• Thursday, May 7, 2020



      
    — A Musharna foi sequestrada! – Fennel agarrou o cabelo em desespero.
    Aquela manhã começara agitada graças aos gritos da cientista. Hilbert se levantou num pulo e tentou acalmar a mulher.
    — T-Tem certeza? – questionou ele, ainda tentando raciocinar o acontecido por conta do sono.
    — Quando eu acordei, a janela estava aberta e o trinco quebrado – explicou a mulher, mostrando o interior de seu quarto.
    Bianca e Hilda, juntamente com o garoto, começaram a investigar e pensar nas possibilidades do que realmente teria acontecido. O treinador soltou sua Minccino para que ela pudesse encontrar rastros do ladrão graças a sua mania de limpeza, Sombra começou acompanhar a criatura usando um pouco do seu faro de recém-nascido, Victini saiu da bolsa de Hilbert para ajudar, surpreendendo Fennel e Amanita, que tinha acabado de chegar no quarto.
    Mirsthy e Zorua encontraram um ponto em comum perto da cama, a criatura cinza passou seu rabo sobre o local e exibiu a sujeira para seu mestre, soltando alguns grunhidos.
    Patas de Watchog – disse Vic, traduzindo os sons da criatura.
    — W-Watchog? – Hilda olhou para o Pokémon anjo, um tanto confusa.
    — Porque um Watchog sequestraria uma Musharna? – refletiu Bianca com a mão no queixo.
    — Mas ele não agiu sozinho – Amanita apontou para a janela, mostrando uma corda que jazia pendurada.
    Hilbert se aproximou e apoiou-se sobre o parapeito e colocou cabeça para fora, procurando a origem de tal objetivo, virou a visão para cima e viu que ela estava presa no telhado. Quem quer que fosse o ladrão, era bem descuidado em deixar uma prova no local do crime.
    — Um humano veio com esse Watchog – concluiu o garoto. – Mas eu não entendo qual o motivo de alguém querer raptar uma Musharna.
    Fennel refletiu, olhou para os presentes no quarto, e subitamente, correu até a sala, espiando pela outra janela. Suas teorias estavam corretas, seus olhos se direcionaram para aquele lugar.
    — Senhorita Fennel? – Bianca pareceu preocupada, se aproximando da mulher junto com os demais.
    — Dreamyard... – sussurrou.


