, Hava Foley...
ReplyDeleteUnova permanece como uma das regiões que menos conheço, então está sendo ótimo ter algumas explocações sobre os mitos e lendas por trás dos lendários, por mais que você tenha me contado um pouco do planejamento gosto de ver como as coisas se desenrolam e começam a se conectar com a jornada do Hilbert e a Hilda.
Essa expedição trouxe sérias consequências, você fez um excelente trabalho com a batalha e a inserção da Kana e a Mikoto, duas figuras que já estão nos seus planos há muito tempo. Espero que continue fazendo um ótimo trabalho com elas para que os leitores aos poucos comecem a se apegar, a Mikoto já chamou minha atenção por cuidar de Pokémon pedras, e o dilema que ela enfrentou ao usar o Explosion, fingindo que nada aconteceu...
E Katrina está voltando para se consolidar como uma das maiores rivais da Brianna <3
Yoo Canas
DeleteEscrever sobre personagens que as pessoas não acompanham sempre como os protagonistas é sempre uma liberdade absurda, pq tu simplesmente pode colocar qualquer coisa rs
Sinceramente? Dos dois, eu só gostava da Lenora, o Clay nunca foi meu favorito, mas quando se escreve uma fanfic, sua mente deve se abrir nas possibilidades, sair da zona de conforto e se jogar de cabeça <3
É tão bom ver a Havana sendo citada hasuahushu
Essa história das esferas e dos dragões serem lendas eu tirei da minha cabeça rs Eu acho que o povo de Unova não é tão supersticioso a ponto de acreditar, imagina que louco se do nada, as ilustrações dos livros se tornassem reais? Acho que foi uma boa ideia
EU SABIA QUE A MIKOTO IA TE CHAMAR A ATENÇÃO! AHSUAHUSHUASHU Adoro fazer personagens imaginando a reação do pessoal quanto a eles, e como eu sou ansiosa, to colocando a maioria dos vilões logo de cara rs
Katrina e Brianna será algo maravilhoso de fazer rivalidade <3
Obrigada pelo comentário
See ya
Ochi, enrolo meses para ler Única e quan venho são dois caps sem Hilhil :( ...
ReplyDeleteWell bora para o 13 ver se tem nossos heróis :)
Até o próximo!
Question: morreu gente na explosão do gigalith?
Yoo Anan
DeleteDESCULPA TE DECEPCIONAR, DÊ ATENÇÃO PARA NOSSOS SECUNDÁRIOS HASUAHUSAHUS
ATÉ O PRÓXIMO
Sobre as mortes: WHO CARES? São os figurantes hausuahshu
See ya
Depois de um capítulo tão relaxante e engraçado que foi o anterior, com o nosso pikachu sem rabo. Chegamos um dos capítulos mais importantes da temporada até agora, supreendentemente sem os nossos habituais portagonsitas mas não tirando a qualidade ou a intensidade do capítulo, muito pelo contrário.
ReplyDeleteTer personagens adultos como protagonistas deste capítulo só mostrou ainda amis o quão séria a situação era, adorei tudo nele, deste dos personagens novos introduzidos.
N como sempre, tudo para mim.
Yoo Welfie
DeleteEu adoro essa dinâmica onde as coisas acontecem fora do caminho dos protagonistas, mas no final, elas chegam até eles :3 Eu amo o Clay e a Lenora, no mangá tem uma cena semelhante, eu resolvi me inspirar e adapatar <3
OBRIGADA WELFIE <3 N tem um destaque fofíssimo nesse capítulo
See ya