    Tsuyo se espreguiçou várias vezes e riu. Estava contente por realizar um rapto tão bem executado, sentado sobre os escombros, ele encarou os membros da sua equipe que tentavam controlar a fúria da Musharna que atacava os humanos com seus golpes psíquicos. Patrats dos Plasmas tentavam ajudar, mas sempre eram arremessados para longe, em vão.
    — ELA NÃO PARA! – gritou a mulher da equipe, irritada.
    — Vocês são uma decepção... – murmurou Tsuyo que saltou até eles e pousou com maestria, fazendo dois Plasmas recuarem.
     Sacou um objeto esférico de seu cinto que era preto com grandes círculos verdes e uma faixa vermelha, era uma Pokéball conhecida como Dusk Ball e tinha mais efetividade em capturar Pokémon encontrados em cavernas ou durante a noite. Ele liberou a criatura de dentro do objeto, revelando ser sua Liepard. A gatuna contornou seu treinador com a malícia parecida ao do próprio.
    Musharna olhou aterrorizada para os dois, sentindo a ambição maligna do humano que mesmo com a boca coberta por uma máscara ninja, pode-se notar que ela sorria sarcasticamente. A criatura rosa, num ato de puro desespero, direcionou um golpe conhecido como Psybeam a Tsuyo que não se moveu. Quem se jogara na frente do homem fora sua própria Liepard, que não sentiu o efeito do golpe.
    — Inútil – debochou. – Liepard, Night Slash.
    O ambiente pareceu um pouco mais sombrio quando a felina invocou o golpe, e num movimento ágil e preciso, ela usou uma das suas patas dianteiras para criar um rasgo de cor púrpura e atingir em cheio a Musharna que fora jogada em direção em um dos Plamas que foi derrubado junto a criatura.
    Tsuyo riu incontrolavelmente, fazendo até mesmo seus companheiros de equipe se arrepiarem. Acariciou os pelos de seu Pokémon e tirou com certa brutalidade o aparelho que sugava o Dream Mist da mão de um de seus capangas, se aproximou com passos leves até a criatura rosa pisou sobre seu corpo roxo e fraco, fazendo pressão nos pés.
    — Não adianta lutar contra mim – ele aproximou o rosto do Pokémon, que tinha aberto seus olhos vermelhos, com medo. – A escuridão sempre vence – sussurrou, e rindo, ligou a máquina e colocou o cano no nariz de Musharna, sugando a névoa rosa.
    — O-olha, a-a quantidade é maior – apontou um dos membros, um tanto perplexo e assustado com o líder.
    O ninja tirou o pé do Pokémon e caminhou pelo ambiente, como se esperasse algo. Ele interrompeu sua caminhada e olhou em direção de onde antes era o portão principal e sorriu.
    — Temos visitas – disse, escondendo-se nas sombras. Sua Liepard tomou pose de batalhas e os capangas da Team Plasma sacaram suas Pokéballs, prontos para o que viesse.
    Hilbert apareceu primeiro, seguido de Hilda e Bianca, e por último, Fennel e Amanita. A cientista olhou em volta, ignorando todo o ambiente e os presentes e focou sua visão na Musharna que jazia fraca em um canto, tendo todo seu Dream Mist sugado. O mais chocante estava a pilha de Munnas aparentemente mortas jogadas de lado como objetos.
    — Ah meu Arceus! O que vocês fizeram? – exclamou ela, chocada e um pouco frágil ao se deparar com a cena.
    — Vocês mataram Pokémon?! – Hilbert gritou dessa vez, tirando duas Pokéball do bolso.
    — Eles não eram mais úteis – Tsuyo deu de ombros, ainda escondido. – Estamos coletando Dream Mist, mas como vocês podem ver, sete Munnas não foram o suficiente, aí tivemos a ideia de sequestrar essa linda Musharna que tem o dobro da energia.
    — Isso é imperdoável! – Bianca sacou suas duas Pokéball também, se posicionando ao lado do garoto de boné.
    — Estão a fim de uma batalha? Eu estava esperando um pouco de ação, por isso deixei... uma pequena pista para vocês – o ninja riu. – Plasmas, ataquem.
    Os capangas arremessaram suas Pokéball, liberando um casal de Patrats e um Watchog que se posicionaram ao lado da Liepard de Tsuyo.
    — Vamos dar nosso melhor, Bianca – disse Hilbert. – Vamos vingar esses Munnas e salvar a Musharna da senhorita Fennel.
    — Certo! – concordou a loira. – Oshawott! Tranquill!
    O Pokémon lontra posou sobre o chão, encarando seus adversários enquanto o pássaro tomou os céus, observando a cena de cima.
    — Brianna! Mirsthy! Vão!
    Snivy e Minccino uniram-se prontas para a batalha.
    A Zorua de Hilda saiu de sua Luxury Ball mesmo sem o comando da treinadora.
    — S-Sombra! É perigoso.
    A raposinha olhou para a garota com a determinação de alguém que protege seu bando, mesmo receosa, a menina acenou positivamente com a cabeça. Não era uma treinadora como seu companheiro de viagem, mas esperava fazer um bom trabalho e conseguir ajudar seus amigos.
    — Ok. Vamos lá.
    Hilbert sacou sua Pokédex para analisar os Pokemon de seus oponentes.
    Aquela Liepard parece perigosa, senhor Hilbert – murmurou Grimaud sobre o ombro do garoto. – O Watchog não parece estar em um nível alto, mas ele está sempre atento.
    — Obrigado, Grimaud. Vamos eliminar os dois Patrats primeiro. Mirsthy, comece com Tickle no Patrat da esquerda. Brianna, ataque com Tackle o mesmo Pokémon.
    Minccino tomou o primeiro ataque, usando-se das quatro patas para se movimentar mais rápido e se aproximar de sua primeira vítima que mal teve tempo de contra atacar com Tackle e foi alvo de cócegas, que acabou abaixando sua defesa e isso abriu espaço para que Snivy atingisse o pobre Pokemon com uma investida, arremessando-o para longe e quase o nocauteando. A dupla comemorou brevemente o golpe bem sucedido, era a primeira batalha das duas juntas.
    Fury Swipes! – ordendou Tsuyo para sua Liepard.
    A gatuna apareceu subitamente na frente dos Pokémon de Hilbert, fazendo as duas olharem para cima, um tanto apreensivas, a criatura então sorriu maliciosamente.
    — CUIDA-
    O treinador tentou alertar, mas era tarde. A felina desferiu uma série de arranhões nas pobres pequenas que foram arremessadas para perto do garoto, não estavam desmaiadas, mas estavam fracas e debilitadas.
    — Brianna! Mirsthy! – o menino agachou-se na altura de seus Pokémon, conferindo a gravidade do golpe, a criatura cinza soltou um grunhido enquanto a verde respirou fundo. – Maldição.
    Não adianta tentar começar por baixo, senhor Hilbert – sussurrou Grimaud. – Devemos nos focar na Liepard e-
    A explicação do velho Joltik fora interrompida e em vão quando Bianca assumiu a frente da batalha.
    — Oshawott, Tackle naquele Patrat – ordenou, apontando o segundo Patrat que permanecia intacto.
    A lontra disparou em corrida, mas era mais lerdo que os outros e permitiu que seu adversário preparasse um Tackle na mesma proporção e causasse uma colisão de igual para igual, mas a vitória acabou sendo do Pokémon de água, que arremessou o outro para longe.
    — ISSO! – comemorou a treinadora.
    — Isso ainda não acabou – Tsuyo riu. – Agora, Liepard.
    — Você não vai me enganar! Air Cutter, Tranquill! – exclamou a loira.
    O Tranquill que estava nos céus começou a bater as asas com velocidade criando lâminas de vento que foram direcionadas a gatuna roxa.
    — Desvie e use Hone Claws – ordenou o ninja nas sombras.
    Liepard saltou para longe e o golpe do pássaro quase acertou o pequeno Oshawott. O Pokémon roxo pousou um pouco na defensiva e começou a arranhar o chão, exibindo as enormes garras que se afiavam conforme o atrito com o chão aumentavam
    C-Cuidado! Isso aumenta a força dos golpes da Liepard! – alertou o velho Joltik.
    Night Slash!
    — OSHAWOTT, TRANQUILL, CORRAM!
    Oshawott foi a primeiro a bater em retirada, correndo com seus pequenos braços para trás, desesperado, mas a gatuna partiu para cima dele primeiro. Tranquill, notando que seu companheiro de equipe se encontrava em apuros, mergulhou em direção a cena para tentar proteger a lontra, mas acabou sendo em vão, já que um corte púrpura no ar causado pelo Night Slash atingiu em cheio os Pokémon que foram arremessados para um canto longe, caindo nocauteados.
    — NÃO! – Bianca gritou, preocupada, e tentou alcançar seus Pokémon, mas foi segurada por Hilbert que alertou do perigo de ser atacada.
    — Bem, quem é o próximo? – provocou Tsuyo, observando os jovens.
    Zorua tomou a frente, eriçando os pelos do rabo em sinal de ameaça.
    — Por que você não dá as caras? Está com medo? – questionou Hilda, tentando parecer corajosa, mesmo que suas pernas tremessem um pouco. Estava nas mãos dela o dever de ganhar aquela batalha.
    — Eu prefiro a escuridão, madame – respondeu. – Pois é sempre ela que vence. Ataque!
    — Sombra! Use algum ataque! – as ordens da morena seriam engraçadas se não fossem trágicas. Ela não fazia ideia de que tipos de golpes um bebê Zorua poderia ter.
    A raposinha começou a correr em direção a sua enorme adversária e dando um pequeno salto, arranhou a bochecha esquerda – com um golpe conhecido como Scratch - do Pokémon roxo que ficou um tanto chocada pela ousadia daquela criatura patética.
    — Você acertou! – a treinadora comemorou rapidamente. – Vai, use esse golpe de novo!
    Sombra preparou-se pra atacar de novo, mas foi surpreendida com um arranhão mais poderoso que a derrubou rapidamente.
    — Sombra!
    — Isso acaba aqui... – Tsuyo foi dar sua última ordem, mas foi interrompido quando olhou fixamente para a raposa no chão que começa a tomar um brilho no corpo no tom preto.
    — O-o que é isso? – questionou Hilda, intrigada e preocupada.
    O brilho negro tomou proporções maiores e começou a ganhar forma, quando terminado, revelou-se em uma criatura diferente. A pequena criatura agora era um pouco maior que a Liepard e completamente distinta, se assemelhava a um cachorro gigante com pelos laranjas e pretos por todo o corpo, em sua cabeça, rabo e pernas, uma arrepiada pelagem de cor bege se movimentava levemente com o vento. Era da espécie Arcanine.


    — Isso foi uma evolução? – Hilbert questionou confuso.
    Não, essa é a habilidade dos Zoruas e Zoroark: Illusion! – exclamou Grimaud, maravilhado. – Ela se transformou em um Pokémon de Kanto, Arcanine. Daria para enganar qualquer um se não fosse os pelos pretos originais se misturam por entre os pelos beges.
    A transformada criatura pareceu mais confiante e soltou um longo uivo que intimidou sua oponente felina. Seria uma briga de cão e gato. Sem qualquer comando de sua treinadora, Zorua começou a trocar mordidas e patadas com a gatuna, que retribuía igualmente com arranhões. A briga parecia sem fim, Tsuyo, de longe, raciocinava tudo, procurando uma saída, percebeu que seu Pokémon estava enfraquecendo e quase não conseguir atacar a enorme criatura laranja. Por fim, com uma mordida certeira no pescoço de Liepard, ela caiu fragilizada ao chão, implorando por redenção.
    — Droga... – murmurou o ninja.
    — Nós vencemos? – Hilda estava perplexa e chocada. Estava surpresa com a habilidade e o poder que sua Zorua tinha alcançado, imaginava o motivo da criatura ter justamente se transformado em um Arcanine.
    O grupo comemorou internamente, Bianca alcançou seus Pokemon, retornando-os em suas devidas Pokéball, Hilbert curou Snivy e Minccino com Potions, enquanto Sombra, ainda na forma do cachorro de Kanto se aproximou de sua mestre, um tanto orgulhosa pelo feito.
    — Isso foi incrível, Sombra! – disse, animada.
    — Tsc... – o ninja riu, retirando outra Dusk Ball do cinto. – Eu também tenho meus truques – ele arremessou a esfera – Faint Attack.
    O Pokémon mal teve tempo de se revelar quando desapareceu como mágica e deixou os adversários atônitos. A raposa transformada tentou prever o golpe mais foi atingida diretamente pelo golpe que acabou cancelando sua nova forma, voltando a ser uma pequena criatura novamente.
    — S-Sombra – sua treinadora alcançou ela e a pegou em seu colo, observando a criatura que tinha atacado finalmente se revelar.
    Se tratava de um Pokémon bípede com corpo magro e pelagem escura, possuía longas garras afiadas nas mãos e nos pés de cor branca. Sua cabeça possuía uma espécie de coroa vermelha, mesma cor do suposto colar em seu pescoço e tipos de penas nas laterais do rosto e no lugar da cauda.


    Hilbert sacou sua Pokédex, mas ela não obteve nenhum dado sobre a criatura nova.
    — Q-Quem... é esse? – sussurrou o treinador, um tanto apreensivo.
    Weavile. Um Pokémon do tipo noturno e gelo – informou Grimaud.
    — Um truque das sombra, meu senhores – riu Tsuyo. – Vou finalizar isso antes que eu fique entediado. Weavile, Fury Swipes!
    A criatura do tipo noturno começou a avançar em direção de Hilda e sua fraca Zorua que ficaram paralisadas pelo medo. O garoto de boné gritou pelo nome da companheira, mas ela apenas fechou os olhos, agarrando-se mais ao Pokémon em seus braços, esperando o pior.
    Pequenas patas contra o chão apressadas se fizeram ouvir quando Tepig surgiu e lançou contra o Weavile um golpe conhecido como Ember que atingiu em cheio o rosto do adversário, que recuou, mas não ter sofrido graves danos, a brasa apenas o incomodara por causa da sua desvantagem contra o tipo fogo.
    O porco pousou no chão em frente a garota que salvara, animado por vê-la.
    — Tepig! – exclamou Bianca. – Finalmente você resolveu aparecer!
    O inicial grunhiu e se jogou no colo de Hilda que se surpreendeu.
    — O-Oh. Olá – riu ela. – Você veio atrás de mim? Por isso fugiu do laboratório?
    O Pokemon grunhiu positivamente em resposta.
    — Ok, bem-vindo ao time então – continuou rindo, mas parou assim que notou o Weavile se recuperar e encarar eles.
    — Que comovente- debochou Tsuyo, com sua risada sendo ouvida da escuridão. – Mas isso não vai me parar, We-
    — CHEGA! – uma voz masculina adulta, que não fazia parte dos presentes, se fez ouvir. Como mágica, um homem de cabelos verdes compridos de meia idade e uma espécie de batina com tons de roxo e dourado surgiu.
    — S-Senhor Ghetsis! – os membros da Team Plasma se colocaram de joelhos, como se prestassem reverências ao recém-chegado.
    — O que diabos você está fazendo, Tsuyo? – questionou Ghetsis para o ninja, virando-se para ele. – Eu pedi para que você conseguisse o Dream Mist e não que se envolvesse em batalhas Pokémon! Você se esqueceu o princípio do Team Plasma? Como seu pai reagiria?
    Mesmo sem dizer nada, pode-se notar que Tsuyo deu de ombros.
    — Conseguiram o que foi pedido? – questionou.
    — S-sim, senhor – respondeu um dos Plasmas. – Um tanque cheio.
    — Ótimo, então vamos embora.
    — Embora?! – exclamou Hilbert. – Vão pagar pelo o que fizeram! – ele avançou em direção a eles, mas foi surpreendido pelo ninja jogando uma bomba de fumaça de cobrindo toda sua visão.
    Ficou alguns minutos tossindo e quando a névoa dissipou, não havia sobrado nada além da pilha de Munnas mortas.
    — S-sumiram... – murmurou.
    — MUSHARNA! – o grito de Fennel ecoou pelo Dreamyard quando ela alcançou seu Pokémon, que estava levemente mais pálido. A criatura murmurou gentilmente, fraca.
    — Fique viva! – implorou a cientista, segurando-o em seu colo e se levantando. – Precisamos ir para meu apartamento!
    Bianca mais que depressa retornou seu Pokémon em suas Pokéball e juntamente com a cientista e Amanita, apressaram-se em ir na frente. Hilda começou a seguir elas, mas viu que seu companheiro não fez o mesmo. Ele estava ali, observando o pequeno grupo de Munnas assassinados injustamente.
    — Hilbert? – a menina tocou        o ombro dele e ele despertou de seu devaneio, olhando com certo espanto para trás. – Tudo bem?
    — T-Tô... É só que... – olhou para os Pokémon. – Eu não quero deixar... eles assim. É triste.
    — Podemos... enterrar eles aqui perto... em sinal de respeito – sugeriu.
    O garoto assentiu e os dois se aproximaram, respeitavelmente começaram a carregar os pequenos corpos desacordados das criaturas rosas inocentes para perto da floresta onde começaram a cavar pequenos buracos.

     

    No apartamento, Fennel colocou sua fraca Musharna sob uma cama que ficava ligada a enorme máquina localizada na sala e começou a implantar alguns fios que informavam os sinais vitais e um pequeno tubo em seu nariz, semelhante ao usado para sugar o Dream Mist, mas que fazia o efeito contrário, depositando cada vez mais a névoa rosa para dentro do corpo da criatura, que aos poucos parecia recuperar sua energia vital.
    — I-Imperdoável... – murmurou.
    — Como? – Bianca olhou para a cientista. Amanita pegou a mão da irmã.
    — Não era pra ser assim. O Dreamyard não era pra ser um palco da ambição tóxica, e sim um lugar onde sonhos podem ser realizados sem que ninguém prejudicasse a vida de ninguém – ela sentiu a garganta travar pelo ódio e as lágrimas encherem seus olhos.
    — Eu sinto muito, senhorita Fennel – a garota loira abaixou a cabeça. – E-Eu não sabia que... isso era Dream Mist – ela apontou para o tubo contendo uma considerável quantidade da fumaça cintilante. – Por que você armazena?
    Fennel enxugou as lágrimas e respirou fundo, com um pouco de dificuldades pra responder. Foi Amanita que tomou a palavra:
    — Para estudo. Ela usa o Dream Mist que a nossa Musharna produz. Parte disso é da época que nossos pais estavam vivos ainda.
    — Se você olhar de perto, poderá ver o sonho das pessoas ilustrados – disse a cientista, recuperando as palavras.
    Curiosa, Bianca começou a observar mais atenta aquela curiosa energia que emanava de Musharna, viu algumas imagens de crianças, adultos e idosos sorrindo com seus sonhos realizados, mas foi a figura de dois cientistas, uma adolescente um pequeno bebê que chamou a atenção dela.
    — ... Acho que achei o sonho dos pais de vocês.
    — O quê? – as duas irmãs disseram em uníssimo e se aproximaram, observando com atenção.
    — São eles mesmo... – disse Fennel.
    — Mas porque estamos no sonho deles? – questionou Amanita. – Achei que o sonho deles era conseguir sucesso com o estudo do Dream Mist.
    — Mais do que isso. O sonho deles era formar uma família – sorriu a cientista, acariciando o cabelo da mais nova. – Acima de tudo, eles querem nos ver unidas, e a Musharna veio mostrar isso, certo? – questionou para o Pokémon.
    A criatura rosa, aparentemente melhor, soltou um grunhido animado, recebendo um abraço da irmão mais nova de Fennel.
    — Me pergunto o que aquela tal de Team Plasma queria coletando o Dream Mist – comentou Bianca pouco tempo depois, usando algumas Potions em seu Oshawott e em Tranquill.
    — Considerando o ar sombrio daquele tal de Ghetsis e aquele cara que não mostrava o rosto, coisa boa não é.
    — Seja lá o que for, eu terei que ficar atenta – concluiu a cientista, suspirando.
    A loira assentiu e começou a olhar em volta, um tanto confusa e preocupada.
    — C-Cadê o Hilbert e a Hilda?
    Como se soubessem que estavam falando deles, os jovens apareceram com as roupas levemente empoeiradas e sujas de terras, Tepig e Zorua andavam no encalço da garota, disputando a atenção dela.
    — Estamos aqui – começou a menina, rindo. – Estávamos enterrando aqueles pobres Munnas. A Musharna está melhor?
    — Está sim. Conseguimos a tempo, graças a vocês todos – sorriu Fennel. – Vocês foram incríveis.
    Os três jovens sorriram, um tanto cansados.
    — Mesmo eles fugindo e coisas trágicas acontecendo, ajudou um pouco na minha experiência com a Brianna – comentou Hilbert. – Aparentemente ela aprendeu um novo golpe chamado Vine Whip, de acordo com a Pokédex.
    — É. E eu descobri a habilidade que a Sombra tem – Hilda acariciou sua raposinha. – E achamos o Tepig – riu, brincando com o porquinho.
    — Por falar em Tepig – Bianca ergueu seu pulso em direção ao rosto, mexendo em pequeno relógio cinza e rosa que possuía uma telinha digital – Vou ligar para Professora Juniper e contar que te achei.
    Bianca? – a voz eletrônica de Juniper saiu do aparelho.
    — Professora! Eu achei o Tepig. Digo, ele achou a gente – riu.
    Ah que alívio. Ele está bem? Você está bem? Parece cansada
    — Eles estavam me dando uma mãozinha – Fennel surgiu ao lado da menina loira, rindo.
    — Fenn! – sorriu a professora. – Quanto tempo!
    — Ainda usando esse coque fora de moda, Au? – brincou a cientista.
    É o único que eu sei fazer – respondeu, rindo. – Como encontrou o Tepig?
    — Estávamos numa batalha contra umas pessoas que se diziam da Team Plasma e ele meio que apareceu para salvar a Hilda – explicou a assistente, apontando seu relógio para Hilbert e Hilda para que Aurea pudesse vê-los.
    Olá crianças – cumprimentou a mulher. – Vejo que estão num começo de jornada agitado.
    — Um pouco – riu a garota morena. – Mas está sendo bem divertido. Ei, professora, posso ficar com o Tepig? Ele parece ter gostado de mim.
    Ah, então é por isso que ele fugiu – riu a mais velha. ­­– Bem, se não se incomodar, pode ficar sim. Bianca te entregará a Pokéball dele.
    — Obrigada! – Hilda abraçou o Tepig, que retribuiu o carinho com um alto grunhido de felicidade.
    Cuidem bem um do outro – riu Juniper. – Eu ouvi vocês falando da Team Plasma... Ouvi alguns boatos sobre eles.
    — A gente encontrou eles em Accumula Town – começou Hilbert, recebendo os olhares de todos os presentes. – O cara chamado Ghetsis fez um discurso sobre libertar os Pokémon.
    — Pareciam apenas um grupo pequeno de pessoas que fazem parte de alguma instituição de proteção aos Pokémon – completou sua companheira. – Mas depois do que vimos hoje, temos certo receio.
    De qualquer forma, tomem cuidado com eles – alertou Aurea. – O importante é que estão todos bem. Eu preciso ir agora.
    — Certo, em breve eu vou retornar para Nuvema – despediu-se Bianca. – Até mais.
    Até.
    Com a ligação encerrada, todos ficaram uns minutos em silêncio, raciocinando o acontecido. Hilda começou a refletir sobre sonhos, imaginava se seu sonho teria tanta energia a ponto de mover o mundo e se as Munnas e Musharnas se sentiriam bem ao se alimentarem dele. Prometeu a si mesma que iria pensar em um que fosse bom e puro, bem diferente dos das pessoas que destruíram o Dreamyard ou dos da Team Plasma, que mesmo conhecendo muito poucos deles, não queria ser como eles.
    Fennel então sugeriu um banho para os garotos e ofereceu paras lavar suas roupas, eles então, cansados, concordaram.
    — Como agradecimento vou levar vocês para almoçarem amanhã no restaurante aqui de Striaton – disse a cientista.
    — Aquele que é ginásio? Boa ideia – sorriu Hilbert. – Vou poder finalmente desafiar o líder e conseguir a primeira insígnia.
    A noite caiu e enquanto todos dormiam, o garoto não conseguia conter a emoção de estar tão próximo de conquistar a primeira etapa de seu grande sonho. Do que aquele sonho era feito? Com certeza de muita determinação.


     


    { 16 comentários... read them below or Comment }

    1. Hey Star! Otimo cap! Bem entretido. Sou amante de slice of life mas Lutinha de vez em quanto é sempre bom! Obrigado por este cap e que venha o próximo!

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      1. Yooo Shii

        Agradeço os elogios, não seria uma fanfic de Pokémon sem um pouco de ação, ainda que tenha demorado 7 capítulos para isso hahshahsba
        Eu que fico agradecida pelo seu comentário
        Obrigada por vir <3

        See ya

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    2. Dobro de energia? todo esse trabalho para ter o poder 2 Munnas? Não tem como apoiar esses caras lol.


      Hello Star!
      Pobres Munnas ._. morreu tudo, de repente a história da Star ficou tão dark.

      Que lindo ver a sombra morfando em um arcananine "é uma evolução?" melhor reação do Bertinho!

      Olha só, mas não é o Bacon voltando para a história, estava com saudades deste pokémon.

      Próximo cap tem gym? Boa sorte para o... Que boa sorte o que, quero ver o Bertinho perdendo a luta, tomara que os trigemos esfreguem a cara desse muleque no chão!
      Até mais Star, te vejo no próximo capítulo!

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      1. Yooo Anan

        É equipe vilã de Pokémon, mano, não dá pra defender nenhum hahshahsha

        Ué, cadê a história fofa? CADE AS PIADAS, STAR?
        Bertinho é aquele personagem de anime que faz comentários idiotas

        BACON CHEGOU, DEPOIS 4 CAPÍTULOS SUMIDO HAHSHAHSHAH
        Próximo capitulo tem ginásio hehe Vou chutar a bunda do Bertinho, ou não.

        See ya, Anan

        Obrigada pelo comentário

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    3. Oi Star minha consagrada, como vai minha deusa?

      Me diz, Vanessa: QUE CAPÍTULO FOI ESSE, MULHER?
      Sério, esse capítulo foi muito bom, a ação, a introdução oficial do Tsuyo, nosso ninja assassino de Munnas. Eu o amo, aaaaaah, pq vc me fez gostar desse homem, Estrela? Ele é um assassino frio e cruel de antinhas psíquicas que produzem Dream Mist!
      E olha só quem deu as caras, o Tepig, já achei que ele tinha virado feijoada, mas graças a Lilly que não, ufa. E agora ele é da Hilda? Como posso amar mais isso? Só a perfeição meu pai!
      A Sombra roubando os holofotes. Amo???
      Ela virou um Arcanine por meio de ilusão, isso foi do caralho, só quero ver que outros Pokémon ela pode se transformar por ilusão.
      Bianca também desempenhou um grande papel neste capítulo, nossa, só a amo mais ainda e o sonho dos pais da Fennel, lindíssimo, amo amo.
      Quero logo o próximo capítulo, mulher.

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      1. Yooo Leucro, turo pom?

        QUE CAPÍTULO FOI ESSE? Eu admito que quando fui revisar esse capítulo fiquei um pouco chocada com o que eu tinha escrito hahshabshha
        Tsuyo é nosso crush que a gente esconde pq não quer admitir.
        PROTECC ALL MUNNAS E MUSHARNAS

        TEPIG IS ALIVE! Quem fez bolão achando que ele tinha virado Bacon se ferrou hahshahsh Desculpe a demora de 4 capítulos quase pra trazer o menino de volta, mas aí está ele.
        SOMBRA VIRANDO ARCANINE É MINHA CENA FAVORITA DESSE CAPÍTULO!
        Muito bom ver a Bianca em ação também, e os pais a Fennel,é tanta coisa pra um capítulo aaaaaaaaaaaaa

        Obrigada pelo comentário meu querido <3
        See ya

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    4. Oiii Star! To atrasada, mas to aqui!

      AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA NÃO MANO, MATARAM OS MUNNAS. PORRA PLASMA! Que ideais distorcidos são esses? Ao mesmo tempo que estão lutando para a libertação dos pokémons, capturam alguns e sugaram sua energia até a morte. Na vdd, parece que todos estão cagando para os ideais que defendem, com exceção do próprio Ghetsis e do N. Sinto que isso vai dar ruim no final.
      PORRA VEI, o dobro de energia? Era só pegar 2 Munnas ao inves de dar essa voltona. E pq diabos eles não extrairam logo a energia da Munarsha? Noite inteira e esperaram os caras chegar pra extrair a energia.
      A SOMBRA É O POKÉMON MAIS FORTE E EU POSSO PROVAR! A bichinha mandou um Arcanine logo de primeira e o Gilberto: "é uma evolução?", sim, Gilberto, ela evoluiu sim sendo um bebê e evoluiu pra um poke de fogo.
      E eu pensando que o poico virou um pokémon livre e independente para lutar contra a opressão de todos os pokémons deixados em laboratório, mas não. só foi atrás da Hilda mesmo. Nunca confie em um poico.
      Bianca melhor personagem ever, já mto melhor de batalha do que o Bertinho. Ele que não se cuide e ela tomará o lugar dele.
      Bem legal da parte do Hilbert se importar em enterrar os pobre Munnas, acho que por ele ser meio poke tem uma sensibilidade maior com essas questões.
      Capítulo muito bom,Star! Uma batalha de verdade pra gente curtir (a outra foi um massacre do Gilberto) é sempre muito bom de se ver.

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      1. Yooo Carol

        AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA NÃO DERAM MUST PROTECC NOS MUNNAS, SORRY :(
        Eu falei que a Team Plasma é a equipe mais noiada do mundo Pokémon.
        "OVO LIBERTAR OS POKEMON"
        ALSO PLASMA "MORRA POKEMON"

        Tsuyo fugiu da aula de matematica e eu posso provar haushashuahushu
        Em minha defesa, o Tsuyo queria arrumar briga, por isso ele deixou a corda pra trás e esperou até agora uhahushuashua ANIME LOGIC: O MUNDO PARA QUANDO O PROTAGONISTA DORME

        A SOMBRA VEIO AQUI PRA MOSTRAR QUE ELA NÃO É SÓ UM BEBEZINHO FOFO NÃO, ELA CAI NO SOCO SE PRECISAR <3 Bertinho fugiu das aulas também, ele é muito aquele meme do cara da borboleta
        "que tipo de evolução é essa?"
        O TEPIG SÓ QUERIA FICAR COM A HILDA <3 É uma história de amor linda, lute pelos seus sonhos e taque fogo em fuça de Weavile safado.
        Bianca lutando só prova que ela tá pronta pro mundo e o idiota do pai dela ainda não viu isso haushuahus
        Eu adoro essa cena dele querer enterrar as Munnas, é triste, mas não fica parecendo que eles simplesmente deixaram as pobres criaturas de lado. Isso forma tanto o carater dos personagens <3

        Obrigada pelo comentário minha querida, bom te ver por aqui <3

        see ya

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    5. Um minuto de silêncio pelos pobres Munna e todos os sonhos que se perderam ;-; Poxa, essa cena me pegou desprevenido, por se tratar de começo de aventura a gente pensa que nunca vai rolar nada muito sério ou que no fim tudo vai se resolver da melhor maneira, mas a própria batalha carregou uma urgência que muitas histórias levam um tempão para gerar conflito semelhante. O enterro por si só fala muito sobre a visão da morte do Hilbert, que já não é algo novo para ele. Bertinho respeitou as criaturas como seres vivos que são, e demonstra o coração enorme e cheio de compaixão dele.

      Como pude acompanhar um pouquinho do seu desenvolvimento dos personagens originais foi muito legal ver o Tsuyu em ação, sei que ainda haverá muita treta relacionada a ele e esse ninja vai se revelar uma verdadeira ameaça aos protagonistas! E a propósito, você costuma dizer que não leva muito jeito com batalhas entre Pokémon de nível baixo, mas você fez um excelente trabalho aqui, com destaque para a Bianca e a Sombra que deram um show até contra oponentes de nível superior kkkkkk E também com importantes adições ao time como a companhia do Tepig. Vamos ver se esse carinha dá uma guinada no time da Hilda, ainda que a Sombra tenha deixado bem claro que ela aguenta o posto de líder kkk

      Depois de ler o especial do Dreamyard a cena onde Fennel e Amanita enxergam os sonhos de seus pais através das imagens geradas foi um socão no kokoro ;-; Eu gostei da forma como tudo isso tem levado a Hilda a pensar no significado mais abrangente do que significa ter um sonho, e que isso não precisa ser algo concreto como ter uma família ou vencer a Liga. Sonhos também podem ser puros e honestos, lutar por um mundo melhor, desejar o bem do próximo e fazer a diferença. Não precisa ser "Pronto, meu sonho está realizado e agora não me resta mais nada", mas algo gradual, ela pode simplesmente estar bem velhinha no futuro e perceber que a existência dela ajudou a salvar muitas pessoas que precisavam conhecê-la em vida <3 Um ótimo capítulo para nos fazer refletir sobre a importância dessas coisas!

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      1. Yooo Canas

        RIP por todas as elefantinhas rosas que só queriam devorar sonhos ;-; Na verdade, eu sempre imaginei que essa extração de dream mist acarretaria na energia vital deles, e admito que queria dar a Plasma e ao próprio Tsuyo um ar mais cruel.
        Hilbert merece um mundo melhor, acho que esse coração puro dele revela muita coisa sobre a personalidade dele.

        Tsuyo ainda é um dos meus personagens originais favoritos e to louco pra trazer ele de volta <3
        Batalhas com Pokémon de baixo nivel são meio complicadas pra mim, pq geralmente o moveset deles são tão bobos hahshaha Mas fico feliz que tenha gostado, eu adoro dinâmicas de batalhas criativas, geralmente eu deixo o Bulbapedia de lado para ver o moveset dos Pokémon.E olha só, Bianca ganhando os holofotes, acho que depois de tanto tempo no laboratório da Juniper, ela tenha aprendido muita coisa :3 Mas a Sombra foi minha favorita nessa batalha, ver ela brigando com uma Liepard de igual pra igual é maravilhoso.
        E TEPIG IS BACK <3

        Sonhos são tão relativos, eles podem ser simples ou complexos, o importante é que você acredite neles. E esperemos que a Hilda leve isso para a vida dela <3

        Obrigada pelo comentário e por ler, Canas

        See ya :3

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    6. Oiiii Star!

      Nossos heróis vão ao resgate!
      Esse foi um dos capítulos mais frenéticos até então. Também, se não estou enganado, é a primeira batalha deles em que vidas estão em risco. Hilbert conseguiu se sair bem, parece mais pronto para o ginásio, vlw team plasma.

      Gostei do Grimaud explicando e aconselhando o Hilbert, ele já viveu bastante e deve ter experiência. Apesar de que não sei se ele luta como pokémon.

      Um dúvida. Eu sempre imaginei a habilidade da Zorua como uma miragem, mas pelo capítulo, parece que você vai trabalhar ela como uma transformação mesmo. Isso transforma nossa pequena Zorua num pokémon muito forte, mesmo que tenha saído do ovo não faz muito tempo.

      Tsuyo estava usando só um pokémon e tava tankando todo mundo sozinho (vamos desconsiderar os grunts, né?). Parece que esse personagem ainda vai dar muito pano pra manga.
      Ghetsis, sei que depois de muitos capítulos, talvez temporadas, você vai se arrepender de não ter se livrado daqueles pirralhos lá nas ruínas.

      Agora é ver pra que eles querem essa energia. Eu realmente não sei, esse é a parte boa de não ter jogado os jogos em que a fic se baseia, a única parte boa.
      E é isso, minha cara, até o próximo capítulo!

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      1. Yooo Alefu

        CRIANÇAS AO RESGATE, FODASE A POLÍCIA AHUSAHUSHUAHUS
        Você descobriu minha arma secreta, usar os Plasmas como um treinamento para o jovem Hilbert, assim ele fica pronto para o ginásio. Ponto para o Alefu haushuasuh

        O Grimaud é apenas um velho que serve como suporte pro jovem mestre, ele não chega a luta pq não é a função dele, mas eu gosto de pensar que nem todos os Pokémon (apesar do Grimaud não ser bem um) lutam.

        Até onde eu li, a habilidade da Zorua faz ela se transformar num Pokémon que está no time. Eu tomei a liberdade de mudar um pouco isso pq isso é exclusiva dela, então não afetaria outros Pokémon. No 15, a HIlda vai questionar mais sobre isso e espero tirar suas dúvidas <3

        O Tsuyo é OP e ta de cheat e eu posso provar haushuahusa
        O Ghetsis morrendo no último capítulo : Podia ter matado essas porras no capítulo 9 ahushuashu Mas vilão que é vilão tem dessas, é tão óbvio quanto ele contar todo o plano secreto dele

        Prometo que em breve vc descobrirá sobre essa energia
        A parte boa de escrever uma fanfic de Unova é que muita gente as vezes pulou a maioria dos diálogos ou não jogou, então a fic vira uma propaganda. hauhuahsu

        Obrigada pelo comentário <3

        see ya

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    7. Um capitulo bem agitado pra encerrar um dos muitos problemas que a Team Plasmar está para trazer, e claro, sempre preservando a faixa emocional que acredito que já é a marca registrada da história. Fazia tempo que eu não via uma luta tão frenética com Pokémon iniciantes, as vibrações de lutas iniciais sempre costumam ser leves, afinal estamos falando de pokémons que ainda não possuem experiência, mas poxa, acho que a cereja do bolo nessa batalha foi o empenho acima da média da Sombra e simplesmente o fato dos três iniciais da região ter seus respectivos momentos na batalha. Eu nunca esperaria ver os três assim, tão rápido e eficiente. Foi uma boa sacada dar espaço pra que cada um tivesse seu espaço, isso preencheu a batalha e escondeu o fato de serem Pokémon ainda novatos. Sou muito suspeito pra dizer que o Oshawott me animou muito. Os iniciais de água são os meus favoritos e ele me encheu de orgulho, assim como sua treinadora que ainda contava com um Tranquill.

      Voltando a falar da Sombra, seria muito foda ver ela se transformando em Pokémon na qual ela já enfrentou, ver ela se transformando em uma Liepard de modo que a gente possa ler e dizer: “É impressão minha, ou a Sombra virou a Liepard do Tsuyo”, seria uma sensação incrível kkkkk.

      Bom, sobre os Plasmas, esse pequeno grupo foi capaz de nos mostrar até que ponto eles podem chegar pra conquistar algo do interesse deles, vidas são indiferentes e acho que eles não se limitam a apenas Pokémon. Imagino o trabalhão que essas pessoas podem causar em um futuro distante, ou próximo kkkk.

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      1. Yoo Subversivo

        Heróis ao resgate. No caso, crianças e cientista resgate aushasuhas Imagina a Team Plasma vendo uns moleque acabarem com os planos deles? ahsuashuauh

        Fico feliz que tenha se divertido com essa batalha, eu sempre falo que não sou fã de batalhas com Pokémon "fracos" pq eles sempre tem os golpes básicos, então vc apela pra criatividade, ou como no meu caso: BOTA UNS 30 PRA BATALHAR HAUSHUASHUAHUS
        Oshawott de longe se saiu melhor que os outros iniciais deles haushuashu

        Fiquei contente em ver que as pessoas gostaram dessa mágica com a Sombra haushuaushauh E eu com certeza deixarei anotado essa sua ideia dela virar Pokémon que já batalhou <3 Seria um arsenal inteiro ahsashuauhs

        Aguardando a próxima briga envolvendo os Plasmas hashuaush
        Obrigada pelo comentário <3

        See ya

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    8. O plano da Team Plasma foi bem violento para esses Munna que acabaram mortos. Eu não pensava que esse tema de morte de Pokémon seria abordado tão cedo na história. Foi bastante surreal para mim. Especialmente tendo em conta que essas criaturas eram seres inocentes, usados para um fim injusto e cruel. A Team Plasma ignorou por completo a sua filosofia e usou os Pokémon como meio para o seu objetivo. Muito triste.

      O confronto entre Hilbert, Hilda e Bianca contra Tsuyo foi bastante empolgante. Primeiramente, temos um rival à altura, com Pokémon a um nível bem elevado. Depois, os jovens treinadores, juntos, parecem conseguir enfrentar este inimigo em comum. Surpreendi-me ao vê-lo em ação, especialmente Zorua, que tem a habilidade de se transformar, praticamente, em qualquer Pokémon.

      O regresso de Tepig foi também bastante interessante. Não estava à espera que ele terminasse na team de Hilda, mas é sempre um bom acréscimo. Continuo à espera que Cheren dê as caras por aqui!

      E essa cena em que Fennel e a sua irmã observam o sonho dos seus pais? Foi muito emotivo, sim. Especialmente porque o sonho dos dois cientista era, de facto, construir uma família feliz e saudável. Espero que agora as duas consigam encontrar uma forma de seguir em frente. Acredito que Fennel continue o legado dos seus pais. Quer seja a estudar os sonhos ou até mesmo a reconstruir o Dreamyard. Isso seria bastante interessante.

      Agora sim, vamos para o ginásio! Estou ansioso para ver isso, Star! Continue!

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      1. Yooo Angie

        A Team Plasma é uma equipe muito contraditória, mas que no final descobriremos as reais intenções. Acho que trabalhar com mortes já no começo já faz os protagonistas criarem desavenças com os vilões e mesmo assim continuarem confusos, pq as vezes eles são os defensores dos Pokémon, e em outra eles matam os Pokémon. Que caralhos eles estão planejando?

        Talvez o Tsuyo seja meio OP com Pokémon de níveis altos, mas nada que um trabalho em equipe não resolva, ainda mais quando a Zorua tem uma habilidade tão incrível de virar algum Pokémon que ela já viu antes como uma ilusão <3

        Mas no final, o Tepig salvou o dia praticamente haushuashua O PORQUINHO ESTÁ VIVO E ESTÁ NO TIME DA HILDA <3

        Essa cena pra fechar o arco do Dreamyard é uma das coisas mais emocionantes que escrevi, e fico feliz que tenha te emocionado. Torceremos para dias melhores para a jovem Amanita e sua irmã Fennel <3

        HORA DO GINÁSIO BEBÊS
        Obrigada pelo comentário <3

        See ya

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